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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne em junho de 2026 para decidir sobre a Selic, hoje em 14,5% ao ano. A decisão ocorre com a inflação acima do teto da meta e sob o impacto da guerra no Oriente Médio e do risco de um super El Niño. O mercado, pelo Boletim Focus, projeta a Selic em 13,5% ao fim do ano e o IPCA em 5,3%.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne em junho de 2026 para decidir o rumo da taxa básica de juros, a Selic, que está em 14,5% ao ano. A decisão acontece em um cenário de inflação acima do teto da meta e sob a pressão da guerra no Oriente Médio, envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além do risco de um chamado super El Niño que pode encarecer alimentos e energia.
A cobertura de centro relatou os fatos com precisão. Na reunião anterior, em abril, o Copom havia cortado os juros em 0,25 ponto percentual, o segundo corte seguido, embora em ritmo menor. Desde então, o quadro mudou. O Boletim Focus, que reúne as projeções do mercado, passou a estimar a Selic em 13,5% ao fim de 2026 e o IPCA em 5,3% no ano. Nos doze meses até maio, segundo o IBGE, a inflação acumulou 4,72%, acima do teto de 4,5% definido pelo Conselho Monetário Nacional, cuja meta central é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.
Os veículos convergem sobre as causas do aperto. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o objetivo do comitê é distinguir o que é choque de oferta, ligado à alta do petróleo e ao El Niño, dos chamados efeitos de segunda ordem, que se espalham pela economia. A própria ata do Copom destaca a necessidade de cautela diante das incertezas sobre a profundidade dos conflitos e sobre a política econômica dos Estados Unidos.
É no enquadramento que as coberturas se distinguem. Veículos de esquerda destacaram que os juros elevados encarecem o crédito, freiam a atividade e penalizam trabalhadores e pequenas empresas, argumentando que a inflação atual nasce de um choque externo, e não de excesso de demanda interna, o que tornaria o custo social da Selic alta difícil de justificar. Já veículos de direita enfatizaram que a inflação acima do teto exige firmeza do Banco Central e que o mercado já desacredita em juros de um dígito durante o governo Lula e a gestão Galípolo, leitura que tratam como sinal de desconfiança com o rumo fiscal. Para esse lado, a autonomia da instituição funciona como salvaguarda contra pressões por cortes precoces.
No mesmo dia da reunião, a Câmara dos Deputados se preparava para votar o projeto do governo que põe fim à escala 6x1, com o presidente da Casa, Hugo Motta, convocando reunião de líderes para destravar a pauta. O tema corre em paralelo à decisão dos juros, mas reforça a agenda econômica e trabalhista no Congresso.
O que ainda não se sabe é o resultado da própria reunião: se o Copom vai manter, cortar ou elevar a Selic, e em que ritmo. Também permanece em aberto por quanto tempo a guerra no Oriente Médio e o El Niño vão pressionar os preços, fatores que o próprio Banco Central diz monitorar antes de calibrar os próximos passos.
Esquerda, centro e direita reconhecem que a inflação está acima do teto da meta e que a guerra no Oriente Médio e o risco de El Niño pressionam os preços de alimentos e energia, condicionando a decisão do Copom.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Texto da Agência Brasil é descritivo e factual: relata a agenda da reunião, cita a Selic em 14,5%, a ata, o Boletim Focus (Selic projetada em 13,5%, IPCA em 5,3%) e a meta do CMN. Atribui as incertezas ao conflito no Oriente Médio e à política dos EUA sem juízo de valor. Acrescenta o trâmite do PL da escala 6x1 na Câmara. Apesar de o veículo ser público, o enquadramento é neutro, próximo de padrão de agência.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Matéria explicativa que vincula a decisão do Copom à inflação acima do teto da meta, à guerra Irã-EUA-Israel e ao risco de um super El Niño. Cita o presidente do BC, Gabriel Galípolo, dados do IBGE (4,72% em 12 meses) e do Boletim Focus. O trecho que diz que o mercado 'desacredita' em juros de um dígito 'durante o governo Lula e o mandato de Galípolo' insere leve framing crítico ao ambiente econômico do governo, mas o conjunto permanece factual e atribuído a fontes, justificando CENTER.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Alta de produtos e serviços por causa da guerra e o Super El Niño que se avizinha devem pesar na decisão do colegiado de diretores do BC
Previsão divulgada no boletim Focus dessa segunda-feira (15) é de que até o final de 2026 os juros fiquem em 13,5% ao ano, ante os 13,75% da semana passada.
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Perspectivas omitidas



