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A Prefeitura de São Roque (SP) autorizou, em outubro de 2025, servidores e aposentados a contratarem crédito consignado no Banco Digimais, do bispo Edir Macedo, cerca de um ano depois de ter aplicado R$ 98 milhões da previdência municipal no Banco Master. O Digimais foi alvo de operação da Polícia Federal em 23 de junho de 2026, com nove mandados de busca e apreensão, em apuração sobre manipulação de balanços e fraudes regulatórias.
A Prefeitura de São Roque, no interior de São Paulo, autorizou servidores municipais, incluindo aposentados, a contratarem empréstimos consignados no Banco Digimais cerca de um ano depois de ter aplicado R$ 98 milhões da previdência municipal no Banco Master. A autorização para as operações de crédito ocorreu em outubro de 2025, quando o Digimais já enfrentava questionamentos públicos sobre sua situação financeira. O banco, ligado ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal em 23 de junho de 2026, com o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.
A cobertura de centro, encabeçada pelo portal Metrópoles, que pautou o caso, relatou os fatos de forma direta: o aporte no Master em 2024, a posterior abertura do consignado no Digimais e a ação da PF. Segundo a apuração, a investigação mira suspeitas de manipulação de balanços, fraudes em registros regulatórios e inflação artificial de ativos para ocultar a real condição financeira do banco, condutas que podem configurar crimes contra o sistema financeiro nacional. Edir Macedo não foi alvo direto da operação por residir fora do Brasil, mas a Justiça determinou a quebra de seu sigilo bancário e o bloqueio de seus bens.
No crédito consignado, as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, o que reduz o risco de inadimplência para a instituição e costuma resultar em juros mais baixos para o contratante. Veículos de esquerda, como o Brasil 247, destacaram a leitura do deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP), que levantou os municípios paulistas que autorizaram consignado com o Digimais. Para o parlamentar, a destinação de recursos públicos a determinadas instituições e a ampliação de suas operações de crédito não são eventos desconexos, mas parte de um ecossistema em que o endividamento do servidor e a alocação de milhões do erário convergem sob bancos interligados. Além de São Roque, foram citados São José do Rio Preto, Tambaú e São Sebastião.
Veículos de direita tenderiam a enfatizar o ângulo da responsabilidade na gestão pública e da accountability dos gestores municipais, que expuseram o patrimônio do município e o crédito dos servidores a uma instituição que já dava sinais de fragilidade, inclusive com a venda ao BlueBank rejeitada pelo Banco Central meses antes. A cobertura registra ainda que a Polícia Militar de São Paulo, que reúne mais de 80 mil agentes, havia autorizado o consignado com o Digimais um mês antes da prefeitura, e que o banco vinha recebendo aportes recorrentes do controlador para se manter de pé desde antes da pandemia.
O que ainda não se sabe é qual foi a resposta da Prefeitura de São Roque e do próprio Digimais sobre as autorizações, qual o volume de servidores que efetivamente contrataram o consignado e se há relação formal apurável entre os aportes de recursos públicos e a expansão do crédito. As respostas dependem do avanço da investigação da Polícia Federal e do levantamento parlamentar em curso.
Esquerda e centro convergem que São Roque aplicou R$ 98 milhões da previdência no Master e depois autorizou consignado no Digimais, banco de Edir Macedo agora alvo da PF por suspeita de manipulação de balanços.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Texto factual, mas o enquadramento dá protagonismo à crítica do deputado Paulo Fiorilo (PT-SP), que sugere um 'ecossistema' de convergência entre erário e bancos investigados, posição típica de cobertura à esquerda sobre concentração de poder financeiro. Cita explicitamente a fonte original (Metrópoles).
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e neutra, descrevendo o aporte no Master, a autorização do consignado no Digimais e a operação da PF sem vocabulário valorativo carregado nem framing ideológico explícito. Atribui os fatos a fontes oficiais.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

São Roque (SP) investiu R$ 98 milhões de aposentados no Master e depois autorizou empréstimos de servidores em banco de Edir Macedo
São Roque liberou crédito consignado no banco ligado a Edir Macedo um ano após aplicar recursos da previdência municipal no Banco Master
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