Comissão de Inquérito da ONU vê crimes contra a humanidade de Israel na Cisjordânia
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Como decidimos →A comissão independente de inquérito da ONU divulgou nesta segunda-feira relatório que acusa Israel de crimes contra a humanidade na Cisjordânia e mantém a acusação de genocídio em Gaza. Israel rejeita o texto.
Pela lente de responsabilidade institucional e ordem, a cobertura enfatiza que a comissão não fala em nome da própria ONU, que Israel rejeita o texto como campanha de desinformação e que o relatório também critica a Autoridade Palestina.
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A Comissão de Inquérito independente da ONU acusou Israel de extermínio, tortura e perseguição de palestinos na Cisjordânia e manteve a acusação de genocídio em Gaza. Israel chama o relatório de campanha de desinformação e pede a dissolução da comissão.
A Comissão de Inquérito independente da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nesta segunda-feira, 26, um relatório que acusa Israel de cometer crimes contra a humanidade contra palestinos na Cisjordânia. O texto também mantém a conclusão, já apresentada no ano passado, de que Israel comete genocídio na Faixa de Gaza. Israel rejeita as acusações. O documento foi publicado na véspera das eleições legislativas israelenses, previstas para terça-feira, 27.
Segundo a cobertura de centro, a comissão conclui que autoridades e forças israelenses cometeram na Cisjordânia os crimes de extermínio, tortura, estupro e outras formas de violência sexual, além de perseguição por nacionalidade, raça e origem étnica. O novo presidente da comissão, o jurista indiano Srinivasan Muralidhar, afirmou que as mortes e os ferimentos de civis e a destruição de casas, somados à recusa de Israel em assumir responsabilidade, fazem parte de uma estratégia mais ampla de exterminar e deslocar os palestinos. Ele também denunciou a ampliação do controle territorial israelense em Gaza, que continua causando mortes entre civis que se aproximam da chamada linha amarela.
Os números do relatório mostram a deterioração. Entre 2008 e 6 de outubro de 2023, seis palestinos morreram em ataques aéreos na Cisjordânia. Entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2026, foram 254. A comissão diz que Israel conduz um ataque generalizado e sistemático contra civis, por meio de operações militares e da violência persistente de colonos, e recomenda que o país ponha fim à ocupação e retire colonos e assentamentos. Desde a trégua de outubro de 2025, 1.462 palestinos foram mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, cujos dados a ONU considera confiáveis. O ministério contabiliza mais de 74.200 mortos desde o início da guerra.
O relatório também critica a Autoridade Palestina, que governa partes da Cisjordânia. Segundo a comissão, ela pratica violência contra integrantes de grupos armados rivais e reprime opositores civis e políticos, além de não conduzir investigações eficazes e imparciais.
A resposta israelense foi dura. A missão de Israel junto à ONU em Genebra chamou o relatório de mais um capítulo de uma campanha de desinformação para demonizar o Estado de Israel. O embaixador Daniel Meron disse que o esforço para destruir o Estado judeu continua por meio de organismos como a comissão. Israel considera as acusações mentirosas e antissemitas e pediu à comunidade internacional a dissolução imediata do órgão.
Há diferenças de ênfase. Veículos de direita destacaram que a comissão não fala em nome da própria ONU, que o ministério de Gaza que fornece as estatísticas é controlado pelo Hamas e não distingue civis de combatentes, e que o relatório aponta violência estatal da Autoridade Palestina. Também lembraram que os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 deixaram cerca de 1.200 mortos em Israel e mais de 250 reféns. A cobertura de centro deu mais espaço à contagem de mortes na Cisjordânia, ao histórico de deslocamentos e à decisão da Corte Internacional de Justiça de janeiro de 2024. Não há, entre as fontes desta história, veículos de esquerda; a leitura provável desse campo, a partir dos fatos do relatório, seria enfatizar a vulnerabilidade dos civis palestinos e a cobrança de responsabilização internacional.
O que ainda não se sabe: como a comunidade internacional vai reagir ao relatório e se haverá consequências práticas, como medidas na Assembleia Geral, onde o documento foi apresentado. Também não está claro se o resultado da eleição israelense altera a postura do país diante da comissão.
Uma comissão internacional de investigação da ONU acusou nesta segunda-feira (26) Israel de cometer crimes contra a humanidade contra palestinos na Cisjordânia. A comissão também manteve suas acusações…

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