
Delação fechada com a PGR liga dinheiro de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse
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A delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, fechada com a Procuradoria-Geral da República em agosto, descreve remessas financeiras e obtenção de dinheiro em espécie para Daniel Vorcaro, do Banco Master, muitas vezes entregue em malas. Entre os repasses estão recursos enviados ao Havengate Development Fund, fundo nos Estados Unidos usado para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O acordo aguarda validação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Esquerda
Para a leitura de esquerda, o caso mostra dinheiro de origem opaca circulando em malas e atravessando a fronteira até um fundo nos Estados Unidos que bancou um filme de propaganda sobre Jair Bolsonaro, enquanto a produtora responsável tenta driblar a fiscalização da Agência Nacional do Cinema informando que quem contratou o elenco principal foi uma empresa estrangeira.
Centro
A delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, fechada com a Procuradoria-Geral da República em agosto, descreve remessas financeiras e obtenção de dinheiro em espécie para Daniel Vorcaro, do Banco Master, muitas vezes entregue em malas.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
O verbo do título ('esconde') e a construção 'para tentar escapar de multa' atribuem intenção à produtora antes de qualquer contraditório, e o enquadramento é de fiscalização de dinheiro privado por agência reguladora e accountability de aliados do ex-presidente, típico do prisma de esquerda. A alegação em si é específica e verificável: a empresa apresentada como estrangeira seria americana e da mesma dona da produtora brasileira. Confiança moderada porque o material disponível é curto.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto relata o conteúdo da delação em terceira pessoa, atribui as afirmações a 'pessoas com conhecimento da colaboração' e registra que a defesa de Antônio Carlos Freixo Júnior não se manifestou e a de Daniel Vorcaro disse desconhecer o tema. Usa o verbo 'suspeitam' ao tratar do possível destino do dinheiro a Eduardo Bolsonaro, sem afirmar. Vocabulário sem carga valorativa e sem enquadramento ideológico: cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, fechada com a Procuradoria-Geral da República, descreve remessas e entregas de dinheiro vivo a Daniel Vorcaro, do Banco Master, e liga parte desses recursos ao fundo norte-americano que financiou o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O acordo aguarda validação no Supremo Tribunal Federal.
A delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, colocou o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, dentro da investigação sobre o Banco Master. Fechado com a Procuradoria-Geral da República em agosto, o acordo descreve o empresário como um dos responsáveis por fazer remessas financeiras e conseguir dinheiro vivo para Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. O volume era tal que, segundo o relato, as notas eram entregues em malas.
Entre as remessas atribuídas ao empresário estão recursos enviados ao Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos usado para financiar o longa sobre Bolsonaro. O fundo é administrado pelo advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e as autoridades suspeitam que parte do dinheiro possa ter sido destinada a ele. O próprio colaborador afirma não saber se os recursos enviados ao exterior financiaram Eduardo Bolsonaro ou outro aliado do ex-presidente.
A cobertura de centro relatou o mecanismo descrito na colaboração com detalhe operacional e sem juízo. Vorcaro transferia bens ou dinheiro às empresas do colaborador, que procurava outros operadores capazes de disponibilizar dinheiro em espécie. Essas pessoas cobravam 4% e entregavam as notas, que eram então colocadas em mala e levadas ao ex-banqueiro. O colaborador diz não saber a destinação final. A investigação da Polícia Federal já havia apontado que a Entre Investimentos e Participações, empresa dele que fez a remessa ao fundo americano, funcionava como braço operacional de Vorcaro no repasse de recursos definidos pelo banqueiro.
Os três textos convergem nos fatos processuais. A delação foi enviada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para validação, e ele ainda não decidiu. É a segunda colaboração fechada pela Procuradoria-Geral da República no caso do Banco Master, depois da de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora de fundos Reag, cujo material também foi encaminhado a Mendonça. As defesas foram procuradas: a de Antônio Carlos Freixo Júnior não se manifestou, e a de Daniel Vorcaro afirmou não ter tido acesso à proposta e desconhecer o tema.
Veículos de esquerda deslocaram o foco do fluxo de dinheiro para a prestação de contas ao Estado. Segundo essa cobertura, a produtora Go Up informou à Agência Nacional do Cinema que quem contratou o elenco principal do filme foi uma empresa estrangeira, quando essa empresa seria americana e pertenceria à mesma dona da produtora brasileira. A manobra é descrita como tentativa de escapar de multa, e o enquadramento é o da opacidade deliberada: dinheiro em espécie e declaração incompleta a órgão regulador serviriam ao mesmo fim de tornar difícil identificar quem mandava no dinheiro.
Não há, no conjunto reunido, cobertura de veículos de direita sobre o episódio. Numa história em que a acusação nasce da palavra de um colaborador que negocia benefício penal, a ausência desse lado deixa sem contraponto os argumentos habituais de presunção de inocência, de responsabilização individual em vez de setorial e de crítica ao vazamento de conteúdo de acordo ainda não homologado. As defesas citadas nas matérias são a única voz contrária registrada.
O que ainda não se sabe é substancial. Nenhuma das reportagens informa quanto dinheiro saiu do Brasil rumo ao fundo americano, em quantas parcelas e em que datas. Não há confirmação de que qualquer parte dos recursos tenha chegado a Eduardo Bolsonaro, e o próprio colaborador diz desconhecer o destino final. Também não se sabe quando André Mendonça vai decidir sobre a homologação da delação, nem qual será a resposta da produtora e da Agência Nacional do Cinema à alegação sobre a contratação do elenco. Enquanto isso, o conteúdo do acordo permanece conhecido apenas por relatos de pessoas com acesso ao material, e não por documento público.
Todas as coberturas partem do mesmo núcleo: recursos ligados a Daniel Vorcaro, do Banco Master, chegaram ao fundo Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, que financiou o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, e há dúvida em aberto sobre quem controlava esse dinheiro.

Defesa de Mineiro, que firmou delação com PGR, não comenta; a de banqueiro do Master diz desconhecer


Para tentar escapar de multa, Go Up diz que quem contratou o elenco principal do filme sobre Jair Bolsonaro foi uma ‘empresa estrangeira’ — que, na verdade, é uma empresa americana da mesma dona da produtora brasileira. O post Produtora de ‘Dark Horse’ esconde da Ancine quem mandava no dinheiro de Vorcaro apareceu primeiro em Intercept Brasil.
Reprodução do mesmo material de agência, com título mais direto ('empresário mandava malas de dinheiro a mando de Vorcaro') que ainda assim é sustentado pelo corpo, que atribui a afirmação ao conteúdo da delação. Não acrescenta apuração nem juízo, e mantém a menção às duas defesas. Registro factual, sem enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
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