Flávio Bolsonaro acusa bispos e depois agradece nota da CNBB sobre Aparecida
11 veículos de centro · 3 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
14 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
11 veículos de centro · 3 veículos de direita

14 fontes políticas
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, disse no domingo, 27 de setembro, que o PT espalhou a notícia falsa de que ele tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil com ajuda de "gente de dentro" da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A entidade negou qualquer participação e disse que "a mentira não se combate com outra mentira". No dia seguinte, o candidato agradeceu à nota. O boato nasceu de uma informação errada de TV, corrigida depois, e remete a um projeto de 2007 arquivado em 2008, sem relação com Flávio.
Pela leitura conservadora, o candidato foi alvo da maior fake news da campanha, alimentada por perfis alinhados ao governo e amplificada até por um servidor da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O candidato do PL à Presidência acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de ajudar o PT a espalhar o boato de que ele tiraria o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. A CNBB negou, o caso passou pelo TSE e pelo STF, e Flávio Bolsonaro recuou no dia seguinte.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, acusou no domingo, 27 de setembro, "gente de dentro" da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ter ajudado o Partido dos Trabalhadores (PT) a espalhar a notícia falsa de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Horas depois, a CNBB divulgou nota afirmando que não produziu, autorizou nem participou da divulgação de informações falsas, e concluiu que "a mentira não se combate com outra mentira". Na segunda-feira, 28, o candidato mudou o tom, agradeceu à entidade e disse que a nota confirmava que a história era uma grande fake news.
Os fatos de base convergem em toda a cobertura. O boato ganhou força na noite de 24 de setembro, depois de uma fala num programa de televisão que associou a um suposto movimento evangélico a ideia de tirar o título da santa. A emissora corrigiu a informação e pediu desculpas. O único projeto sobre o tema foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli, mudava a lei do feriado de 12 de outubro e foi arquivado em 2008. Flávio não tem relação com a proposta, e não há projeto semelhante em tramitação no Congresso.
O caso chegou à Justiça. Na sexta-feira, 25, o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, classificou como "notoriamente inverídica" a associação entre a família Bolsonaro e a retirada do título e mandou remover publicações, entre elas uma do humorista Antonio Tabet. No domingo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derrubou os efeitos dessa decisão em nome da liberdade de expressão. Um levantamento do Instituto Democracia em Xeque contou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações sobre o episódio até a tarde de 26 de setembro.
A cobertura de centro concentrou-se na sequência de acusação, resposta e recuo. Parte dela ressaltou que o candidato falou sem apresentar provas, lembrou que Galli foi assessor especial da Presidência no governo de Jair Bolsonaro e registrou que a pesquisa Quaest desta semana captou melhora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre católicos. Outra parte descreveu o esforço da campanha para superar a crise na última semana antes do primeiro turno, com o ato ao lado do governador Tarcísio de Freitas em que Flávio ergueu uma imagem da santa, e a comparação que ele fez, num podcast católico, entre o boato e a facada sofrida pelo pai em 2018.
Veículos de direita enfatizaram a origem do boato em perfis alinhados ao governo. Um deles detalhou o pedido de prisão preventiva, apresentado pela campanha ao Ministério Público Eleitoral, contra George Marques, coordenador da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, que republicou uma mensagem pedindo para "deixar o assunto rolar". O Palácio do Planalto chamou o pedido de injusto e arbitrário e disse que o servidor agiu em caráter pessoal. A mesma cobertura destacou a crítica de Flávio à decisão de Dino, que ele chamou de defesa da "liga da mentira do PT".
Veículos de esquerda não cobriram, neste conjunto de reportagens, a troca entre o candidato e os bispos, o que caracteriza um ponto cego desse lado.
Ainda não se sabe quem seriam as pessoas da CNBB citadas por Flávio, já que ele não apresentou nomes nem provas. O Ministério Público Eleitoral não se manifestou sobre o pedido de prisão, e o efeito do episódio sobre o voto católico no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, segue em aberto.
Levantamento mostra 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações desde a noite de 24 de setembro. Leia no Poder360.

Coordenador da pasta republicou incentivo à divulgação de informação falsa que atrela candidato do PL à retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida; a postagem dizia ‘continuem compartilhando que Nossa Senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte’. Governo diz que publicação era pessoal e diz reiterar ‘compromisso com a liberdade de expressão’

Horas depois, conferência episcopal rebateu a afirmação e disse em nota que "a mentira não se combate com outra mentira". Leia no Poder360.

Candidato à Presidência disse que entidade teria ajudado o PT a espalhar notícias falsas sobre ele e sua relação com a santa que é padroeira do Brasil.

Presidenciável afirmou durante agenda em São Paulo nesta segunda-feira (28) que adversários compartilharam boatos sobre Nossa Senhora Aparecida para gerar desgaste político

Senador diz que posicionamento da entidade encerra dúvidas sobre o caso e acusa adversários de explorarem rumor durante a campanha.

Candidato do PL acusou o PT, sem provas, de espalhar fake news, “com ajuda de gente de dentro” da Igreja Católica, que ele teria a intenção de retirar título de Padroeira da santa.

Candidato do PL dedica semana decisiva aos maiores colégios eleitorais do país

Senador agradece à instituição por desmentir fake news sobre santa

Candidato do PL afirma que Flávio Dino autorizou ‘Liga da Mentira do PT’ com decisão contra remoção de posts com desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida; CNBB nega participação e diz que ‘a mentira não se combate com outra mentira’; PT não se manifestou

Entidade nega ter produzido ou divulgado conteúdo falso e rejeita acusação de participação em desinformação eleitoral

Flávio Bolsonaro acusa CNBB de participar de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida, mas bispos negam envolvimento e repudiam desinformação nas eleições.

CNBB reage a Flávio: 'Mentira não se combate com outra mentira' UOL Notícias
Mais cedo, candidato do PL afirmou que fake news sobre padroeira

Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.