Operador de Daniel Vorcaro fecha delação com a PGR sobre o filme Dark Horse
2 veículos de esquerda · 3 veículos de centro · 1 veículo de direita

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O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, fechou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República em que descreve remessas financeiras e obtenção de dinheiro em espécie a mando do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Parte dos recursos foi enviada ao Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado Paulo Calixto, usado no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O acordo aguarda decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso.
Para a cobertura à esquerda, a delação escancara como dinheiro de origem sob suspeita irrigou um projeto de propaganda política da família Bolsonaro, com desvio de rota para os Estados Unidos e opacidade diante dos órgãos de controle.
Na leitura à direita, o centro do caso é a conduta financeira do banqueiro Daniel Vorcaro e de seus operadores, não a família Bolsonaro. O enquadramento lembra que se trata de proposta de delação ainda não homologada, feita por um empresário interessado em benefício penal, que declarou não saber o destino final do dinheiro e não citou autoridades com foro privilegiado.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados registram que Antônio Carlos Freixo Júnior fechou delação com a Procuradoria-Geral da República, que ele operava entregas de dinheiro vivo em malas a mando de Daniel Vorcaro, que parte dos recursos foi enviada a um fundo nos Estados Unidos ligado ao filme Dark Horse e que o acordo ainda depende de homologação pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Um operador financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro fechou colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República e descreveu entregas de dinheiro vivo em malas, além de remessas a um fundo nos Estados Unidos usado para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O acordo aguarda decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e divide as coberturas sobre quem é o alvo real do caso.
O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, fechou com a Procuradoria-Geral da República um acordo de colaboração premiada em que descreve como movimentava dinheiro vivo, muitas vezes transportado em malas, a mando do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Parte desses recursos, segundo o relato entregue aos investigadores, foi enviada ao Havengate Development Fund, sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado Paulo Calixto, e serviu para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta foi encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso, que ainda não decidiu se homologa o acordo.
As coberturas convergem no essencial. Freixo é dono da Entre Investimentos e Participações, empresa que a Polícia Federal já apontava como braço operacional de Vorcaro. Ele contou às autoridades que recebia bens ou dinheiro do banqueiro, procurava operadores capazes de fornecer notas em espécie, pagava comissão de 4% e entregava os valores em malas a pessoas indicadas pelo ex-banqueiro. O empresário sustenta que não sabia o destino final do dinheiro nem que os repasses ao fundo americano tinham relação com o longa-metragem. A defesa dele não se manifestou; a de Vorcaro disse não ter tido acesso à proposta e desconhecer o tema. É a segunda delação fechada no caso Banco Master, depois da do ex-dono da gestora Reag, João Carlos Mansur. Um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça deve ouvir Freixo na terça-feira, para verificar se a colaboração foi espontânea, requisito previsto no procedimento.
A divergência aparece no que cada lado escolhe pôr em primeiro plano. Veículos de esquerda destacaram a linha que leva à família Bolsonaro: registraram que a Entre fez ao menos sete pagamentos ao Havengate, um deles em 16 de setembro de 2025, data que contraria a versão do senador Flávio Bolsonaro de que os repasses haviam terminado antes; lembraram o acerto de R$ 134 milhões atribuído ao senador para bancar a produção, a prestação de contas prometida e não entregue no prazo de 30 dias, e a perícia encomendada pela produtora Go Up Entertainment que apontou 72% das despesas realizadas nos Estados Unidos, embora o filme tenha sido gravado no Brasil. Nessa cobertura também apareceu a informação de que a produtora teria atribuído a contratação do elenco principal a uma empresa estrangeira pertencente à mesma dona da produtora brasileira, o que dificultaria a fiscalização pela Ancine.
A cobertura de centro manteve o foco no conteúdo do acordo e no rito. Relatou o método de conversão de recursos em espécie, a suspeita de que parte do dinheiro enviado ao exterior pudesse ter sido destinada ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, a apuração paralela sobre evasão de divisas e o fato de a homologação ainda depender do Supremo Tribunal Federal. Nesses textos, as duas defesas foram procuradas e a resposta de cada uma foi registrada. Veículos de direita enfatizaram outro recorte: os vídeos que o colaborador afirma possuir das entregas de malas e a menção a um ex-ministro do governo Jair Bolsonaro como suposto destinatário, sem nomeá-lo. Nessa leitura, ganham peso a advertência de que tudo ainda depende da análise das autoridades, o fato de a delação partir de alguém que busca benefício penal e a declaração do próprio empresário de que desconhecia o destino final do dinheiro. Os nomes de Flávio e Eduardo Bolsonaro entram de lado, sem os valores que a cobertura de esquerda coloca no centro.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há decisão sobre a homologação do acordo, nem prazo para ela, e sem homologação o relato não produz efeito processual. Não está estabelecido quem recebeu o dinheiro em espécie, quanto foi entregue ao todo nem se os recursos remetidos ao fundo nos Estados Unidos custearam de fato a produção ou despesas pessoais de aliados do ex-presidente. O ex-ministro citado no relato não foi identificado publicamente, os vídeos mencionados não foram divulgados e os registros financeiros do Havengate dependem de cooperação com autoridades estadunidenses, ainda não obtida. A prestação de contas prometida sobre o financiamento do filme segue pendente.
O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR), em sua proposta de delação

Empresário conhecido como "mineiro" fecha delação com a PGR e revela a rota de recursos ilícitos operado por Vorcaro

PGR fecha acordo com operador que detalhou repasses de Daniel Vorcaro ao fundo ligado ao filme sobre Bolsonaro e entregas em dinheiro.

Defesa de Mineiro, que firmou delação com PGR, não comenta; a de banqueiro do Master diz desconhecer


Para tentar escapar de multa, Go Up diz que quem contratou o elenco principal do filme sobre Jair Bolsonaro foi uma ‘empresa estrangeira’ — que, na verdade, é uma empresa americana da mesma dona da produtora brasileira. O post Produtora de ‘Dark Horse’ esconde da Ancine quem mandava no dinheiro de Vorcaro apareceu primeiro em Intercept Brasil.

Nesta matéria: perspectiva omitida.