Fenacon diz que pequenas empresas não estão preparadas para a CBS em janeiro
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
- Revista OestePequenas empresas não estão prontas para reforma tributária, diz FenaconPresidente da federação do setor contábil cobra orientação do governo e critica fim da escala 6x1 sem transição(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Revista OesteReforma tributária: alíquota de 11,3% preocupa empresas a dois meses de novas regrasSetor produtivo cobra tempo para adaptar sistemas e pede que mudança não aumente impostos(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Briefing
O que importa para você
- A CBS começa a ser cobrada em 1º de janeiro de 2027, substituindo PIS e Cofins.
- O TCU aprovou alíquota de referência de 11,3%; o Ministério da Fazenda estima alíquota efetiva em torno de 8,5% em 2027.
- O teto de faturamento do Simples Nacional segue em R$ 4,8 milhões por ano.
Onde os lados concordam
A cobertura de centro e veículos de direita relatam que o presidente da Fenacon, Reynaldo Lima Jr., considera micro, pequenas e médias empresas despreparadas para a reforma tributária e recomenda foco na CBS em janeiro. A coincidência vem de uma mesma entrevista, creditada por um dos textos de direita.
O que ainda está incerto
- Até a manhã de 2 de novembro, o Senado não havia fixado a alíquota de referência da CBS, prevista até 15 de dezembro.
- As alíquotas do Imposto Seletivo ainda não estavam definidas.
- Nenhum texto registrou resposta do governo à cobrança da Fenacon.
O presidente da Fenacon, Reynaldo Lima Jr., afirmou que micro, pequenas e médias empresas não estão preparadas para a reforma tributária e cobrou do governo federal um trabalho de conscientização. A CBS começa a ser cobrada em janeiro de 2027, e o TCU aprovou alíquota de referência de 11,3%, ainda pendente de resolução do Senado.
O presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas, a Fenacon, Reynaldo Lima Jr., afirmou que micro, pequenas e médias empresas brasileiras não estão preparadas para a reforma tributária. Segundo ele, as grandes empresas estão se estruturando, enquanto entre as menores existe distanciamento e uma série de dúvidas. As declarações foram publicadas na manhã de 2 de novembro.
A cobertura de centro relatou que o dirigente cobrou do governo federal um trabalho de conscientização com as empresas, porque a reforma seria muito profunda e cheia de detalhes. A orientação da Fenacon é se preocupar por etapas, começando pela Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, tributo federal que entra em vigor em janeiro, e deixar para depois as questões previstas para 2029. Uma peça em vídeo da cobertura de centro resumiu que as mudanças atingem a emissão de notas fiscais e o pagamento de tributos, mas o texto disponível dela se limita a essa frase.
Veículos de direita reproduziram as mesmas falas, e um dos textos credita as declarações à entrevista publicada pela cobertura de centro. Por isso, a coincidência entre os relatos sobre a Fenacon vem de uma mesma origem, não de apurações separadas. Nos dois lados, o presidente da entidade também criticou a forma como o fim da escala de trabalho 6x1 foi implantado. Para ele, a mudança tem impacto financeiro maior sobre pequenas e médias empresas e deveria ser gradual, por setor ou por porte. Ele defendeu ainda atualizar o teto de faturamento do Simples Nacional, hoje de R$ 4,8 milhões por ano, como prioridade da agenda econômica do governo federal em 2027.
A diferença entre os lados está no que cada um acrescentou. Veículos de direita deram destaque, na linha fina, à crítica ao fim da escala 6x1 sem transição e publicaram um segundo texto sobre a alíquota da CBS. Esse texto relata que o Tribunal de Contas da União, o TCU, aprovou em 28 de outubro a alíquota de referência de 11,3%, que ainda depende de resolução do Senado prevista até 15 de dezembro. Segundo o texto, o cálculo surpreendeu o setor produtivo, que trabalhava com estimativas próximas de 9%, e parte do empresariado defende adiar a implantação da reforma. Uma coalizão de frentes parlamentares e entidades empresariais pediu neutralidade da carga tributária. O mesmo texto registra a resposta do Ministério da Fazenda: os 11,3% seriam uma referência máxima, e a alíquota efetiva deve ficar em torno de 8,5% em 2027. A cobertura de centro não tratou da alíquota no conjunto analisado. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a manhã de 2 de novembro, quando saíram as matérias mais recentes, o Senado ainda não havia fixado a alíquota de referência da CBS, e as alíquotas do Imposto Seletivo também não estavam definidas. Nenhum dos textos registrou resposta do governo federal à cobrança da Fenacon por conscientização, nem proposta concreta para atualizar o teto do Simples Nacional.
Fontes
Presidente da entidade afirmou que o governo federal deveria realizar um trabalho de conscientização com as companhias. Leia no Poder360.

Presidente da federação do setor contábil cobra orientação do governo e critica fim da escala 6x1 sem transição

Setor produtivo cobra tempo para adaptar sistemas e pede que mudança não aumente impostos
