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Fake news sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida vai ao TSE e ao STF

1 veículo de centro · 4 veículos de direita

Redação Fuja da Bolha•5 fontes•28/09/2026•atualizado em 01/10/2026•Fake news sobre Nossa Senhora Aparecida
Fake news sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida vai ao TSE e ao STF
Imagem: Pleno News

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

5 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda0 (0%)

Ponto cego: esse lado ficou de fora.

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro1 (20%)

Veículos com viés ao centro

  • Folha de S.PauloNem Nossa Senhora nem Jesus; Flávio e a manipulação eleitoral da féAo legitimar uma visão evangélica, candidato tornou plausíveis as suspeitas em torno de suas intenções político-religiosas(abre em nova aba)

    Nesta matéria: viés de esquerda.

Direita4 (80%)

Veículos com viés à direita

  • O AntagonistaLula usa fake news em entrevista, é confrontado e desconversaPara o petista, o "dado concreto" é que a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida está nas redes sociais(abre em nova aba)

    Nesta matéria: falácia identificada.

  • O Estado de S.PauloFake news sobre padroeira começou após Lula ver risco de ‘derreter’ entre católicosPesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que a maioria desse eleitorado agora desaprova o petista e também relaciona a crise envolvendo ministros do STF como um problema maior para Lula(abre em nova aba)

    Nesta matéria: falácia identificada.

  • Pleno NewsLula, fake news, religião e eleiçõesUma Carta Aberta aos cristãos brasileiros sobre o pleito de 2026(abre em nova aba)

    Nesta matéria: falácia identificada.

Ver a lista completa de fontes
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Briefing

O que importa para você

  • Publicações sobre o tema tiveram remoção ordenada por André Mendonça e depois liberada por Flávio Dino.
  • O primeiro turno é no domingo, 4 de outubro.
  • Pesquisa Atlas mostra Lula com 49,1% entre católicos, ante 54,2% em março.

Onde os lados divergem

  • Direita: a campanha de Lula difundiu o boato de propósito para conter a queda entre católicos, e Dino interferiu no TSE.
  • Esquerda: o boato é falso, mas Flávio o tornou plausível ao prometer decreto declarando Jesus Senhor do Brasil.

Onde os lados concordam

  • A afirmação de que Flávio Bolsonaro tiraria o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida é falsa.
  • O caso passou pelo TSE e pelo STF a poucos dias do primeiro turno.

O que ainda está incerto

  • Qual decisão judicial prevalece sobre a remoção das publicações.
  • Se houve coordenação da campanha de Lula na difusão, acusação ainda sem comprovação independente.

Um boato falso de que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil levou a decisões opostas de André Mendonça, no TSE, e Flávio Dino, no STF. Direita acusa a campanha de Lula de explorar a mentira; esquerda diz que o próprio candidato abriu espaço para ela.

A informação falsa de que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil virou um dos focos da reta final da campanha de 2026. O boato circulou com força nas redes sociais, chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) e passou a ser explorado pelos dois lados da disputa presidencial.

Os fatos básicos aparecem em toda a cobertura. A história se apoiava num projeto de lei apresentado em 2007 e arquivado em 2008. Uma emissora de televisão que reverberou a informação pediu desculpas. Flávio recorreu ao TSE, e o ministro André Mendonça determinou a remoção das publicações. No domingo, 27 de setembro, o ministro Flávio Dino, do STF, derrubou a decisão de Mendonça. Em entrevista à televisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), disse que mexer com a padroeira “não é aceitável”. Confrontado com o caráter falso da história, respondeu que não sabia se era fake news e que o assunto estava forte nas redes.

Veículos de direita concentraram a cobertura e enquadraram o caso como desinformação deliberada da campanha petista. Uma coluna relacionou o início da onda de conteúdos falsos a uma pesquisa Atlas que mostrou Lula caindo de 54,2% para 49,1% entre os católicos desde março. A mesma coluna relatou que George Marques da Silva e Silva, coordenador da Secretaria de Comunicação da Presidência, republicou uma mensagem pedindo que apoiadores parassem de divulgar a retratação e deixassem “o assunto rolar”. A postagem foi apagada depois. Um texto de opinião à direita acusou Lula de manipulação religiosa, criticou Dino por ocupar o papel do TSE e afirmou que a Primeira Turma do STF, com voto do ministro Luiz Fux, restabeleceu a remoção.

A cobertura de centro trouxe contexto histórico. Lembrou que, em 2022, a ministra Cármen Lúcia, então no TSE, mandou remover publicações do então deputado Eduardo Bolsonaro que associavam Lula e o PT à perseguição de cristãos na Nicarágua. O tribunal multou depois Eduardo, Carla Zambelli, Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro por desinformação. O registro ressalta que cada caso depende do conteúdo específico de cada publicação.

Veículos de esquerda sublinharam que a falsidade ganhou plausibilidade por causa do próprio candidato. Um artigo de opinião lembrou que, no fim de agosto, Flávio prometeu que seu primeiro decreto faria de Jesus o Senhor do Brasil, fala lida como aceno à teologia evangélica de domínio territorial. Para esse texto, o candidato não prometeu tirar a padroeira, mas legitimou suspeitas e reduziu a fé a cálculo eleitoral. O artigo cita ainda a visita de Flávio ao Mercado Municipal de São Paulo, em 28 de setembro, com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida nas mãos, como tentativa de reduzir danos.

O primeiro turno está marcado para domingo, 4 de outubro. Ainda não está claro qual será o desfecho da disputa judicial entre a decisão de Dino e o entendimento do TSE. Também falta prova de coordenação da campanha de Lula na difusão do boato, acusação feita por veículos de direita e não confirmada pelas demais fontes. E não se sabe que efeito o episódio terá sobre o voto católico, sobretudo no Nordeste.

Eleição presidencial 2026ReligiãoFlávio DinoFlávio BolsonaroFake news sobre Nossa Senhora Aparecida

Fontes

Espectro: Centro
Nem Nossa Senhora nem Jesus; Flávio e a manipulação eleitoral da fé
Nem Nossa Senhora nem Jesus; Flávio e a manipulação eleitoral da fé

Ao legitimar uma visão evangélica, candidato tornou plausíveis as suspeitas em torno de suas intenções político-religiosas

Folha de S.PauloFolha de S.Paulo
Espectro: Direita
Lula usa fake news em entrevista, é confrontado e desconversa
Lula usa fake news em entrevista, é confrontado e desconversa

Para o petista, o "dado concreto" é que a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida está nas redes sociais

O AntagonistaO Antagonista
Espectro: Direita
Fake news sobre padroeira começou após Lula ver risco de ‘derreter’ entre católicos
Fake news sobre padroeira começou após Lula ver risco de ‘derreter’ entre católicos

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que a maioria desse eleitorado agora desaprova o petista e também relaciona a crise envolvendo ministros do STF como um problema maior para Lula

O Estado de S.PauloO Estado de S.Paulo
Espectro: Direita
Lula, fake news, religião e eleições
Lula, fake news, religião e eleições

Uma Carta Aberta aos cristãos brasileiros sobre o pleito de 2026

Pleno NewsPleno News
Espectro: Direita
Cármen Lúcia já determinou remoção de fake news religiosa contra Lula em 2022
Cármen Lúcia já determinou remoção de fake news religiosa contra Lula em 2022

Uma decisão tomada pela ministra Cármen Lúcia durante as eleições de 2022 voltou ao debate em meio à atual disputa

Terra Brasil NotíciasTerra Brasil Notícias

Direita

4 fontes

Veículos de direita tratam o caso como desinformação deliberada da campanha petista para conter a perda de votos entre católicos. Destacam que Lula repetiu o boato em entrevista mesmo confrontado, que um coordenador da Secretaria de Comunicação da Presidência pediu que a retratação não fosse divulgada e que Flávio Dino derrubou a decisão do TSE de Mendonça. Para essa cobertura, o episódio expõe manipulação religiosa e interferência do STF no processo eleitoral.

Centro

1 fonte

Circulou nas redes a informação falsa de que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O boato se apoiava num projeto de lei de 2007 arquivado em 2008.

Esquerda

0 fontes

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

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