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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) sinalizou nesta terça-feira (28) que disputará o governo de Minas Gerais, ao publicar um vídeo com imagens geradas por inteligência artificial do pai e do irmão, ambos mortos, em que os dois o incentivam a concorrer. Na véspera, ele havia comunicado a decisão a uma liderança do PL e ao irmão, o deputado estadual Eduardo Azevedo. O anúncio formal ainda não foi feito e o partido tem até 5 de agosto para registrar a candidatura na Justiça Eleitoral. Pesquisa Genial/Quaest divulgada no mesmo dia mostra o senador com 35% no primeiro turno, 23 pontos à frente do segundo colocado.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) sinalizou nesta terça-feira (28) que disputará o governo de Minas Gerais em 2026. O gesto veio em um vídeo publicado em suas redes sociais no qual imagens geradas por inteligência artificial recriam o pai, José Maria Azevedo, morto em 2024 em decorrência de um câncer, e o irmão mais novo, Matheus Azevedo, morto em 18 de julho deste ano durante tratamento contra leucemia. Na peça, os dois incentivam o senador a concorrer. “Vai e faça o que tem que ser feito”, diz o irmão recriado digitalmente, que aparece carregando uma bandeira do estado. A legenda resume a mensagem: “Seguirei na missão”. Até agora, porém, o senador não fez o anúncio formal da candidatura.
A cobertura de centro relatou que a decisão já havia sido comunicada a aliados na noite de segunda-feira (27), em conversas com uma liderança do PL e com o irmão do senador, o deputado estadual Eduardo Azevedo, que confirmou o teor do diálogo. Veículos de direita registraram a repercussão do vídeo entre familiares e apoiadores, incluindo o nome cotado para vice na chapa, e destacaram que uma liderança do PL em Minas afirmou, sob reserva, que ainda é necessária uma declaração pública de viva voz, sem inteligência artificial, para selar o acordo. As duas coberturas convergem em pontos centrais: o luto pela morte do irmão explica a demora do anúncio e a ausência do senador na convenção estadual do partido, no último sábado; a legenda tem até 5 de agosto para registrar a candidatura na Justiça Eleitoral; e o senador lidera com folga a corrida mineira.
Os números vêm de pesquisa Genial/Quaest divulgada na mesma terça-feira. Cleitinho aparece com 35% das intenções de voto no primeiro turno, 23 pontos à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que tem 12%, e vence todas as simulações de segundo turno, com vantagens de até 31 pontos percentuais. A margem de erro é de três pontos. O mesmo levantamento mostra empate técnico na disputa presidencial no estado, com 30% para o presidente Lula e 29% para o senador Flávio Bolsonaro, seguidos pelo ex-governador Romeu Zema, com 12%.
A ênfase de cada lado se separa a partir daí. Veículos de direita deram relevo à dimensão pessoal e religiosa do vídeo, à trajetória do senador evocada pelos aliados e à força eleitoral demonstrada nas pesquisas. A cobertura de centro tratou o episódio sobretudo como cálculo partidário: descreveu o desconforto do PL com a indecisão, os planos alternativos cogitados pela sigla e a moeda de troca em negociação, com o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe indicado para vice e os nomes de Domingos Sávio e Marcelo Aro para as duas vagas ao Senado, em troca de palanque para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Também detalhou a divisão dentro da direita mineira, já que o governador Matheus Simões (PSD) tentará a reeleição com apoio de Zema (Novo), enquanto Lula lançou o deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo estadual. Veículos de esquerda não haviam publicado sobre o episódio no material reunido; o ângulo que costuma organizar essa leitura, o uso de inteligência artificial para recriar pessoas mortas em conteúdo de pré-campanha e o risco de apelo emocional sem contraponto, está ausente das duas reportagens analisadas.
Segue em aberto se e quando o senador fará a declaração pública exigida pelo PL, se a executiva estadual do Republicanos aprovará a chapa antes do prazo legal e se as executivas nacional e mineira do PL formalizarão o apoio. Nenhuma das reportagens trata das regras da Justiça Eleitoral para o uso de inteligência artificial na recriação de pessoas em propaganda, tampouco ouve os adversários na disputa estadual ou apresenta propostas de governo dos pré-candidatos.
As coberturas concordam que Cleitinho sinalizou a candidatura ao governo de Minas sem anúncio formal, que o luto pela morte do irmão em 18 de julho explica a demora e a ausência dele na convenção do partido, que o PL apoiará a chapa e que ele lidera com folga a pesquisa Genial/Quaest, com 35% no primeiro turno.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de apuração factual: relata a comunicação da decisão a aliados, o calendário partidário, a composição em negociação da chapa e os números da pesquisa sem vocabulário valorativo. Trata com paridade os três campos em disputa no estado, citando o arranjo do PL com o Republicanos, a reeleição do governador do PSD apoiado pelo ex-governador do Novo e o lançamento do candidato do PT por Lula. A única inclinação perceptível é a ênfase no cálculo de palanque presidencial, tratada como análise de bastidor e não como julgamento.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
A reportagem é descritiva e bem documentada: transcreve o vídeo, identifica os familiares, data as mortes e registra que uma liderança do PL exige declaração pública de viva voz, sem inteligência artificial. Não adota vocabulário ideológico de mercado, liberdade econômica ou responsabilidade individual, o que afasta o enquadramento de direita apesar do viés do veículo. O que se nota é uma inclinação favorável ao pré-candidato, pela reprodução extensa de comentários de aliados e familiares, pelo fecho com a liderança nas pesquisas e pela ausência total de contraponto sobre o uso eleitoral de imagens de pessoas mortas.

Senador lidera pesquisa Quaest no estado com 35% das intenções de voto no primeiro turno

Parlamentar aparece em imagens manipuladas digitalmente ao lado de José Maria e Matheus Azevedo: ‘seguirei na missão’
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Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



