Rafael Fonteles mantém secretário da Fazenda do Piauí e exalta equilíbrio fiscal
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A cobertura de centro relatou que o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), cotado para o Ministério da Fazenda, anunciou nas redes sociais a permanência do secretário estadual de Fazenda, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, e encerrou a mensagem com “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”. O texto listou os indicadores apresentados pelo governador e situou a postagem diante da crítica de especialistas ao desequilíbrio das contas do governo Lula e da expectativa do mercado por uma gestão mais austera.
Com base em Valor Econômico
O texto publicado por veículo de direita, creditado a uma agência de notícias, relatou o anúncio de Fonteles e os números fiscais do Piauí, e acrescentou que ele negou ter discutido com Lula um cargo no novo mandato.
Com base em InfoMoney
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A cobertura de centro e a de direita relatam o mesmo anúncio: Rafael Fonteles manteve o secretário de Fazenda do Piauí, exaltou o equilíbrio fiscal e é cotado para o Ministério da Fazenda. Ambas reproduzem os números do governador (nota B+ no Tesouro Nacional, despesa com pessoal de 38%, ausência de dívida com a União) como declarações dele.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), anunciou a permanência do secretário estadual de Fazenda e encerrou a mensagem com um elogio ao equilíbrio fiscal. Cotado para o Ministério da Fazenda no novo mandato de Lula, ele negou ter discutido o cargo com o presidente.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou nesta segunda-feira, 2 de novembro, pelas redes sociais, que o secretário estadual de Fazenda, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, continuará no cargo no próximo mandato. Ao fim da mensagem, escreveu: “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”. A frase chamou atenção porque Fonteles é apontado como o principal nome cotado para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As duas matérias analisadas convergem nos dados que o próprio governador apresentou. Segundo ele, o Piauí ocupa o primeiro lugar do país em investimentos públicos em relação à receita, tem nota de capacidade de pagamento B+ junto ao Tesouro Nacional e despesa com pessoal de 38%. Fonteles afirmou ainda que o estado é um dos dois únicos sem dívida com a União e que seu endividamento total é inferior à metade do de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esses números aparecem nos dois textos como declarações do governador, sem verificação independente.
A cobertura de centro detalhou que a escala da nota de crédito vai de A+ a D e que os 38% se referem à Receita Corrente Líquida. O mesmo texto situou a postagem num contexto mais amplo: registrou que o desequilíbrio das contas públicas é alvo de crítica de especialistas à atual gestão de Lula e que agentes de mercado esperam sinais de uma administração mais austera no próximo mandato. Os especialistas não são identificados.
Veículos de direita publicaram texto creditado a uma agência de notícias, que acrescenta elementos ausentes na cobertura de centro. Ele relata que Fonteles negou ter discutido com Lula, ou com outras pessoas, a possibilidade de assumir um cargo federal. Registra que o nome do governador recebe sinalização positiva de setores da economia e do mercado financeiro, e cita entrevista em que ele afirmou que o governo fará equilíbrio fiscal cortando privilégios, e não benefícios sociais. O texto aponta também o principal obstáculo: Fonteles foi reeleito em 4 de outubro com 70,90% dos votos válidos, a maior vitória percentual do país. Se assumir um cargo no governo federal sem tomar posse no Piauí, segundo levantamento citado pela matéria, será a primeira vez em 108 anos que um político eleito pelo voto popular desiste de assumir o governo estadual.
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Até o fim da tarde de 2 de novembro, quando saiu a matéria mais recente analisada, não havia anúncio oficial do governo federal sobre o comando do Ministério da Fazenda, e o próprio Fonteles negava ter tratado do assunto com o presidente. Também não estava claro, naquele momento, como ficaria o governo do Piauí caso ele fosse escolhido, nem se os indicadores fiscais apresentados pelo governador seriam confirmados por fontes independentes.
O petista afirmou que o Piauí é o primeiro lugar do Brasil em taxa de investimentos públicos em relação à receita

O desequilíbrio das contas públicas é ponto de crítica de especialistas à atual administração de Lula
