Tribunal de Contas da União analisa alíquota da CBS, com estimativas de até 11%
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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O Tribunal de Contas da União analisa nesta quarta-feira, 28 de outubro, o cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal criado pela reforma tributária para substituir PIS, Cofins, IOF sobre seguros e parte do IPI a partir de 2027. Depois, os cálculos seguem ao Senado, que pode alterar o percentual. As estimativas vão de 9,21% a cerca de 11%.
O Tribunal de Contas da União analisa a alíquota da CBS, e as estimativas mais recentes apontam para um tributo federal sobre o consumo próximo de 11% em 2027, acima dos 9% prometidos durante a tramitação da reforma. Para o contribuinte, o número indica que a promessa de não elevar a carga depende de controle rigoroso do Senado sobre o percentual.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Toda a cobertura concorda que o Tribunal de Contas da União analisa a alíquota da CBS em 28 de outubro, que o Senado pode alterar o percentual e que as estimativas partem de 8,53% a 9,05% da Fazenda e chegaram a 9,21% com os benefícios aprovados no Congresso.
O Tribunal de Contas da União analisa em 28 de outubro o cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços, criada pela reforma tributária. O percentual segue ao Senado, que pode alterá-lo, e as estimativas vão de 9,21% a cerca de 11% para 2027.
O Tribunal de Contas da União, o TCU, analisa nesta quarta-feira, 28 de outubro, a partir das 10h30, o cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS. O novo tributo federal foi criado pela reforma tributária sobre o consumo e vai substituir o PIS, a Cofins, o IOF sobre seguros e parte do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, a partir de 2027.
A análise cabe ao plenário do tribunal, sob relatoria do ministro Vital do Rêgo. Depois dela, os cálculos seguem para o Senado Federal, que fixa a alíquota por resolução e pode alterar o percentual. Se os senadores não decidirem a tempo, vale o número calculado pelo TCU. Cumpridos os prazos, a contribuição pode ser cobrada já em janeiro, sem a espera de 90 dias exigida para a criação de tributos.
A cobertura de centro relatou que a Receita Federal enviou ao tribunal, em 14 de setembro, a metodologia de cálculo, sem uma estimativa oficial. O cálculo parte da arrecadação dos tributos substituídos e busca preservar a carga tributária. Pela trava da reforma, a carga deve ficar na média do período de 2012 a 2021. Segundo o projeto de Orçamento de 2027, isso exige arrecadar cerca de 5% do Produto Interno Bruto com esses tributos, o equivalente a R$ 725 bilhões. A receita prevista com a CBS é de R$ 636,8 bilhões entre fevereiro e dezembro.
As estimativas variam. Durante a tramitação, o Ministério da Fazenda projetou de 8,53% a 9,05%. Os parlamentares ampliaram a lista de bens e serviços com benefícios, e a projeção subiu para 9,21%. A empresa de tecnologia tributária Roit calcula 9,43%. O economista Sérgio Gobetti, com base nas receitas do Orçamento de 2027, aponta cerca de 11%: 9,7% para repor PIS, Cofins e IOF sobre seguros e mais 1,1 ponto para cobrir o IPI, porque o novo Imposto Seletivo cobriria só cerca de 40% dessa receita.
A CBS forma, com o Imposto sobre Bens e Serviços de estados e municípios, o chamado IVA dual. Um cálculo anterior do Comitê Gestor do IBS apontou alíquota conjunta de 27,91%.
Nas ênfases, a cobertura de centro concentrou-se em explicar o rito e o funcionamento do tributo, incluindo a medida provisória do Imposto Seletivo que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo enviará ao Congresso. O veículo de direita que cobriu o caso reproduziu os mesmos dados, mas destacou no subtítulo que as estimativas chegam a 11%, colocando em primeiro plano o cenário de carga mais alta. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou sobre o tema, o que deixa sem cobertura própria o ângulo do impacto distributivo da alíquota.
Ainda não se sabe qual percentual o TCU vai aprovar nem se o Senado vai alterá-lo. Também há divergência nos prazos informados: parte da cobertura fala em envio ao Senado até 31 de outubro e decisão dos senadores até 22 de dezembro, enquanto outra cita 30 de outubro e 15 de dezembro.
Tribunal tem até 31 de outubro para enviar os cálculos ao Senado, que deve fixar alíquota até 22 de dezembro

TCU vai avaliar cálculo do novo imposto federal, criado na reforma tributária sobre o consumo, que substituirá PIS/Cofins a partir de 2027

Tribunal tem até 31 de outubro para enviar cálculo da CBS ao Senado; estimativas para a contribuição em 2027 variam de 9,21% a cerca de 11%
