Empresas pressionam Senado a reduzir CBS de 11,3% antes de 15 de dezembro
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- O GloboSetor privado pressiona Senado para mudar alíquota da CBSEmpresas questionam parâmetros usados pelo TCU, como base histórica de receita que inclui cobranças depois consideradas indevidas. Senadores têm até 15 de dezembro para decidir(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Folha de S.PauloAlíquota da CBS a 11,3% aumenta carga tributária sobre consumo em 2027Cálculos mostram que valor de 10,3% manteria arrecadação no nível de 2015 a 2024(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- O Estado de S.PauloCBS de 11,3% e IVA de 30%: por que é tão difícil reduzir a carga tributária?No programa ‘Não vou passar raiva sozinha’, a colunista do ‘Estadão’ explica os motivos que levaram a essa alíquota e a resistência para conseguir diminuir esse porcentual(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Mais sobre Reforma Tributária
- Fenacon diz que pequenas empresas não estão preparadas para a CBS em janeiroCentro 50%Direita 50%2 veículos
- Tribunal de Contas da União calcula CBS de 11,3% para 2027 e envia ao SenadoEsquerda 13%Centro 53%Direita 33%15 veículos
- Tribunal de Contas da União tem até 30 de outubro para calcular alíquota da CBSCentro 50%Direita 50%2 veículos
Briefing
O que importa para você
- O Senado tem até 15 de dezembro para fixar a CBS, hoje calculada em 11,3% pelo TCU.
- A cobrança começa em 2027, com arrecadação estimada pelo governo em R$ 636 bilhões.
- Segundo a Fazenda, a alíquota efetiva fica abaixo de 8,5%; setores sem tratamento especial, como telecomunicações, dizem que pagarão mais.
Onde os lados divergem
- A coluna de direita atribui a dificuldade de reduzir a carga aos benefícios setoriais e ao custo político de revê-los.
- O texto de esquerda e uma reportagem de centro destacam a contestação empresarial às premissas do TCU.
- Outra reportagem de centro aponta o período de referência escolhido pelo Congresso a pedido do governo e calcula 10,3% como alternativa.
- Para o imposto total, parte dos textos fala em cerca de 30%; uma reportagem de centro cita perto de 29%.
Onde os lados concordam
Textos de esquerda, centro e direita registram que as isenções e reduções concedidas a setores na reforma tributária obrigam a alíquota padrão a subir para manter a arrecadação.
O que ainda está incerto
- Até a manhã de 2 de novembro, o setor privado não tinha contas precisas de quanto os ajustes reduziriam a alíquota.
- Uma reportagem registrava que a lei não deixa claro quanto o Senado pode alterar o número do TCU.
- O relator Eduardo Braga não havia comentado o tema.
O Tribunal de Contas da União calculou em 11,3% a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços, que substitui PIS e Cofins em 2027. Empresas querem que o Senado reduza o número até 15 de dezembro, enquanto o Ministério da Fazenda diz que a alíquota efetiva fica abaixo de 8,5% e uma reportagem calcula que 10,3% manteriam a arrecadação recente.
A alíquota de 11,3% da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, calculada pelo Tribunal de Contas da União, o TCU, virou alvo de pressão no Senado Federal. O tributo federal criado pela reforma tributária substitui o PIS e a Cofins e começa a ser cobrado em 2027. Os senadores têm até 15 de dezembro para fixar o percentual por meio de resolução, que não precisa passar pela Câmara dos Deputados.
A cobertura de centro relatou que representantes do setor privado vão contestar três premissas do tribunal: a base histórica de arrecadação de 2012 a 2021, que inclui cobranças depois consideradas indevidas pela Justiça, como a chamada Tese do Século; a estimativa de perda por sonegação de 15,9% no novo sistema, ante cerca de 22% hoje; e o redutor de 44,2% aplicado às compras do governo. Segundo o Ministério da Fazenda, a alíquota efetiva, depois de deduções e isenções, fica abaixo de 8,5% e pode chegar à casa dos 7%. A Conexis, que representa as operadoras de telefonia, calcula que 7,8% manteriam a carga do setor, e a Associação Brasileira das Companhias Abertas também criticou o número. O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros, anunciou que vai convidar o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do TCU, Vital do Rêgo. As audiências começam em 11 de novembro.
Outra reportagem de centro calculou que 10,3% bastariam para manter a arrecadação dos dez anos encerrados em 2024, e atribuiu a diferença à regra aprovada pelo Congresso a pedido do governo, que fixou o período de 2012 a 2021. O economista Sérgio Gobetti avaliou que o ganho extra recai sobre quem hoje não é tributado.
O veículo de esquerda do conjunto relatou a mesma ofensiva empresarial e registrou o argumento de que os parâmetros podem ferir a neutralidade da reforma. O texto credita a outra reportagem o prazo do Senado e a avaliação de um interlocutor do governo, e fecha citando a necessidade de preservar as receitas públicas. O veículo de direita trouxe uma coluna em vídeo que explica a dificuldade de reduzir a carga pelos benefícios concedidos a setores como alimentos, saúde e educação, de alto custo político para serem revistos, e cita estimativa da Fazenda de que cortar exceções menores renderia só 0,1 ponto.
Os lados convergem em que isenções e reduções setoriais empurram para cima a alíquota padrão. A diferença está na explicação dominante: a coluna de direita aponta as exceções, o texto de esquerda e uma reportagem de centro dão destaque às premissas do TCU, e outra reportagem de centro aponta o período escolhido pelo Congresso. Sobre o imposto total, parte dos textos fala em cerca de 30% somando CBS e IBS, enquanto uma reportagem de centro cita expectativa próxima dos 29% projetados pela Fazenda em 2024.
Até a manhã de 2 de novembro, quando saíram as matérias mais recentes, o setor privado ainda não tinha contas precisas de quanto a alíquota cairia com os ajustes, o relator Eduardo Braga não havia comentado, e uma das reportagens registrava que a lei não deixa claro quanta liberdade o Senado tem para alterar o número do tribunal.
Fontes
Empresas questionam parâmetros usados pelo TCU, como base histórica de receita que inclui cobranças depois consideradas indevidas. Senadores têm até 15 de dezembro para decidir

Empresas contestam metodologia do TCU e alertam para risco de aumento da carga tributária; Senado terá até 15 de dezembro para definir percentual do novo impos…

No programa ‘Não vou passar raiva sozinha’, a colunista do ‘Estadão’ explica os motivos que levaram a essa alíquota e a resistência para conseguir diminuir esse porcentual

Cálculos mostram que valor de 10,3% manteria arrecadação no nível de 2015 a 2024
