Derrite e André do Prado pressionam Senado por 109 pedidos de impeachment no STF
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Em debate com candidatos ao Senado por São Paulo realizado em 23 de setembro de 2026, o deputado André do Prado (PL) e o deputado federal Guilherme Derrite (PP) declararam apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e disseram que não votariam em Davi Alcolumbre (União-AP) para uma nova presidência do Senado. Derrite afirmou ser inadmissível que 109 pedidos de impeachment de ministros da Corte estejam engavetados pelo atual presidente da Casa; André do Prado defendeu que todos sejam levados a votação. Dois dias depois, os mesmos candidatos anunciaram por nota conjunta, na manhã do dia do evento, que não participariam de outro debate com concorrentes ao Senado paulista, alegando agenda inadiável, depois de suas campanhas terem assinado a ata de regras e acompanhado o sorteio da ordem das falas.
A leitura de controle institucional vê nas declarações dos dois candidatos a cobrança legítima de um mecanismo que a Constituição entrega ao Senado e que vem sendo ignorado. Nesse enquadramento, 109 pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal parados por decisão de um único parlamentar é o problema central: o Senado deixa de exercer a fiscalização que lhe cabe sobre integrantes de um tribunal que não passam pelo voto popular e cujas decisões alcançam a vida econômica e política do país.
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Veículos com viés à direita
As coberturas convergem em três fatos: André do Prado e Guilherme Derrite defenderam publicamente o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, condicionaram o voto para a presidência do Senado a essa pauta ao descartar Davi Alcolumbre, e faltaram a um debate entre candidatos ao Senado paulista depois de suas campanhas terem assinado a ata de regras e acompanhado o sorteio da ordem das falas.
Em debate com candidatos ao Senado por São Paulo, em 23 de setembro de 2026, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) cobraram o andamento de 109 pedidos de impeachment de ministros do STF e disseram que não votariam em Davi Alcolumbre. Dias depois, os dois faltaram a outro debate. Abaixo, o que a cobertura de direita e a de centro destacaram, e o que ficou sem registro do lado da esquerda.
Dois candidatos ao Senado por São Paulo colocaram o Supremo Tribunal Federal no centro da campanha paulista. Em debate com concorrentes à Casa realizado em 23 de setembro de 2026, o deputado André do Prado (PL) e o deputado federal Guilherme Derrite (PP), que foi secretário da Segurança Pública do estado, declararam apoio ao impeachment de ministros da Corte e disseram que não votariam em Davi Alcolumbre (União-AP) para uma nova presidência do Senado. Derrite afirmou ser inadmissível que 109 pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte estejam engavetados pelo atual presidente da Casa. André do Prado sustentou que Alcolumbre não tem mais condições de presidir o Senado diante de tantos pedidos sem pauta e defendeu que todos sejam levados a votação.
No mesmo debate, Derrite foi questionado sobre a indicação do ex-comandante da Polícia Militar José Augusto Coutinho, acusado de omissão em caso de investigação de policiais que teriam sido corrompidos pelo PCC. O ex-comandante foi indicado ao cargo quando Derrite chefiava a Secretaria da Segurança Pública. O candidato respondeu que a eventual omissão ocorreu em 2020, quando ele era deputado federal em primeiro mandato, e que o caso veio à tona depois de sua saída da secretaria, acrescentando que desvios de conduta de policiais devem ser punidos.
A cobertura de centro registrou o outro movimento da dupla na mesma semana. Os dois confirmaram presença em outro debate com candidatos ao Senado paulista, marcado para 25 de setembro: assessores participaram de todas as reuniões preparatórias, assinaram a ata com as regras e, na noite anterior, acompanharam o sorteio que definiu a ordem dos candidatos na mesa. Na manhã do dia do encontro, por volta das 9h30, as duas campanhas comunicaram por nota conjunta que os candidatos não poderiam participar em razão de uma agenda inadiável confirmada posteriormente. A nota afirma que a ausência é pontual, que não diminui o respeito aos organizadores, aos demais candidatos e aos eleitores, e promete presença no debate marcado para 30 de setembro. O encontro ocorreu com Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania).
Veículos de direita enfatizaram o mérito da cobrança: o volume de pedidos parados, a recusa declarada em apoiar a recondução de Alcolumbre e a leitura de que o Senado dispõe de instrumento constitucional para responsabilizar ministros. Nessa chave, o poder de pauta do presidente da Casa aparece como obstáculo ao controle institucional de um tribunal cujos integrantes não passam pelo voto popular. A cobertura de centro deu peso ao comportamento de campanha: quem cobra responsabilização do Supremo no palco de um debate faltou a outro depois de ter assinado as regras, e o contraste entre as duas cadeiras vazias e a presença dos adversários virou o próprio assunto da notícia.
Veículos de esquerda ficaram fora do conjunto de matérias reunidas sobre o episódio. O ângulo que esse campo costuma enfatizar, o risco de que pedidos de impeachment em série funcionem como retaliação a decisões judiciais e corroam a independência do Supremo Tribunal Federal, não apareceu em nenhuma das coberturas analisadas, e essa lacuna faz parte do que o leitor precisa levar em conta.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das matérias detalha quais ministros são alvo dos 109 pedidos, o teor deles ou quantos já tiveram admissibilidade jurídica examinada. Alcolumbre e a Corte não aparecem respondendo às declarações feitas no debate. Também não se sabe qual era a agenda inadiável que motivou a ausência dos dois candidatos, se algum compromisso público foi cumprido naquele horário, nem se a promessa de presença no debate do dia 30 será mantida a poucos dias da votação.
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Candidatos do PP e do PL haviam confirmado presença no prazo e participaram de uma última reunião preparatória na noite de quinta, 24. Na manhã desta sexta, 25, em nota conjunta, os candidatos informaram que “não poderão participar do debate em razão de uma agenda inadiável, confirmada posteriormente e que tornou impossível a presença de ambos”.

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