O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), lidera a corrida pelo Palácio das Esmeraldas nas eleições de 2026, segundo pesquisa da Paraná Pesquisas divulgada em 6 de julho. No cenário estimulado, quando o entrevistado escolhe entre uma lista de nomes, Vilela aparece com 44,4% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 25,4%. Wilder Morais (PL) soma 11,5%, Luis Cesar Bueno (PT) tem 3,3% e Telemaco Brandão (Novo) registra 1,1%.
O levantamento ouviu 1.300 pessoas no estado entre os dias 3 e 5 de julho de 2026. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-01366/2026. A cobertura de centro do Poder360 acrescentou que o estudo custou 45 mil reais e foi pago pela empresa GSTV Goiás, dado de transparência sobre o financiamento do levantamento.
No cenário espontâneo, em que o eleitor cita um nome sem receber uma lista, Daniel Vilela também aparece na liderança, com 14,8%. Os demais candidatos surgem em seguida, com percentuais bem menores. A pesquisa mediu ainda a aprovação da administração estadual: 74,5% dos entrevistados avaliam a gestão como boa ou ótima e aprovam o governo, enquanto 20,8% desaprovam. Somando as avaliações, 40% consideram a gestão boa e 14,1% ótima.
No capítulo da rejeição, os números se invertem em relação à liderança. Marconi Perillo é o mais rejeitado, citado por 37,8% dos entrevistados, seguido por Wilder Morais, com 20,5%. Daniel Vilela aparece com rejeição de 15,8%. Para as duas vagas ao Senado, a pesquisa mostra a primeira-dama Gracinha Caiado (União) na frente, com 35,1%, seguida pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD), com 25,8%, e um empate técnico entre Gustavo Gayer (PL) e Dr. Zacharias Calil (MDB).
A reportagem partiu de veículos de perfil predominantemente factual. A cobertura de direita, do portal R7, ligado à Record, reproduziu os números com destaque para a liderança do governador e para a alta aprovação da gestão, usando inclusive um resumo gerado por inteligência artificial. A cobertura de centro, do Poder360, especializada em pesquisas eleitorais, enfatizou o rigor metodológico, o registro no TSE e a transparência sobre custo e contratante. Não houve, no material reunido, cobertura de veículos de esquerda sobre esta pesquisa específica; uma leitura por esse prisma tenderia a ressaltar a marginalidade do candidato do PT, com 3,3%, e o peso da máquina governista na largada da disputa.
O que ainda não se sabe é como o quadro evoluirá ao longo da pré-campanha, se novos institutos confirmarão a folga de Daniel Vilela e como as candidaturas ao Senado se consolidarão. Trata-se de um retrato de um momento específico, sujeito a mudanças conforme alianças, palanques e o calendário eleitoral avancem.