CNBB rejeita acusação de Flávio Bolsonaro sobre boato de Nossa Senhora Aparecida
3 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

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Veículos de esquerda trataram o episódio como um ataque injusto do candidato a uma instituição religiosa histórica. A CNBB respondeu que 'a mentira não se combate com outra mentira' e recebeu a solidariedade do advogado-geral da União, Jorge Messias, que defendeu um Estado laico que garanta a liberdade religiosa de todos.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota negando ter produzido, autorizado ou divulgado informações falsas sobre a eleição, depois que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acusou 'gente de dentro da CNBB' de ajudar o PT a espalhar o boato de que ele retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Pela ótica de direita, o episódio confirma que o candidato foi alvo de desinformação: o próprio TSE classificou o boato sobre a padroeira como inverídico, e a nota da CNBB, ao repudiar informações falsas, foi lida por Flávio Bolsonaro como confirmação de que a história era falsa e amplificada pelo PT.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todas as coberturas registram que a CNBB negou ter produzido ou divulgado informação falsa e que afirmou não ter vínculo com partido ou candidatura. Também há acordo de que o boato sobre retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida não tem base.
Acusada por Flávio Bolsonaro de ajudar o PT a espalhar o boato sobre Nossa Senhora Aparecida, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil respondeu em nota que repudia informações falsas de qualquer origem e não integra candidatura. O TSE já havia classificado o boato como inverídico.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, divulgou uma nota negando ter produzido, autorizado ou participado da divulgação de informações falsas relacionadas à eleição de 2026. A manifestação veio depois que o candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro, acusou "gente de dentro da CNBB" de ajudar o PT a espalhar o boato de que, se eleito, ele retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
"A maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nunca existiu movimento para tirar dela o título de padroeira do Brasil", disse o candidato. Na nota, a CNBB afirmou que repudia a produção e o uso de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar. A entidade acrescentou que não integra estrutura partidária ou candidatura e que suas manifestações sobre a eleição decorrem de sua missão pastoral, orientada pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência. Depois de ler a nota, Flávio voltou a se pronunciar e agradeceu à CNBB por, segundo ele, confirmar que a história era uma grande mentira potencializada pelo PT.
O episódio já havia chegado à Justiça Eleitoral. Na sexta-feira, 25 de setembro, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou retirar publicações que apresentavam o boato como verdadeiro e o classificou como notoriamente inverídico. Em entrevista a um podcast, Flávio negou existir qualquer projeto de lei sobre o tema e citou a primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, entre os que, segundo ele, formaram uma rede de mentiras. O pano de fundo é eleitoral: pesquisa Datafolha de 22 e 23 de setembro mostrou Flávio com 47% entre evangélicos, contra 27% de Lula, enquanto entre católicos Lula tinha 45% e Flávio, 33%.
A cobertura de centro relatou o caso de forma direta, dando voz ao candidato e à entidade e registrando tanto a acusação ao PT quanto o agradecimento posterior. Veículos de esquerda destacaram a frase da nota segundo a qual "a mentira não se combate com outra mentira" e a solidariedade do advogado-geral da União, Jorge Messias, que criticou os ataques do candidato à CNBB e defendeu um Estado laico que assegure a liberdade religiosa de todos. Nesses textos, a fala original de Flávio e a decisão do tribunal ficaram em segundo plano. Não houve, até aqui, cobertura classificada como de direita sobre a nota; os argumentos mais próximos desse campo aparecem nas falas do próprio candidato reproduzidas pela cobertura de centro, que insiste na decisão do tribunal como prova de que foi vítima de desinformação e afirma que Estado laico não significa Estado sem religião.
Ainda não se sabe quem originou o boato, nem se alguém ligado à CNBB de fato o compartilhou, como afirma o candidato. Janja e Simone Tebet não tiveram resposta registrada às acusações nas reportagens. Também não está claro qual será o efeito do episódio sobre o voto católico e evangélico na reta final do primeiro turno.
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, acusada pelo candidato de fake news, rebateu em nota: 'mentira não se combate com mentira'

Em entrevista ao SantoFlow Podcast, Flávio afirmou ter ficado "muito indignado" com o episódio

Entidade se manifestou após Flávio Bolsonaro acusar integrantes da conferência de participar da disseminação de alegação sobre retirada do título de padroeira do Brasil


Acusação de que alguém da entidade participou de suposta fake news foi feita pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro.