Augusto Cury, do Avante, situa Flávio Bolsonaro entre o centro e a esquerda
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- G1Augusto Cury diz que Flávio Bolsonaro 'não é tanto de direita' e o situa 'até para a esquerda'No podcast Inteligência Ltda., Cury situou Flávio entre centro e esquerda, citou Daiello para a PF e acusou Lula de usar o Bolsa Família para obter votos.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- UOLCury diz que Flávio 'não é tanto de direita': 'É centro até para esquerda'Cury diz que Flávio 'não é tanto de direita': 'É centro até para esquerda' UOL Notícias(abre em nova aba)
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Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- Cury promete mandato de 8 anos para ministros do Supremo e fim das transmissões ao vivo de julgamentos.
- O reajuste do Bolsa Família criticado por ele eleva o piso de R$ 600 para R$ 691, com pagamento a partir de 19 de outubro.
- O apoio de Cury no segundo turno é disputado pelas campanhas de Lula e de Flávio.
Onde os lados concordam
As coberturas concordam que Augusto Cury disse que Flávio Bolsonaro não é tanto de direita, o situou do centro para a esquerda e afirmou não apoiar, por ora, nenhum candidato num segundo turno.
O que ainda está incerto
- Não houve resposta da campanha de Flávio Bolsonaro às declarações.
- Leandro Daiello não comentou o possível convite para a Polícia Federal.
O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, disse que Flávio Bolsonaro, do PL, não é tanto de direita e estaria do centro para a esquerda. Na mesma entrevista, citou Leandro Daiello para a Polícia Federal, acusou Lula de uso eleitoral do Bolsa Família e propôs mandato de 8 anos para ministros do Supremo.
O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou nesta quarta-feira (30) que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, o PL, "não é tanto de direita". A declaração foi feita em entrevista a um podcast. Quando o apresentador comentou que há quem coloque Flávio no centro, Cury respondeu que o adversário estaria "do centro até para a esquerda".
As coberturas convergem no núcleo da fala. Cury defendeu um governo com empreendedorismo, liberdade de negócios e Estado enxuto, e usou essa bandeira para questionar as credenciais conservadoras do concorrente. Ele também disse que tem sido procurado por integrantes das campanhas de Flávio e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em busca de apoio num eventual segundo turno, mas que, por enquanto, não pretende apoiar nenhum dos dois.
A cobertura de centro relatou a entrevista de forma mais ampla. Segundo esse relato, Cury citou Leandro Daiello, diretor-geral da Polícia Federal entre 2011 e 2017, nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer, como possível nome para voltar a comandar a corporação ou o Ministério da Segurança. O candidato defendeu ainda a construção de pelo menos mais dois presídios federais e uma força-tarefa reunindo diferentes forças de segurança.
No mesmo trecho, Cury chamou de "maldade" o reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família, que eleva o piso do benefício de 600 para 691 reais, e acusou Lula de usar o programa para obter votos. A cobertura de centro registrou a versão do governo: a medida recompõe a inflação acumulada desde março de 2023, cabe nas regras fiscais e será custeada com remanejamento do Orçamento. Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro.
Cury também disse que pretende conversar com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, para acabar com o que chamou de espetacularização dos julgamentos, e que levará ao Congresso a proposta de mandato de 8 anos para ministros da Corte.
Veículos de direita enfatizaram a disputa pelo rótulo conservador. A matéria publicada nesse campo destacou as críticas pessoais de Cury a Flávio, como a afirmação de que o senador nunca montou um negócio digno e a menção a escândalos envolvendo a família, sem registrar os temas de segurança, Bolsa Família e Supremo. Até o momento, nenhum veículo de esquerda havia publicado sobre a entrevista, o que deixa sem eco nesse campo a crítica ao reajuste do benefício.
Ainda não se sabe como a campanha de Flávio Bolsonaro vai responder às declarações. Também não houve manifestação do governo sobre a acusação de uso eleitoral do Bolsa Família, nem de Leandro Daiello sobre o possível convite.
Fontes

No podcast Inteligência Ltda., Cury situou Flávio entre centro e esquerda, citou Daiello para a PF e acusou Lula de usar o Bolsa Família para obter votos.
Cury diz que Flávio 'não é tanto de direita': 'É centro até para esquerda' UOL Notícias

Candidato à Presidência disse que por enquanto não pretende apoiar ninguém no segundo turno