Candidatos ao Senado defendem impeachment de ministros do STF em debates
19 veículos de centro · 2 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
19 veículos de centro · 2 veículos de direita

Entre 22 e 25 de setembro de 2026, a reta final da campanha concentrou uma rodada de debates com candidatos ao Senado em oito estados, e o tema dominante foi a crise do Supremo Tribunal Federal. Candidatos de quase todos os partidos afirmaram que ministros sob suspeita devem ser investigados, e a maioria defendeu a abertura de processo de impeachment. As propostas apresentadas incluem mandato fixo de oito ou doze anos para ministros, nova sabatina periódica no Senado, escolha a partir de listas de magistrados de carreira e restrição às decisões monocráticas. O escândalo do Banco Master, com as relações do banqueiro Daniel Vorcaro com políticos e integrantes da Corte, atravessou os debates do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Rio Grande do Sul, da Bahia e de Santa Catarina. A eleição de 4 de outubro definirá o Senado que decide sobre esses pedidos.
Na leitura de direita, os debates expuseram um Supremo Tribunal Federal que extrapolou suas funções e um Senado que se omite de exercer o freio constitucional que lhe cabe. Carlos Jordy descreveu a Corte como poder moderador acima da Constituição e pediu impeachment; Carlos Portinho falou em grave crise institucional e prometeu eleger um presidente do Senado disposto a pautar o processo; Guilherme Derrite classificou como inadmissível que, diante de indícios envolvendo ministros no escândalo do Banco Master, nenhum dos 109 pedidos de impeachment tenha sido instaurado, e defendeu mudar o regimento interno para impedir o engavetamento.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
21 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Candidatos de esquerda, centro e direita afirmaram que ministros do Supremo sob suspeita devem ser investigados sem distinção, e todos trataram o escândalo do Banco Master como o fato que colocou a Corte no centro da campanha. Há convergência também sobre a necessidade de limitar decisões monocráticas e de rever a permanência vitalícia dos ministros.
Entre 22 e 25 de setembro, candidatos ao Senado em oito estados debateram a crise do Supremo, com o caso Banco Master ao fundo. Houve propostas de mandato fixo, nova sabatina e impeachment de ministros. Aqui você compara o que a cobertura de centro e a de direita destacaram, e onde a esquerda ficou sem cobertura própria.
A menos de duas semanas da eleição de 4 de outubro, a rodada de debates com candidatos ao Senado transformou a crise do Supremo Tribunal Federal no assunto dominante da campanha. Entre 22 e 25 de setembro de 2026, encontros realizados em oito estados, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Amazonas, Amapá e Acre, foram atravessados por propostas de impeachment de ministros, criação de mandato fixo para a Corte e mudança nas regras de indicação.
A cobertura de centro registrou um ponto comum entre praticamente todos os postulantes: ministros sob suspeita devem ser investigados, e o escândalo do Banco Master, que envolve mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e contatos com integrantes do Supremo, precisa de resposta institucional. No Rio de Janeiro, Marcelo Crivella propôs submeter os ministros a nova sabatina no Senado a cada quatro anos, proposta que diz ter apresentado em 2005 e que foi rejeitada na Comissão de Constituição e Justiça. Marcos Dias defendeu mandato de oito anos e escolha a partir de lista de magistrados de carreira. Carlos Jordy pediu impeachment e o fim das decisões monocráticas. Pedro Paulo admitiu o impeachment em caso de desvio de conduta, mas criticou o uso do tema como bandeira de rede social e propôs código de ética para a Corte. Carlos Portinho voltou a apresentar a PEC 45, de sua autoria, que retira a vitaliciedade e restringe as vagas a magistrados de carreira. Benedita da Silva afirmou não ter ministro de estimação e defendeu limite de doze anos, e Waguinho falou em oito. Mônica Benício foi a mais reticente: disse que ninguém está acima da Constituição, mas que o impeachment deve ser o último recurso, e apontou uso eleitoreiro da crise.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo da responsabilização e da inércia do Congresso. No debate de São Paulo, Guilherme Derrite classificou como inadmissível que não haja um único pedido de impeachment instaurado diante de indícios envolvendo ministros no caso Banco Master, e cobrou mudança no regimento interno do Senado para impedir que o presidente da Casa deixe pedidos sem pauta, citando 109 requerimentos engavetados. André do Prado afirmou que Davi Alcolumbre não tem mais condições de presidir o Senado. A mesma cobertura destacou a troca de acusações de corrupção entre Ricardo Salles e André do Prado e registrou o compromisso público dos principais candidatos paulistas de cumprir os oito anos de mandato, prática que costuma ser rompida por acordos posteriores à eleição.
A cobertura de centro acrescentou o contexto institucional que os debates deixaram de fora: cabe ao Senado abrir processo de impeachment de ministro, enquanto a análise de procedimentos internos de magistrados é do plenário do Supremo. Também registrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido publicamente a investigação de todos os envolvidos no caso Banco Master. Nos debates do Sul e do Norte, o mesmo tema reapareceu ao lado de pautas locais: reconstrução pós-enchente, segurança pública e endividamento das famílias no Rio Grande do Sul, Zona Franca de Manaus, saúde e povos indígenas no Amazonas, privatização do saneamento e exploração de petróleo na Foz do Amazonas no Amapá, crime organizado e infraestrutura em Santa Catarina. Até o fechamento desta edição, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria da rodada, o que deixa um ponto cego naquele lado do espectro: a leitura de que o pedido de impeachment funciona como pressão eleitoral sobre a Corte aparece apenas nas falas de candidatas de partidos de esquerda, reproduzidas pela cobertura de centro.
O que ainda não se sabe é se algum dos pedidos de impeachment será efetivamente pautado, quem presidirá o Senado a partir de 2027 e qual é o estágio real das apurações sobre as mensagens atribuídas a integrantes do Supremo. Nenhuma das reportagens informa se as propostas de mandato fixo e de mudança na indicação têm votos para avançar, nem qual seria a regra de transição para os atuais ministros. A eleição de 4 de outubro definirá a composição do Senado que decidirá sobre esses pedidos.
Levantamento do GLOBO baseado em declarações públicas de 112 concorrentes no país mostra como a pauta ultrapassou a direita na corrida por dois terços da Casa

Assista à íntegra do debate ao Senado por Santa Catarina na NSC TV com propostas de cinco candidatos sobre economia, infraestrutura e segurança pública.

Assista à íntegra do debate para o Senado no Amazonas com propostas de seis candidatos sobre saúde, povos indígenas e a manutenção da Zona Franca de Manaus.

Debate foi promovido pela TV Bahia nesta sexta (25), com transmissão ao vivo pelo g1. Destaques do confronto entre candidatos foram insinuações ligadas ao Banco Master.

Participaram do debate Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania). André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) haviam confirmado presença, mas anunciaram horas antes que não iriam participar.

Assista à íntegra do debate ao Senado por Santa Catarina na NSC TV com propostas de cinco candidatos sobre economia, infraestrutura e segurança pública.

Em debate, candidatos ao Senado pelo RJ defenderam o impeachment de ministros, mandatos de até 12 anos e novas regras para indicações ao Supremo Tribunal Federal.

Carlos Jordy (PL), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos) e Pedro Paulo (PSD) defendem que ministros suspeitos devem ser investigados e possam ser alvo de impeachment

O debate Senado Amazonas reúne candidatos na Rede Amazônica às 21h com transmissão ao vivo pelo g1 e Globoplay para a discussão de propostas.

O debate Senado Amazonas reúne candidatos na Rede Amazônica às 21h com transmissão ao vivo pelo g1 e Globoplay para a discussão de propostas.

Candidatos ao Senado pelo Amapá debatem na Rede Amazônica sobre funcionalismo, habitação e a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.

Participam Frederico Antunes (PSD), Manuela D

O g1 transmitiu nesta sexta-feira (25) o debate entre os candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul. O público pode assistir à íntegra da transmissão.

Confronto ocorreu nesta sexta (25) e foi dividido em três blocos, além das considerações finais. Eduardo Velloso (Solidariedade), Jorge Viana (PT) e Inácio Moreira (PSOL).

Participaram os candidatos: Afrânio Boppré (PSOL), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD) e Lunelli (MDB).

Assista ao debate entre os candidatos Acácio Favacho (MDB), Alliny Serrão (União Brasil), João Alberto Capiberibe (PSB) e Randolfe Rodrigues (PT). O candidato Lucas Barreto (PSD) e a candidata Rayssa Furlan (Podemos), foram convidados, mas não compareceram.

Participam os candidatos Capitão Alberto Neto (PL), Eduardo Braga (MDB), Ismael Munduruku (Rede), Plínio Valério (PSDB), Professora Evany (PSOL) e Wilson Lima (União Brasil).
Debate foi promovido pela TV Bahia nesta sexta (25), com transmissão ao vivo pelo g1. Destaques do confronto entre candidatos foram insinuações ligadas ao Banco Master.

O debate foi realizado nos estúdios da RBS TV e mediado pelo jornalista Elói Zorzetto, na noite desta sexta-feira (25), em Porto Alegre.

Questionados antes do debate, todos os candidatos disseram que não pretendem deixar o cargo por costuras políticas posteriores

Embate envolveu temas como orçamento do estado, suspeitas sobre corrupção, segurança pública, escala 6x1 e impeachment de ministros do STF
