Quaest e Real Time Big Data apontam Lucas Ribeiro à frente na Paraíba
3 veículos de esquerda · 3 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Os números da Paraíba desenham a continuidade de um projeto de governo estadual construído nos últimos anos, e não uma ruptura. Lucas Ribeiro (PP) chegou ao cargo como vice de João Azevêdo (PSB) e recebe agora 35% e 38% das intenções de voto, enquanto o ex-governador que o antecedeu lidera com folga a corrida ao Senado, com 29%. Para veículos de esquerda, o dado central é essa transferência de capital político: a gestão estadual tem 65% de aprovação, e o eleitorado paraibano premia quem entrega serviço público, não quem faz oposição barulhenta. A leitura progressista também observa que o principal desafiante de perfil conservador, o senador Efraim Filho (PL), aparece em terceiro nos dois levantamentos e perderia até para Cícero Lucena (MDB) num segundo turno sem o governador. A conclusão dessa cobertura é que a onda nacional da direita não se traduz automaticamente em vitória no Nordeste, região onde política pública de proteção social tem efeito eleitoral direto.
Dois institutos mediram a disputa estadual da Paraíba na mesma semana e chegaram ao mesmo vencedor. O Real Time Big Data, divulgado em 24 de agosto de 2026, aponta o governador Lucas Ribeiro (PP) com 35% no cenário estimulado de primeiro turno, contra 25% do ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB) e 21% do senador Efraim Filho (PL).
As pesquisas na Paraíba medem uma disputa ainda aberta, apesar da diferença entre os dois institutos. O Real Time Big Data dá 35% a Lucas Ribeiro (PP), a Quaest dá 38%, e a distância para o segundo colocado varia de dez a dezenove pontos conforme o levantamento, oscilação que veículos de direita tratam como advertência sobre os limites do instrumento, lembrando as discrepâncias entre pesquisas e urnas em 2022.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
O primeiro turno é em 4 de outubro de 2026, a 48 dias da divulgação das pesquisas. - No cenário espontâneo, 48% do eleitorado paraibano ainda não sabe em quem votar para governador. - As margens de erro são de dois pontos em um levantamento e três no outro, o que não explica a diferença de nove pontos na posição de Cícero Lucena entre os dois institutos. - Um levantamento foi bancado pelo próprio instituto e o outro foi encomendado por duas emissoras de televisão locais.
Veículos de esquerda tratam a corrida ao Senado como notícia autônoma e destacam a liderança de João Azevêdo (PSB), leitura ausente da cobertura conservadora sobre a Paraíba. - Veículos de direita são os únicos a publicar a rejeição de cada candidato e a aprovação de 65% da gestão estadual, dados que reposicionam a disputa como menos decidida. - A cobertura conservadora acrescenta ressalva explícita sobre a distância entre pesquisas e urnas em 2022; as demais apresentam os números sem essa advertência.
Toda a cobertura, de esquerda a direita, registra a mesma hierarquia na Paraíba: Lucas Ribeiro (PP) na liderança do primeiro turno, Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL) disputando a segunda posição, e o governador vencendo qualquer adversário nas simulações de segundo turno. Há convergência também sobre a validade dos levantamentos, ambos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, e sobre o fato de que Lucena superaria Efraim Filho num cenário sem o governador.
Nenhuma cobertura explica a variação entre os dois institutos na segunda colocação, medida com dois dias de diferença de campo. - A pesquisa mais recente não mediu a disputa ao Senado pela Paraíba, então a liderança de João Azevêdo (PSB) não tem confirmação independente. - Não há série histórica publicada que mostre se a vantagem do governador cresce ou encolhe, nem dado sobre a distribuição regional dos indecisos.
Dois institutos ouviram o eleitorado paraibano na mesma semana e chegaram ao mesmo líder para o governo do estado, com margens diferentes entre o segundo e o terceiro colocados. Os levantamentos também mediram a disputa pelas duas vagas ao Senado, e um deles testou o cenário paulista. Veja abaixo como cada lado do espectro leu os mesmos números, a 48 dias do primeiro turno.
Dois institutos de pesquisa mediram a disputa pelo governo da Paraíba na mesma semana e chegaram ao mesmo vencedor, com margens diferentes. O Real Time Big Data, divulgado em 24 de agosto de 2026, aponta o governador Lucas Ribeiro (PP) com 35% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, contra 25% do ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB) e 21% do senador Efraim Filho (PL). No dia seguinte, a Quaest ampliou a distância: 38% para Ribeiro, 19% para Lucena e 18% para Efraim Filho. As duas pesquisas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral, sob os códigos PB-07790/2026 e PB-07850/2026. Ribeiro chegou ao cargo como vice e assumiu quando João Azevêdo (PSB) renunciou ao governo para disputar uma das duas vagas paraibanas no Senado. Os simulados de segundo turno convergem nos dois levantamentos. O governador venceria Cícero Lucena por 42% a 35% em uma medição e por 48% a 29% na outra, e venceria Efraim Filho por 46% a 30% e por 47% a 33%. Num cenário hipotético sem Ribeiro, Lucena leva vantagem sobre Efraim Filho nas duas simulações, por 42% a 31% e por 39% a 32%. Para o Senado, o Real Time Big Data mostra João Azevêdo com 29% e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) com 23%, seguidos por Marcelo Queiroga (PL) e Nabor Wanderley (Republicanos), ambos com 15%. Os números da metodologia também são conhecidos: um instituto ouviu 1.600 eleitores entre 19 e 22 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e financiamento próprio; o outro ouviu 804 eleitores entre 21 e 24 de agosto, em entrevistas domiciliares, com margem de três pontos, e foi encomendado por duas emissoras de televisão da Paraíba. Ambos declaram nível de confiança de 95%. Veículos de esquerda destacaram a dimensão sucessória do resultado e trataram a corrida ao Senado como notícia própria, com manchete dedicada à liderança de João Azevêdo, além de sublinhar que o governador herdou e sustenta a gestão iniciada pelo antecessor. A cobertura de centro concentrou-se na aritmética: percentuais, cenários de segundo turno, ficha técnica completa, contratante do levantamento e, num dos casos, o custo declarado da pesquisa e o cenário espontâneo, em que Lucas Ribeiro aparece com 26% das citações. Veículos de direita ofereceram o recorte mais amplo dos dados e acrescentaram o que os demais deixaram de fora: a rejeição de cada nome, com 38% para Cícero Lucena, 29% para Efraim Filho e 28% para Lucas Ribeiro; a aprovação de 65% da gestão estadual, contra 30% de desaprovação; e a informação de que 48% do eleitorado ainda não sabia em quem votar no cenário espontâneo, a 48 dias do primeiro turno. Essa mesma cobertura registrou uma ressalva metodológica explícita, lembrando que pesquisas publicadas em 2022 apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado das urnas e que levantamentos são leitura de momento, não previsão. O mesmo instituto também mediu a disputa ao Senado por São Paulo, e ali o quadro é oposto ao da Paraíba: Guilherme Derrite (PP) com 18%, Simone Tebet (PSB) com 17%, André do Prado (PL) com 15% e Marina Silva (Rede) com 14% aparecem tecnicamente empatados na briga pelas duas vagas, com Ricardo Salles (Novo) isolado em 10%. Foram 2.000 entrevistados no mesmo período, com registro SP-01347/2026. Fica em aberto o que nenhuma das coberturas responde. As pesquisas não explicam a variação de nove pontos na posição de Cícero Lucena entre um instituto e outro, medidos com apenas dois dias de diferença no campo. Nenhum dos textos traz série histórica que permita ver se a vantagem do governador cresce, estabiliza ou encolhe. O levantamento mais recente não mediu a disputa paraibana ao Senado, de modo que não há confirmação independente da liderança de João Azevêdo. Também não há dado sobre transferência de votos entre as chapas estaduais nem sobre como o eleitorado indeciso se distribui por região do estado. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026.
O governador aparece 19 pontos percentuais à frente do segundo colocado, Cícero Lucena (MDB)

Instituto ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto; margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos

Em simulações de segundo turno, governador que disputa reeleição venceria confrontos contra rivais

Ex-governador tem 29% ante 23% do senador Veneziano Vital do Rêgo; margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia no Poder360.

Em busca de novo mandato, Veneziano é o segundo colocado

O levantamento do Real Time Big Data mostra disputa apertada pela segunda posição

Pesquisa Real Time Big Data testou cenários para governador e Senado na Paraíba nas eleições de 2026. Confira o resultado na Gazeta do Povo.

Nova pesquisa do Real Time Big Data mostra como está a disputa para o Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Nesta matéria: perspectiva omitida.