Caso Ana Clara domina as redes durante debate entre Lula e Flávio Bolsonaro
2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- UOLCaso Ana Clara lidera repercussão nas redes durante debate da GloboO caso da menina Ana Clara, de 5 anos, morta após ser atingida por disparos de fuzil, foi o tema de maior repercussão nas redes sociais durante o debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na TV Globo, antes do segundo turno. Os dados são de levantamento do Instituto Democracia em Xeque, com base na plataforma Talkwalker, entre ontem e hoje.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Valor EconômicoMãe da menina Ana Clara acompanha debate da Globo em comitiva de LulaMenina foi morta aos cinco anos e suposto assassino foi defendido por Flávio Bolsonaro(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- O caso entrou no bloco de segurança pública e deu a Lula um ponto de ataque contra Flávio Bolsonaro no segundo turno.
- Flávio e aliados respondem que defender um acusado é direito e que o uso da mãe é sensacionalismo.
Onde os lados concordam
A cobertura de centro converge: o caso Ana Clara foi o tema mais comentado nas redes durante o debate, e a mãe da menina esteve na plateia.
O que ainda está incerto
- Qual foi o número de menções do levantamento e como ele foi medido.
- Se Flávio Bolsonaro assinou outras peças do processo além do recurso de 2024.
- Quando será o júri do policial acusado.
O caso da menina Ana Clara, morta aos cinco anos em 2021, liderou a repercussão nas redes durante o debate do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. A mãe da criança esteve na plateia e o tema entrou no bloco de segurança pública.
O caso da menina Ana Clara Gomes Machado foi o assunto de maior repercussão nas redes sociais durante o debate de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de 23 de outubro. A informação vem de um levantamento do Instituto Democracia em Xeque, feito na plataforma Talkwalker entre os dias 23 e 24 de outubro.
A cobertura de centro relatou que Cristiane Gomes da Silva, mãe da menina, acompanhou o debate na comitiva de Lula. Ela apareceu na plateia ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, com uma camisa em que se lia "Justiça por Ana Clara". O tema entrou no terceiro bloco, quando os candidatos foram perguntados sobre segurança pública. Lula mencionou a presença da mãe. Flávio Bolsonaro gastou poucos segundos para prestar solidariedade, chamou a criança pelo nome errado e voltou ao ponto central do seu questionamento, a alegada leniência de Lula com facções criminosas. Na tréplica, Lula relembrou a relação do adversário com milicianos e disse que a mãe de Ana Clara e a mãe de Marielle Franco, também presente, sabiam quem ele era.
O caso é antigo. Em 2 de fevereiro de 2021, Ana Clara, de cinco anos, foi atingida por um disparo de fuzil quando brincava em frente de casa, em Niterói, no Rio de Janeiro. O Ministério Público do Rio de Janeiro apontou como autor do tiro o cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delarolli, que participava de uma ação no local. Segundo a promotoria, não havia confronto armado. O policial diz que atirou contra criminosos armados, mas nega que a bala que atingiu a menina tenha saído da sua arma. Ele foi preso em flagrante e denunciado por homicídio qualificado. Em novembro de 2021, a prisão foi substituída por medidas cautelares. A decisão de levar o caso a júri popular foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e se tornou definitiva em agosto de 2025. O julgamento ainda não aconteceu.
A ligação de Flávio Bolsonaro com o caso vem de um recurso ao Superior Tribunal de Justiça, em abril de 2024, no qual o nome dele aparece como o primeiro entre cinco advogados da defesa do policial. O documento não informa se ele assinou outras peças. Lula já havia citado o assunto no debate anterior, no domingo, 18 de outubro, e Flávio respondeu que não se pode criminalizar a advocacia.
Na divergência de enquadramento, a cobertura disponível neste conjunto vem apenas de veículos de centro, que reproduzem as falas dos dois lados. Não há, até agora, texto de veículos de esquerda ou de veículos de direita sobre o tema neste conjunto de fontes. Pelas falas registradas, a campanha petista usa o caso para questionar a conduta de Flávio, enquanto o campo do senador rebate com a defesa do direito de advogar. O deputado Guilherme Derrite (PP), aliado de Flávio e senador eleito por São Paulo, disse que levar a mãe ao debate é sensacionalismo.
O que ainda não se sabe é o alcance real da atuação de Flávio Bolsonaro no processo, já que o recurso de 2024 não informa se ele assinou outras peças, e em outubro de 2024 o nome dele não constava de um habeas corpus. Também falta o número de menções do levantamento e a data do julgamento do policial.
Fontes
O caso da menina Ana Clara, de 5 anos, morta após ser atingida por disparos de fuzil, foi o tema de maior repercussão nas redes sociais durante o debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na TV Globo, antes do segundo turno. Os dados são de levantamento do Instituto Democracia em Xeque, com base na plataforma Talkwalker, entre ontem e hoje.

Menina foi morta aos cinco anos e suposto assassino foi defendido por Flávio Bolsonaro
