Flávio Bolsonaro reúne 28,5 mil na Paulista no 7 de Setembro contra Moraes
3 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 2 veículos de direita

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O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, transformou o feriado da Independência em ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, sob os motes Fora Lula e Fora Moraes. Levantamento do Monitor do Debate Político da USP em parceria com a More in Common calculou 28,5 mil participantes no horário de pico, às 16h32, com margem de erro de 12%, abaixo da meta de 100 mil anunciada pelo diretório paulista do partido e também da estimativa de 48,8 mil pessoas no ato de 2025 no mesmo endereço. A manifestação ganhou tração depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou em 1º de setembro o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. No trio elétrico estiveram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes, o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Nikolas Ferreira. Flávio Bolsonaro pediu o impeachment de Moraes, associou o ministro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que indicaria cinco ministros ao Supremo, poupando o tribunal como instituição. No mesmo dia, Moraes não compareceu ao desfile oficial em Brasília, ao qual foi apenas o presidente da Corte, Edson Fachin.
Para a cobertura de esquerda, o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista reciclou a agenda de ataque ao Supremo Tribunal Federal que marca o bolsonarismo desde 2021 e serviu para reanimar uma campanha em dificuldade, com adesão baixa nas atividades anteriores.
Na leitura da cobertura de direita, as ruas cobraram resposta institucional a um escândalo que atinge o Supremo Tribunal Federal e que o Congresso vinha evitando enfrentar. As mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro recuperadas pela Polícia Federal, entre elas perguntas sobre deixar o país às vésperas da prisão, alimentaram a suspeita de conflito de interesse na atuação de Alexandre de Moraes e deram tração ao pedido de impeachment do ministro, que depende de dois terços do Senado, ou 54 dos 81 senadores.
10 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados registram que o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista foi conduzido como ato de campanha de Flávio Bolsonaro, sob os motes Fora Lula e Fora Moraes, e que ganhou impulso depois que André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal com mensagens de Daniel Vorcaro. Há convergência também sobre a inversão de papéis no palanque: Alexandre de Moraes como alvo dos pedidos de impeachment e Mendonça como homenageado, com orações e boneco inflável na avenida.
O feriado da Independência virou palanque eleitoral em São Paulo. Sob os motes Fora Lula e Fora Moraes, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reuniu 28,5 mil pessoas na Avenida Paulista, número abaixo da meta de 100 mil anunciada pelo partido, em meio à crise aberta no Supremo Tribunal Federal pela quebra de sigilo do caso Banco Master.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, transformou o feriado da Independência em ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde de 7 de setembro de 2026. Sob os motes Fora Lula e Fora Moraes, a manifestação reuniu 28,5 mil pessoas no horário de pico, às 16h32, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP em parceria com a More in Common, com margem de erro de 12%. O número ficou abaixo da meta de 100 mil anunciada pelo diretório paulista do partido e também da estimativa de 48,8 mil pessoas no ato de 2025 no mesmo endereço, com a cidade sob temperatura próxima de 13 graus.
A convocação ganhou força na semana anterior. Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Em 3 de setembro, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news. No dia seguinte, o presidente da Corte, Edson Fachin, retirou Mendonça daquele inquérito, assumiu o caso e abriu prazos de cinco dias úteis para as manifestações dos envolvidos, entre eles o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Toda a cobertura converge sobre o roteiro do palanque. Flávio Bolsonaro subiu ao trio elétrico ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do prefeito da capital, Ricardo Nunes, do pastor Silas Malafaia e do deputado federal Nikolas Ferreira. Pediu o impeachment de Moraes, associou o ministro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que indicaria cinco ministros ao Supremo. Mendonça, ausente do ato, virou o homenageado do dia, com orações e um boneco inflável na avenida. Os discursos evitaram atacar o tribunal como instituição, e o próprio candidato afirmou querer proteger o Supremo de um ministro específico.
As leituras se separam a partir daí. Veículos de esquerda descreveram a manifestação como retomada de uma agenda de ataque às instituições e sustentaram que Mendonça funcionou como cabo eleitoral do candidato, ao expor informações contra um colega enquanto as apurações que alcançam o próprio Flávio Bolsonaro avançam devagar; citam o pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro para financiar o filme Dark Horse e a petição de parlamentares de PT, PCdoB, PSOL e Rede a Edson Fachin cobrando tratamento único aos processos. Veículos de direita enquadraram a mobilização como cobrança legítima de resposta institucional, com foco na pressão sobre o Senado, onde o afastamento de um ministro exige 54 dos 81 votos e esbarra na resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. A cobertura de centro mediu o público, registrou o frio e o feriado prolongado, lembrou que as pesquisas divulgadas até 3 de setembro mostravam empate técnico em 44% no segundo turno e ouviu cientistas políticos para quem o ato dificilmente ultrapassa a base já convencida. Reportagens de centro também registraram que Vorcaro financiou o filme sobre Jair Bolsonaro e que um relatório do Coaf apontou repasse de US$ 1,6 milhão em setembro de 2025, além do que o candidato havia informado publicamente.
O que ainda não se sabe é o desfecho. A Polícia Federal não conseguiu recuperar as respostas de Moraes às mensagens do banqueiro, e o teor completo dos diálogos permanece incerto. Fachin não decidiu sobre a redistribuição dos inquéritos nem sobre a permanência de Mendonça na relatoria do caso do Banco Master, e não há calendário público para as investigações que envolvem o candidato e o financiamento do filme. Também segue em aberto se a crise no Supremo altera o quadro eleitoral a menos de um mês do primeiro turno.
Manifestação é organizada pelo PL de São Paulo e terá a participação de Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Leia no Poder360.

Manifestações em várias cidades no 7 de Setembro terão como pauta o impeachment de Alexandre de Moraes e pressão sobre o Senado.

Candidato à Presidência convoca ato de campanha na Avenida Paulista com ataques a Alexandre de Moraes e defesa de pauta bolsonarista

Ato foi marcado por pedidos de impeachment ao ministro após revelações de conversas com Vorcaro, mas discursos evitaram criticar STF como um todo; candidatos ao Senado pleitearam maioria da direita na Casa para frear

Presidenciável reforçou a tentativa de se apresentar como herdeiro político de Jair Bolsonaro, reproduzindo símbolos e narrativas associados ao pai.

Ministro do Supremo também não esteve presente no evento de 2025; participou do desfile de 2024. Leia no Poder360.

Com a sucessão de fatos que envolvem sua atuação na Corte, é impossível ignorar que o magistrado intervém seletivamente em inquéritos e tenta influenciar as eleições 2026

Com empate nas simulações de segundo turno, candidato do PL aposta no desgaste de Alexandre de Moraes para mobilizar a base bolsonarista no 7 de Setembro — mas enfrenta o desafio de não afastar eleitores moderados.

Na manhã deste domingo (06), Flávio Bolsonaro voltou a convocar a manifestação na Avenida Paulista, que deve homenagear Mendonça

Com empate nas simulações de segundo turno, candidato do PL aposta no desgaste de Alexandre de Moraes para mobilizar a base bolsonarista no 7 de Setembro — mas enfrenta o desafio de não afastar eleitores moderados.

Nesta matéria: perspectiva omitida.