O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná recebeu uma Base Móvel de Comando e Operações, estrutura de 410 metros quadrados capaz de abrigar até 60 pessoas em missões de grande porte, como resgates em áreas atingidas por desastres. Segundo o governo estadual, a aquisição custou 8,9 milhões de reais e é a primeira do Brasil neste modelo.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, relatando que o equipamento reúne alojamentos, posto de comando, áreas médica e veterinária, estrutura de descontaminação, banheiros, chuveiros, lavanderia e espaço de apoio logístico. A base tem ainda sistemas próprios de geração de energia, internet, climatização, tratamento de água e iluminação. Segundo essa cobertura, o conjunto pode ser montado rapidamente no local da ocorrência e operar de forma autônoma, sem depender da infraestrutura disponível na região atingida.
O mesmo texto registra que a tecnologia empregada é a que o Exército dos Estados Unidos usa em missões de resposta a desastres, informação atribuída ao próprio governo do Paraná. A expectativa oficial é que a compra ajude no processo de certificação internacional da força-tarefa dos bombeiros paranaenses junto ao Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate, o INSARAG, órgão vinculado à Organização das Nações Unidas. Um dos requisitos para o reconhecimento internacional é justamente a capacidade de operar de forma totalmente autônoma dentro e fora do país, sem apoio da estrutura local.
A base ficou em exposição pública no estacionamento do Palácio Iguaçu, em Curitiba, das 8h às 17h, até quarta-feira, 22 de julho. A apresentação na sede do governo estadual dá à entrega um caráter também institucional, com o equipamento aberto à visitação de moradores da capital.
Por se tratar de matéria de fonte única, não há até agora leituras concorrentes sobre a compra. O relato disponível se apoia em dados de divulgação do governo do Paraná e não traz avaliação independente sobre o custo, sobre o processo de aquisição ou sobre a prioridade do investimento diante de outras demandas da segurança pública e da defesa civil no estado. Nenhum especialista externo, órgão de controle ou representante da categoria é ouvido no texto.
O que ainda não se sabe é considerável. A matéria não informa qual empresa forneceu a base, se a compra passou por licitação ou por dispensa, qual a origem exata dos recursos no orçamento estadual e quando a estrutura entra em operação efetiva no atendimento a ocorrências. Também não há informação sobre o custo de manutenção do equipamento, sobre a equipe que ficará dedicada a ele, sobre os critérios de acionamento em emergências nem sobre o estágio atual e o prazo estimado do pedido de certificação junto ao INSARAG.