Augusto Cury, do Avante, questiona direita de Flávio Bolsonaro em podcast
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O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL), "não é tanto de direita" e o situou entre o centro e a esquerda. Na mesma conversa, Cury citou Leandro Daiello para a Polícia Federal, criticou o reajuste do Bolsa Família e propôs mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal.
Pela ótica da direita, Augusto Cury se apresenta como defensor de liberdade de negócios e Estado enxuto e disputa com Flávio Bolsonaro a credencial de candidato conservador, dizendo que o senador "nunca montou um negócio digno" e lembrando escândalos que envolvem a família Bolsonaro.
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Veículos com viés à direita
A cobertura converge no fato central: Augusto Cury disse que Flávio Bolsonaro "não é tanto de direita" e o situou entre o centro e a esquerda, defendendo para si uma gestão de Estado enxuto e liberdade de negócios.
O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou em entrevista a um podcast que o senador Flávio Bolsonaro, do PL, é "centro até para a esquerda". Na mesma conversa, citou Leandro Daiello para a Polícia Federal, atacou o reajuste do Bolsa Família e propôs mandato de oito anos no Supremo.
O candidato do Avante à Presidência da República, o escritor Augusto Cury, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, "não é tanto de direita". A declaração foi dada na quarta-feira, 30 de setembro, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. Quando o apresentador comentou que há quem coloque Flávio no centro, Cury respondeu: "centro até para a esquerda".
A cobertura de centro relatou que Cury usou a entrevista para se apresentar como defensor de uma gestão com empreendedorismo, liberdade de negócios e Estado enxuto, e criticou o adversário por, segundo ele, não aceitar o contraditório. Na mesma conversa, o candidato citou Leandro Daiello, diretor-geral da Polícia Federal entre 2011 e 2017, nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer, como possível nome para voltar a comandar a corporação ou o Ministério da Segurança. Também defendeu a construção de pelo menos mais dois presídios federais e uma força-tarefa reunindo diferentes forças de segurança.
Cury atacou ainda o reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele chamou o pacote de medidas do governo de "maldade" e disse que o aumento perto da eleição mostra uso da dor das pessoas para obter votos. O piso do benefício passa de 600 para 691 reais, com pagamentos a partir de 19 de outubro. Segundo o governo, a medida recompõe a inflação acumulada desde março de 2023 e será custeada dentro das regras fiscais.
Sobre o Supremo Tribunal Federal, Cury disse que pretende conversar com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para acabar com o que chamou de espetacularização dos julgamentos, encerrando a transmissão ao vivo. Caso eleito, quer propor ao Congresso mandato de oito anos para ministros do Supremo.
As ênfases variaram. A cobertura de centro deu destaque ao conjunto das propostas e acrescentou a versão do governo sobre o Bolsa Família. Um veículo de direita concentrou-se na crítica pessoal a Flávio: Cury disse que o senador nunca montou um negócio digno, mencionou uma empresa de chocolate e citou escândalos que envolvem a família Bolsonaro. Esse mesmo relato acrescentou que Cury vem sendo procurado pelas campanhas de Flávio e de Lula para um eventual apoio no segundo turno, mas que, por ora, não pretende apoiar nenhum dos dois. Não houve cobertura de veículos de esquerda sobre a entrevista, de modo que a crítica ao Bolsa Família, tema caro a esse campo, ficou sem contraponto além da posição oficial do governo.
Ainda não se sabe se a campanha de Flávio Bolsonaro vai responder às declarações, nem se Leandro Daiello aceitaria um convite. Também não está claro qual será a posição de Cury num eventual segundo turno.
Escritor disputa a Presidência pela primeira vez em 2026; sua chapa é composta também por Júlio Delgado (Avante), candidato a vice-presidente

No podcast Inteligência Ltda., Cury situou Flávio entre centro e esquerda, citou Daiello para a PF e acusou Lula de usar o Bolsa Família para obter votos.

Cury diz que Flávio 'não é tanto de direita': 'É centro até para esquerda' UOL Notícias
Candidato à Presidência disse que por enquanto não pretende apoiar ninguém no segundo turno
