Nossa Senhora Aparecida: boato contra Flávio Bolsonaro divide STF e TSE
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O boato de que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil foi desmentido e não corresponde a nenhum projeto em tramitação. A origem é o projeto de lei 2.623, de 2007, arquivado em 2008. O caso levou o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, a mandar remover publicações, decisão cassada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, abrindo um conflito entre as duas cortes às vésperas do primeiro turno.
Veículos de esquerda trataram a decisão de Flávio Dino como defesa da liberdade de expressão e da liberdade religiosa contra uma remoção em massa de publicações pedida pela campanha de Flávio Bolsonaro. Destacaram que o projeto de 2007 foi apresentado por um aliado que depois serviu no governo Jair Bolsonaro, expuseram a ligação de líderes evangélicos com a família e apontaram desgaste do candidato entre católicos.
Veículos de direita enfatizaram que a história é uma notícia falsa, já desmentida pelo candidato, pela emissora que a amplificou e pelo próprio TSE, e que foi impulsionada por políticos de esquerda e por aliados do governo. Destacaram a reação da campanha para conter o dano, a ofensiva judicial contra a decisão de Flávio Dino e o uso do tema por Lula e pela primeira-dama Janja em comício.
40 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Um boato ligando Flávio Bolsonaro à retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida dominou a reta final do primeiro turno. André Mendonça, no TSE, mandou remover posts; Flávio Dino, no STF, cassou a ordem e levou o caso ao plenário. Esquerda, centro e direita divergem sobre o alcance das duas decisões.
Um boato de que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil tomou as redes sociais na reta final do primeiro turno. O episódio acabou provocando um choque entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato nega a intenção, e não existe hoje no Congresso nenhum projeto com esse objetivo.
A cobertura converge sobre a origem da história. O boato resgata o projeto de lei 2.623, de 2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli, que pretendia trocar a expressão padroeira do Brasil por padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos. A proposta foi rejeitada na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e arquivada em 2008. Anos depois, Galli foi assessor especial da Presidência no governo de Jair Bolsonaro. A associação com o candidato ganhou força após um comentário na televisão, depois corrigido pela emissora com pedido de desculpas.
Na sexta-feira, 25 de setembro, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, atendeu à campanha de Flávio e mandou as plataformas removerem publicações que atribuíam o plano ao senador ou à família dele, classificando a afirmação como notoriamente inverídica. A ordem alcançou 1.170 links, entre eles um post do humorista Antonio Tabet. No domingo, 27, o ministro Flávio Dino, do STF, cassou a decisão a pedido de Tabet, em nome da liberdade de expressão e da liberdade religiosa, e estendeu o efeito a outros posts removidos pelo mesmo fundamento. Na segunda-feira, 28, Dino submeteu o caso ao plenário do Supremo, e a defesa de Flávio pediu ao ministro Luiz Fux que anulasse a decisão do colega. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, enviou ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, criticando a interferência na Justiça Eleitoral.
A crise também chegou à Igreja. Em Goiânia, Flávio acusou gente de dentro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudar o Partido dos Trabalhadores (PT) a espalhar o boato, sem apresentar provas. A entidade negou e afirmou que a mentira não se combate com outra mentira. No dia seguinte, o candidato agradeceu a nota e ergueu uma imagem da santa ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, disse em entrevista que mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável e, contestado pela entrevistadora, respondeu que não sabia se era notícia falsa.
As ênfases divergem. Veículos de esquerda destacaram a decisão de Dino como defesa da liberdade religiosa contra uma censura em massa, a ligação de Galli e de líderes evangélicos com o bolsonarismo e pesquisas que mostram Lula crescendo entre católicos e evangélicos. Veículos de direita enfatizaram que se trata de notícia falsa já desmentida, apontaram políticos de esquerda que a amplificaram e descreveram Lula e a primeira-dama Janja explorando o tema em comício. A cobertura de centro relatou as decisões judiciais, a nota da CNBB, o servidor da Secretaria de Comunicação Social da Presidência que repostou uma mensagem pedindo para deixar o assunto rolar e a avaliação de aliados de que a reação da campanha foi desordenada.
Ainda não se sabe quem publicou primeiro o boato, se o plenário do STF vai julgar o caso antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e qual será o efeito final do episódio sobre o voto católico.
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Aliados de Flávio Bolsonaro criticam reação à fake news sobre Nossa Senhora Aparecida e veem desgaste após acusação contra a CNBB.

Campanha acionou a Justiça, mobilizou religiosos e abriu embate com a CNBB; avaliação interna é que medidas adotadas até agora não foram suficientes para encerrar episódio

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Divergências entre as cortes na eleição expõem desconfianças internas e transformam o Supremo em novo campo de disputa de questões eleitorais

Santa se tornou tema eleitoral após boato sobre retirada do título de padroeira do Brasil

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Magistrado anulou decisão da Corte Eleitoral, proferida pelo ministro André Mendonça

Ministro do STF derrubou decisão de André Mendonça na Justiça Eleitoral que proibia mensagens associando o candidato do PL a um projeto para tirar o título da Padroeira do Brasil. Flávio Bolsonaro diz que “gente de dentro da CNBB” ajudou a espalhar o boato. Bets preparam ofensiva no Congresso para tentar derrubar a MP que as proibiu. Anvisa investiga 13 notificações de doença que causa perda de visão associada a canetas emagrecedoras. Madonna brilha na entrega dos VMAs com show e sete prêmios. B
Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Ministro do STF derrubou decisão de André Mendonça na Justiça Eleitoral que proibia mensagens associando o candidato do PL a um projeto para tirar título da Padroeira do Brasil. Bets preparam ofensiva no Congresso para tentar derrubar a MP que as proibiu. Anvisa investiga notificações de doença que causa perda de visão associada a canetas emagrecedoras. Madonna brilha na entrega dos VMAs com show e sete prêmios. Bill
Presidente foi questionado em entrevista à Band em relação à notícia falsa que está circulando sobre santa católica

Primeira-dama compartilhou oração à padroeira do Brasil em meio à circulação de boatos sobre mudança do título religioso.

Presidente reage à polêmica sobre a Padroeira do Brasil e Flávio Bolsonaro e afirma que diferentes crenças devem ser respeitadas.

Candidato diz que pessoas ligadas à entidade ajudaram a divulgar boato sobre Nossa Senhora Aparecida; CNBB nega participação e cobra provas.

Presidente disse ser inaceitável que a santa deixe de ser reconhecida como padroeira do Brasil, conforme projeto de lei de 2007 que tomou conta das redes sociais

O presidente Lula (PT) afirmou em entrevista à BandNews neste domingo (27) que mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável


Ministro assegura liberdades de expressão e religiosa “dos que defendem a manutenção da lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em 'Padroeira do Brasil’”

Quem é JB Carvalho, bispo próximo a Michelle e Flávio Bolsonaro que prega a conquista de espaços de poder e defendeu tirar Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil.

Os dois seguimentos representam cerca de 80% do eleitorado brasileiro. Segundo o último censo do IBGE, cerca de 50% dos brasileiros se declaram católicos e 30% evangélicos.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou, neste domingo (27), o PT de participar da divulgação de

Defesa do candidato quer retomada de exclusão de publicações, determinada por André Mendonça

Presidente da República defendeu a liberdade religiosa

Conferência dos Bispos afirma que acusação sem provas atinge injustamente a instituição; candidato afirmou que integrantes da entidade ajudaram o partido de Lula a disseminar a história

Em Goiânia, candidato afirmou que pessoas de dentro da Conferência ajudaram a disseminar conteúdo sobre Padroeira do Brasil; entidade cobra ‘fatos e provas’

Presidente afirma que devoção nacional não pode virar arma eleitoral

Ordem do magistrado foi tomada neste domingo e invoca precedente do STF que proíbe a censura no país

Dino anula decisão de Mendonça no TSE e libera posts sobre Nossa Senhora Aparecida nas eleições Valor Econômico

Crescimento veio após TSE ordenar remoção de publicações que ligavam Flávio à retirada do título de padroeira do Brasil. Leia no Poder360.

George Marques repostou e depois apagou texto que pedia para espalhar boato sobre Flávio e o título de padroeira. Leia no Poder360.

Ranking mostra como deputados e vereadores embarcaram no boato mesmo após desmentido do candidato

Campanha de Flávio Bolsonaro tenta conter os efeitos eleitorais de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida em meio a nova disputa nas redes.

Campanha do candidato do PL cita conta no X do publicitário Jeferson Monteiro como origem do boato

Clickbait nesta matéria: 20/100.
Nesta matéria: viés de centro.