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TSE contabiliza 177 processos por violência política contra mulheres em 2026

1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•22/09/2026•atualizado em 23/09/2026•Racismo
TSE contabiliza 177 processos por violência política contra mulheres em 2026
Imagem: Agência Brasil

Resumo da cobertura

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ter registrado 177 processos por violência política de gênero em 2026, até setembro, ante 15 em 2022. Os dados foram apresentados em 22 de setembro, junto com um painel público, a campanha Política é Substantivo Feminino e um protocolo de ação conjunta com a Procuradoria-Geral Eleitoral. O presidente do tribunal, ministro Nunes Marques, ressalvou que os números sofrem com subnotificação e que os processos registrados neste ano não se referem necessariamente a episódios deste ano.

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Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (50%)

Veículos com viés à esquerda

  • Agência BrasilCasos de violência política de gênero crescem 11 vezes em 4 anosTSE lança campanha para combater violência política contra mulheres
    Análise editorial

    Os números do TSE e do MPF são reportados com precisão, mas o texto abre com Marielle Franco e Maria do Rosário, dá destaque à carta de entidades do movimento negro e de direitos das mulheres, à pesquisa do Instituto Marielle Franco (87% de vítimas negras) e à comparação com Coreia do Norte e Burkina Faso no ranking de mulheres no Parlamento. O enquadramento de interseccionalidade de gênero e raça e de sub-representação feminina puxa para a esquerda, sem vozes que relativizem os dados.

    Qualidade argumentativa
    65/100
    Manipulação emocional
    25/100
    Clickbait
    20/100
    Fontes citadas
    6

    Perspectivas omitidas

    • Não esclarece que os processos registrados em 2026 não necessariamente se referem a episódios ocorridos neste ano
    • Não discute se o salto de 15 para 177 processos reflete mais casos ou mais denúncias e registros
    • Não menciona a pena prevista para o crime nem a ressalva de subnotificação feita pelo presidente do TSE
Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • G1Eleições 2026: TSE registra 177 processos de violência política de gênero este anoRegião Sudeste concentra maior número de processos, principalmente no estado de São Paulo. Justiça Eleitoral lança iniciativa para prevenir casos.
    Análise editorial

    Texto de padrão factual: explica o que é violência política de gênero e a pena prevista, detalha a distribuição regional dos 177 processos, ressalva que os episódios não necessariamente ocorreram em 2026 e registra a advertência de subnotificação do ministro Nunes Marques. Também cobre o protocolo com a Procuradoria-Geral Eleitoral e a ferramenta contra deepfakes, sem vocabulário valorativo.

    Qualidade argumentativa
    70/100
    Manipulação emocional
    15/100
    Clickbait
    10/100
    Fontes citadas
    6

    Perspectivas omitidas

    • Não traz a série histórica de processos que permitiria dimensionar o crescimento
    • Não informa quantos processos resultaram em condenação
Direita0 (0%)

Veículos com viés à direita

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

O Tribunal Superior Eleitoral registrou 177 processos por violência política de gênero em 2026, até setembro, contra 15 em 2022. Os dados foram divulgados com a campanha Política é Substantivo Feminino e um protocolo com a Procuradoria-Geral Eleitoral. A cobertura de esquerda enfatizou o recorte racial; a de centro, as ressalvas sobre subnotificação.

O Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, registrou 177 processos por violência política de gênero em 2026, até setembro. Em 2022, foram 15. Os números foram apresentados em Brasília na terça-feira, 22 de setembro, durante o lançamento de uma campanha e de um painel público de dados organizados pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público Federal.

Violência política de gênero é toda ação para impedir, dificultar ou anular os direitos políticos de mulheres candidatas ou eleitas. Entram nessa definição ameaças, assédio, humilhação e perseguição. A pena pode chegar a quatro anos de prisão, além de multa. Dos 177 processos deste ano, 63 estão no Sudeste, sendo 29 em São Paulo. O Sul aparece em seguida, com 37, e o Nordeste, com 36. O Ministério Público Federal contabiliza 436 denúncias desde 2018, mais da metade com teor de violência moral.

No evento, o TSE e o Ministério Público Federal lançaram a campanha Política é Substantivo Feminino e um protocolo de ação conjunta com a Procuradoria-Geral Eleitoral. O presidente do tribunal, ministro Nunes Marques, lembrou que os dados sofrem com subnotificação, porque muitas vítimas não reconhecem a violência ou silenciam por medo. A ministra Estela Aranha afirmou que o dano é coletivo: a violência afasta as mulheres que já estão na política e desestimula as que pensam em entrar. As mulheres são 35% das candidaturas deste ano, com 7.364 candidatas num total de 20,9 mil.

A cobertura de centro relatou os dados com ressalvas metodológicas. Destacou que os processos registrados em 2026 não se referem necessariamente a episódios ocorridos neste ano e detalhou a distribuição regional dos casos. Também registrou o lançamento de uma ferramenta, feita em parceria com o Google, para identificar deepfakes de candidatas no YouTube.

Veículos de esquerda destacaram o salto de mais de 11 vezes em quatro anos e o recorte de raça. Lembraram o assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, e citaram pesquisa do Instituto Marielle Franco segundo a qual 87% das vítimas em 77 casos analisados eram mulheres negras. Deram espaço à carta de entidades de direitos das mulheres e do movimento negro, entregue a Nunes Marques, que relata candidatas negras e LBTs ameaçadas de morte e de violência sexual. Também contextualizaram a sub-representação: o Brasil tem 17,5% de mulheres no Congresso e ocupa a 135ª posição num ranking de 184 países.

Não houve cobertura de veículos de direita sobre o tema até o momento, o que caracteriza um ponto cego desse lado.

Ainda não se sabe quantos dos processos resultaram em condenação, nem em que medida o aumento reflete mais agressões ou apenas mais denúncias e registros. O tamanho real da subnotificação, admitida pelo próprio tribunal, também segue sem estimativa.

Briefing

O que importa para você

  • A violência política de gênero é crime com pena de até 4 anos de prisão e multa.
  • Um painel público da Justiça Eleitoral passa a reunir processos e denúncias do Ministério Público Federal.
  • São 7.364 candidatas em 2026, 35% do total de 20,9 mil candidaturas.

Onde os lados concordam

  • A cobertura de esquerda e a de centro concordam que o TSE registrou 177 processos de violência política de gênero em 2026.
  • Ambas registram a fala da ministra Estela Aranha de que a violência afasta mulheres da política e tem efeito coletivo.

O que ainda está incerto

  • Quantos processos resultaram em condenação.
  • Se o aumento reflete mais agressões ou mais denúncias, já que registro em 2026 não equivale a episódio ocorrido em 2026.
  • O tamanho da subnotificação admitida pelo próprio TSE.
EleiçõesDireitos da MulherRacismo

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Fontes

Espectro: Esquerda
Casos de violência política de gênero crescem 11 vezes em 4 anos
Casos de violência política de gênero crescem 11 vezes em 4 anos

TSE lança campanha para combater violência política contra mulheres

Agência BrasilAgência Brasil
Espectro: Centro
Eleições 2026: TSE registra 177 processos de violência política de gênero este ano
Eleições 2026: TSE registra 177 processos de violência política de gênero este ano

Região Sudeste concentra maior número de processos, principalmente no estado de São Paulo. Justiça Eleitoral lança iniciativa para prevenir casos.

G1G1

Esquerda

1 fonte

A violência política contra mulheres explodiu: os processos na Justiça Eleitoral cresceram mais de 11 vezes em quatro anos, e o alvo preferencial são mulheres negras e LBTs. Entidades de direitos das mulheres e do movimento negro entregaram ao TSE uma carta cobrando respostas efetivas diante de ameaças de morte, violência sexual e ataques racistas contra candidatas. O pano de fundo é a sub-representação: o Brasil tem só 17,5% de mulheres no Congresso e ocupa a 135ª posição num ranking de 184 países.

Centro

1 fonte

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ter registrado 177 processos por violência política de gênero em 2026, até setembro, ante 15 em 2022. Os dados foram apresentados em 22 de setembro, junto com um painel público, a campanha Política é Substantivo Feminino e um protocolo de ação conjunta com a Procuradoria-Geral Eleitoral.

Direita

0 fontes

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

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  1. 22 de set. de 2026, 15:00
    TSE e Ministério Público Federal lançam a campanha Política é Substantivo Feminino e divulgam 177 processos de violência política de gênero em 2026
    agenciabrasil.ebc.com.brg1.globo.com

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