O jornalista José Luiz Datena, agora filiado ao PSB, afirmou que sua candidatura a deputado federal em 2026 será conduzida de forma oposta à campanha que travou dois anos atrás. Desta vez, disse ele, vai pedir votos. "Eu vou pedir muitos votos. Tudo na vida é mutável, é preciso aprender", declarou. O candidato acrescentou que pretende fazer campanha de rua: "São campanhas diferentes, e vou andar bastante, bater pernas".
A declaração ganha sentido quando comparada ao que ocorreu em 2024. Naquele ano, então filiado ao PSDB, Datena disputou a Prefeitura de São Paulo e terminou com 1,84% dos votos válidos. A campanha foi atípica desde o início: ele se recusou a pedir votos e, segundo o relato, chegou a sugerir a apoiadores que não hesitassem caso encontrassem um candidato melhor. A orientação dada a assessores e voluntários era entregar santinhos e bandeirinhas apenas de forma espontânea. Em um episódio registrado à época, ao ser interpelado por um admirador sobre o número dele na urna, o próprio candidato precisou perguntar a um dirigente partidário: "É 45, né, Zé?".
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, em formato de nota de coluna política, relatando a mudança de postura a partir de citações diretas do candidato. Não há, portanto, cobertura paralela de veículos de outros perfis editoriais que permita contrastar enquadramentos, e este texto não atribui leituras ideológicas a lados que não escreveram sobre o assunto.
O segundo ponto tratado na entrevista é a meta de votação do partido. "O PSB está projetando fazer 1 milhão de votos, eu não sei quanto vou conseguir, mas vou me esforçar ao máximo", afirmou. A frase remete à lógica da eleição proporcional brasileira, em que o total de votos obtido pela legenda define quantas cadeiras ela ocupa, e nomes de grande projeção funcionam como puxadores para candidatos menos votados da mesma lista. Não há na matéria estimativa independente sobre a viabilidade dessa meta.
O terceiro elemento é o episódio da cadeirada aplicada em Pablo Marçal durante um debate na campanha municipal de 2024, cena que dominou o noticiário na ocasião. Datena disse que não pretende explorar o caso ao longo da nova disputa. "Eu não tenho orgulho nenhum da cadeirada", afirmou. A matéria menciona ainda que os dois trocaram mensagens depois do ocorrido, sem detalhar o conteúdo.
O que ainda não se sabe é considerável. A cobertura não informa por qual estado o candidato disputa a vaga, não detalha a composição da chapa nem a federação ou coligação em que o partido estará inserido, e não explica o que motivou a saída do PSDB. Também não há pesquisa de intenção de voto para a disputa proporcional, nem qualquer indicação das pautas que o candidato pretende defender caso seja eleito. Sem contraditório de adversários, de dirigentes partidários ou de analistas eleitorais, o quadro disponível se limita ao que o próprio candidato declarou.