Ajuste fiscal do novo mandato de Lula divide mercado, PT e Guilherme Boulos
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A cobertura de centro relatou que interlocutores do mercado financeiro alertaram a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o risco de repetir a frustração com o pacote fiscal de 2024. O texto descreve uma divisão interna: uma ala do Executivo defende medidas estruturais de corte de gastos, enquanto a ala política e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) resistem a medidas que possam ser apontadas como estelionato eleitoral. A matéria contextualiza com câmbio, juros, déficit da Previdência e dívida pública.
Com base em Valor Econômico
A cobertura de direita destacou a declaração do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que classificou como chantagem do mercado a pressão por ajuste fiscal no próximo mandato de Lula.
Com base em Revista Oeste
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Os dois lados que cobriram registram que o debate é sobre o ajuste fiscal do novo mandato de Lula e que a dívida pública chegou a 82,9% do PIB; a cobertura de direita data o número de setembro.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva discute o ajuste fiscal do novo mandato. Interlocutores do mercado alertaram a equipe econômica sobre o risco de repetir a frustração de 2024, a ala política e dirigentes do PT resistem a cortes, e o ministro Guilherme Boulos chamou a pressão de chantagem do mercado e defendeu cortar desonerações, emendas e supersalários.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discute quais medidas fiscais vai adotar no início do novo mandato, e o debate expõe pressões em sentidos opostos. De um lado, interlocutores do mercado financeiro alertaram a equipe econômica sobre o risco de repetir a frustração de 2024, quando o pacote de ajuste anunciado foi seguido por forte alta do dólar. De outro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), classificou essa cobrança como chantagem do mercado.
A cobertura de centro relatou, com base em fontes não identificadas, que há uma ala do Executivo favorável a medidas estruturais de controle de gastos, inclusive sobre despesas obrigatórias. Outro grupo, que reúne a ala política e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), resiste a medidas que possam ser apontadas como estelionato eleitoral. Entre as opções que circulam estão limites para determinadas despesas, mirar o centro da meta fiscal, ampliar o contingenciamento e perpetuar gatilhos que contêm alguns gastos. A mesma matéria registra que o dólar fechou a semana em R$ 5,44, alta de 9,04% sobre a última semana antes do período eleitoral, e que a taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75%. A Previdência é apontada como a principal pressão, com déficit de R$ 303,2 bilhões nos nove primeiros meses de 2026.
Os dois lados que cobriram o caso registram a dívida pública em 82,9% do Produto Interno Bruto. A cobertura de direita data esse número de setembro e lembra que ele era de 71,7% no fim de 2022.
As ênfases são diferentes. A cobertura de centro deu mais espaço à avaliação do mercado, para quem instrumentos orçamentários ajudam na gestão das despesas, mas não resolvem o problema fiscal. Veículos de direita destacaram a fala de Boulos, reproduzida a partir de entrevista concedida a outro jornal. O ministro defendeu que eventuais cortes recaiam sobre benefícios fiscais, supersalários do funcionalismo e emendas parlamentares, e não sobre saúde e educação. Ele citou quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações e cerca de R$ 61 bilhões em emendas, e pediu uma reforma do Judiciário para enfrentar os supersalários. O texto de direita contrapõe a fala ao avanço da dívida e traz chamada para uma reportagem crítica ao governo, mas não ouve o mercado nem a equipe econômica. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 2 de novembro, quando saiu a matéria mais recente do conjunto, o governo ainda não havia definido quais medidas seriam apresentadas a Lula, nem quais teriam o aval do presidente. Também não havia decisão sobre mudança no arcabouço fiscal. O Comitê de Política Monetária, o Copom, tinha nova reunião prevista para a semana seguinte, segundo a cobertura de centro.
Ala política e dirigentes do PT, porém, resistem a medidas de ajuste fiscal

Ministro defende cortes em benefícios fiscais, emendas parlamentares e supersalários do funcionalismo público
