Lula promete Ministério da Segurança Pública após Senado aprovar PEC por 75 votos
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro

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A cobertura de centro relatou que o Senado Federal aprovou a PEC da Segurança Pública por 73 votos no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários, e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou a criação do Ministério da Segurança Pública. Os textos foram além da comemoração: trataram da medida provisória esperada para novembro, dos nomes cotados para a pasta e das medidas do texto aprovado.
Com base em CNN Brasil, Metrópoles, Valor Econômico e G1
Veículos de esquerda centraram a cobertura na publicação de Lula no X e no desenho da PEC. Um deles escreveu que a matéria é uma resposta do governo ao avanço do crime organizado e destacou que a União ganha papel de coordenação sem retirar dos estados a administração das polícias. Outro registrou que o presidente não anunciou quem comandará a pasta.
Com base em CartaCapital e Diário do Centro do Mundo
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
6 veículos
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O Senado aprovou em 3 de novembro a PEC da Segurança Pública, que põe o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição e endurece regras para líderes de facções. Lula reafirmou que criará o Ministério da Segurança Pública, e a expectativa relatada é de uma medida provisória ainda em novembro, com Lincoln Gakiya entre os cotados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou na terça-feira, 3 de novembro, a aprovação pelo Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e reafirmou, numa publicação na rede social X, que vai criar o Ministério da Segurança Pública. Segundo a mensagem, a nova pasta terá foco em inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios para enfrentar facções e milícias. A PEC recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários, e segue para promulgação pelo Congresso, sem sanção presidencial.
As aspas do presidente repetidas nos textos vêm da mesma publicação no X, e essa origem comum explica a coincidência das citações. A cobertura de centro e os veículos de esquerda convergem na descrição da PEC: ela inclui na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública, o Susp, criado por lei em 2018, e prevê forças-tarefa e compartilhamento de informações e provas entre União, estados e municípios. A cobertura de centro detalhou ainda o regime mais rigoroso para líderes de facções e milícias, com prisão em estabelecimento de segurança máxima e restrição à progressão de regime, a perda de bens ligados ao crime e a ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal para ferrovias e hidrovias. Uma reportagem registrou que a União passa a ser obrigada a distribuir 50% dos recursos de fundos a estados e prefeituras, independentemente de convênio. As emendas de redução da maioridade penal ficaram fora do texto e vão tramitar separadamente.
Veículos de esquerda destacaram a publicação do presidente e o desenho da proposta. Um deles escreveu que a matéria é uma resposta do governo ao avanço do crime organizado e que a União ganha papel de coordenação sem retirar dos estados a administração das polícias Civil e Militar. Outro registrou a arte que acompanhou a mensagem, com a frase “Para o cidadão, proteção. Para o bandido, prisão”, e observou que Lula não anunciou quem comandará a pasta.
A cobertura de centro tratou também dos próximos passos. Uma reportagem relatou a expectativa de que Lula assine uma medida provisória para criar o ministério ainda em novembro, depois da promulgação, com o desmembramento do Ministério da Justiça e Segurança Pública e a divisão dos servidores entre as duas pastas, sem novos cargos além do de ministro, por causa dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A mesma reportagem apontou o promotor Lincoln Gakiya, conhecido pelo combate ao Primeiro Comando da Capital, como favorito, e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, como alternativa. Outro texto de centro também citou Gakiya como nome forte, mas registrou, segundo interlocutores do presidente, que não houve convite. Uma coluna levantou a possibilidade de o vice-presidente Geraldo Alckmin assumir a nova pasta ou o Ministério da Fazenda, e anotou que, do lado dele, se diz que não há convites.
Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado. Nos textos lidos, a voz da oposição no Senado aparece só numa reportagem de centro, que relatou a disputa sobre a maioridade penal com o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN). Os textos de esquerda não trouxeram vozes críticas à proposta.
Até a manhã de 4 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, Lula não havia anunciado quem comandará o ministério, nenhum texto informava a data da promulgação e, segundo auxiliares do presidente citados numa reportagem, o orçamento da nova pasta só deveria ser detalhado no ano que vem. Uma das reportagens de centro chegou com o corpo truncado no trecho final.
A matéria é uma resposta do governo ao avanço do crime organizado

Presidente condicionou a criação da pasta à definição do papel da União no combate ao crime organizado; proposta aprovada pelo Senado segue para promulgação

Após aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado, expectativa é que presidente crie nova pasta por medida provisória ainda em novembro

Lula comemora aprovação da PEC da Segurança no Senado e reafirma criação de ministério com foco em inteligência e combate a facções e milícias.

Ala política ganha força e coloca em xeque agenda liberal

Proposta dá mais poder ao governo federal para agir contra as organizações criminosas e prevê punições mais severas para os chefes de facções criminosas. Presidente não anunciou quem vai assumir a nova pasta.

Segundo o presidente, medida ajudará no avanço da criação do Ministério da Segurança Pública, promessa feita durante sua campanha à reeleição

Nesta matéria: perspectiva omitida.