Cleitinho Azevedo lidera em Minas enquanto Tarcísio abre 17 pontos em São Paulo
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Dois levantamentos de intenção de voto divulgados em 24 e 25 de agosto de 2026 mediram as disputas estaduais de São Paulo e de Minas Gerais. Em São Paulo, o Real Time Big Data aponta Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 52% e Fernando Haddad (PT) com 35%, diferença de 17 pontos percentuais, com o governador também à frente em simulação de segundo turno, por 54% a 36%. Em Minas Gerais, a Quaest mostra Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança do primeiro turno com 29% e vencendo os seis cenários de segundo turno em que foi testado. Os dois estudos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral e informam metodologia completa.
Os números confirmam a força eleitoral de nomes do campo de centro-direita em dois dos maiores colégios eleitorais do país e a dificuldade do Partido dos Trabalhadores em recuperar terreno nos estados.
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Nesta matéria: falácia identificada.
As duas coberturas reproduzem os mesmos números sem contestação metodológica: Tarcísio de Freitas com 52% em São Paulo e Cleitinho Azevedo com 29% no primeiro turno mineiro, ambos os levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e com margem de erro, período de campo e amostra declarados. Há acordo também no diagnóstico factual de que os candidatos apoiados pelo campo governista federal aparecem atrás nos dois estados.
Dois levantamentos divulgados em 24 e 25 de agosto de 2026 mediram as disputas estaduais de São Paulo e de Minas Gerais. O primeiro aponta Tarcísio de Freitas com 52% contra 35% de Fernando Haddad; o segundo mostra Cleitinho Azevedo liderando o primeiro turno mineiro com 29% e vencendo todos os seis cenários de segundo turno testados. Os dois estudos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas em dias consecutivos recolocaram as disputas pelos governos de São Paulo e de Minas Gerais no centro do noticiário político. Em 24 de agosto de 2026, o instituto Real Time Big Data apresentou levantamento em que Tarcísio de Freitas, do Republicanos, aparece com 52% das intenções de voto no estado de São Paulo, contra 35% de Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, uma diferença de 17 pontos percentuais. No dia seguinte, 25 de agosto, a Quaest divulgou estudo sobre Minas Gerais em que Cleitinho Azevedo, também do Republicanos, lidera o primeiro turno com 29% e vence todos os adversários testados em simulações de segundo turno.
Os dois estudos convergem nos pontos verificáveis. Ambos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral, o paulista sob o protocolo SP-01347/2026 e o mineiro sob o número MG-04060/2026. A pesquisa de São Paulo ouviu 2 mil eleitores entre 19 e 22 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%; em simulação de segundo turno, o governador marca 54% contra 36% do adversário. A de Minas Gerais entrevistou 1.506 eleitores entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de 3 pontos percentuais e o mesmo intervalo de confiança. Nas simulações mineiras, Cleitinho Azevedo tem 48% contra Alexandre Kalil, do PDT, 51% contra Patrus Ananias, do Partido dos Trabalhadores, e 49% contra o atual governador Mateus Simões, do PSD. Nos dois estados, os candidatos apoiados pelo campo governista federal aparecem atrás dos líderes.
A forma de apresentar esses números difere. A cobertura de centro publicou os seis cenários de segundo turno testados em Minas Gerais, inclusive os confrontos que não envolvem o líder, listou os onze nomes do primeiro turno com indecisos e brancos, e informou que o levantamento custou 212.346 reais, foi pago por um grupo de comunicação e não tem a íntegra divulgada ao público. Veículos de direita concentraram o texto no desempenho do governador paulista, trataram a liderança como vitória já definida no primeiro turno e identificaram o principal adversário sobretudo pela legenda partidária. Até o momento não há cobertura de veículos de esquerda sobre os dois levantamentos no conjunto reunido nesta página, de modo que a leitura habitual desse campo, questionando metodologia, financiamento privado de sondagens e efeito das pesquisas sobre a agenda de campanha, não aparece atribuída a nenhuma reportagem.
O que ainda não se sabe é relevante para interpretar os dois retratos. Nenhum dos textos compara os resultados com levantamentos anteriores dos mesmos institutos, o que impede identificar tendência de alta ou de queda. Não há reação registrada das campanhas citadas, nem explicação para o desempenho do governador mineiro, que aparece com 7% no primeiro turno e 17% na simulação contra o líder. Também não está detalhado como se distribuiriam os indecisos, que somam 19% no primeiro turno mineiro e 6% no cenário paulista, nem se os percentuais se sustentam depois do início da propaganda eleitoral. A íntegra do estudo mineiro segue indisponível, o que limita a checagem independente dos recortes por região, faixa de renda e escolaridade.
Governador aparece 17 pontos à frente do petista em pesquisa

Estudo testou cenários do republicano contra Kalil (48% X 27%), Patrus (51% X 26%) e Simões (49% X 17%); margem de erro é de 3 p.p. Leia no Poder360.
