
Copom avalia indicadores econômicos e decide sobre Selic
Resumo da cobertura
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne em 16 e 17 de junho de 2026 para decidir sobre a taxa Selic, hoje em 14,5%. A decisão ocorre em meio à inflação em alta, pressionada pela guerra no Oriente Médio e pela expectativa de um Super El Niño. O boletim Focus elevou a projeção do IPCA para 5,3% em 2026, acima do teto da meta de 4,5%, e passou a prever a Selic em 13,5% ao fim do ano.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nos dias 16 e 17 de junho de 2026 para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 14,5% ao ano. A reunião acontece num momento de inflação em alta e cenário externo conturbado, e o mercado acompanha de perto se o comitê encontrará espaço para reduzir os juros ou se a taxa permanecerá elevada por mais tempo.
Os veículos de centro relataram que, na reunião de abril, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, mas em ritmo menor, citando incertezas geopolíticas e expectativas de inflação mais alta. A cobertura de centro também destacou que o boletim Focus elevou a projeção do IPCA para 5,3% em 2026, acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional, e passou a prever a Selic em 13,5% ao fim do ano. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o objetivo do comitê é distinguir o que é choque de oferta, ligado à alta do petróleo e ao Super El Niño, do que pode virar efeito de segunda ordem sobre os preços.
Há convergência entre todos os lados sobre os fatos centrais: a Selic está em 14,5%, a inflação acumulada em doze meses superou o teto da meta, e a guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro, pressionou sobretudo os preços de alimentos e energia. Também há acordo de que a decisão do Copom terá impacto direto sobre crédito, financiamentos e investimentos de empresas e consumidores.
As ênfases, porém, divergem. Veículos de esquerda destacaram que juros tão altos encarecem o crédito e penalizam trabalhadores e pequenas empresas, e argumentaram que, como a inflação vem de choques externos e não de excesso de demanda interna, há espaço para reduzir a Selic e destravar emprego e investimento. Já veículos de direita enfatizaram que o IPCA projetado acima do teto da meta cobra disciplina do Banco Central e cautela com cortes precipitados, lembrando que o mercado não acredita em juros de um dígito sob o atual governo, o que sinaliza desconfiança quanto à âncora fiscal.
Em paralelo à decisão de juros, a pauta econômica avança no Congresso. A cobertura relatou que o plenário da Câmara dos Deputados pode votar o Projeto de Lei 1838/26, enviado pelo governo federal, que acaba com a escala de trabalho 6x1 e fixa em 40 horas semanais o limite da jornada na CLT, com dois descansos semanais remunerados. O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou reunião do colégio de líderes para que o relator, deputado Léo Prates, esclareça pontos do parecer e destrave a pauta da Casa, já que a proposta tramita em regime de urgência.
O que ainda não se sabe é o desfecho da própria reunião: o Copom pode cortar, manter ou elevar a Selic, e a ata anterior não deu pistas claras sobre os próximos passos. Também permanecem incertos a profundidade e a duração do conflito no Oriente Médio, a real intensidade do Super El Niño e o calendário de votação do projeto que encerra a escala 6x1 na Câmara.
Briefing
O que importa para você
- Selic hoje em 14,5%; mercado prevê 13,5% ao fim de 2026.
- IPCA projetado em 5,3%, acima do teto de 4,5%.
- Câmara pode votar o PL 1838/26, que acaba com a escala 6x1 e fixa jornada de 40h semanais.
Onde os lados divergem
- Esquerda: juros altos penalizam trabalhadores e a inflação vem de choques externos, abrindo espaço para corte.
- Direita: IPCA acima do teto exige rigor e cautela; corte precoce desancora expectativas e revela desconfiança fiscal.
Onde os lados concordam
Os três lados reconhecem que a Selic está em 14,5%, que a inflação superou o teto da meta e que a guerra no Oriente Médio pressionou alimentos e energia. Todos concordam que a decisão do Copom afeta crédito, financiamentos e investimentos.
O que ainda está incerto
- Se o Copom vai cortar, manter ou elevar a Selic nesta reunião.
- A profundidade e duração do conflito no Oriente Médio e a intensidade do Super El Niño.
- O calendário de votação do projeto que encerra a escala 6x1.
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
- Agência BrasilCopom avalia indicadores econômicos e decide sobre SelicPrevisão divulgada no boletim Focus dessa segunda-feira (15) é de que até o final de 2026 os juros fiquem em 13,5% ao ano, ante os 13,75% da semana passada.
Ver análise editorial
Matéria: CentroClassificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Texto de agência pública com vocabulário técnico e neutro: relata a taxa atual (14,5%), o histórico de cortes, a ata do Copom e a projeção do boletim Focus sem enquadramento valorativo. Cita o PL 1838/26 e a fala de Hugo Motta de forma descritiva. Apesar do publisher LEFT, o conteúdo é factual e equilibrado.
Linha do Tempo
- 16 de jun. de 2026, 00:00ProgramadoCopom inicia reunião de dois dias para decidir sobre a taxa Selic
- 15 de jun. de 2026, 00:00Boletim Focus eleva a projeção do IPCA de 2026 para 5,3% e prevê Selic em 13,5% ao fim do ano
- 29 de abr. de 2026, 00:00Copom corta a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 14,5% ao ano
Fontes
Previsão divulgada no boletim Focus dessa segunda-feira (15) é de que até o final de 2026 os juros fiquem em 13,5% ao ano, ante os 13,75% da semana passada.

Alta de produtos e serviços por causa da guerra e o Super El Niño que se avizinha devem pesar na decisão do colegiado de diretores do BC
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