A pesquisa Datafolha divulgada em 5 de julho de 2026 mostra que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, mantém aprovação estável no comando do estado. Segundo o levantamento, 45% dos eleitores paulistas avaliam a gestão como ótima ou boa, 32% a consideram regular e 20% a classificam como ruim ou péssima. Em pergunta direta sobre o trabalho do governador, 63% aprovam a condução do governo e 32% desaprovam. Os números oscilaram dentro da margem de erro em relação à pesquisa de março de 2026, quando a avaliação positiva também era de 45% e a negativa de 20%.
O levantamento ouviu 1.608 eleitores com 16 anos ou mais em 71 municípios do estado, entre os dias 1º e 3 de julho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-01703/2026.
A cobertura de centro, representada pela CNN Brasil, relatou os dados de forma factual e acrescentou indicadores adicionais. Entre eles, 46% dos entrevistados disseram que o governador fez menos do que esperavam no cargo, 35% avaliaram que ele fez o previsto e 13% que fez mais do que esperavam. Para os eleitores, os maiores problemas do estado são segurança pública e saúde, empatados com 27% cada, seguidos por educação, com 11%, e economia, com 3%. A mesma cobertura trouxe o cenário eleitoral: no primeiro turno da disputa ao governo de São Paulo, Tarcísio aparece com 46% das intenções de voto contra 30% de Fernando Haddad, do PT; no segundo turno, o placar seria de 53% a 37% a favor do governador.
Veículos de direita, como o InfoMoney, enfatizaram os bons indicadores de aprovação e o detalhamento demográfico favorável ao aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa cobertura destacou que o desempenho é mais forte entre os homens, com 49% de avaliação ótima ou boa, entre os eleitores com 60 anos ou mais, com 55% de aprovação positiva, e entre os paulistas de menor escolaridade, com 51%. O mesmo enquadramento tratou o patamar de 64% de aprovação registrado em março como linha de corte para medir eventual desgaste, concluindo que a administração se manteve estável.
Uma leitura de esquerda dos mesmos dados, ainda que nenhum veículo desse campo tenha coberto a pesquisa neste conjunto, tenderia a ressaltar que 46% dos eleitores esperavam mais do governador, que segurança e saúde seguem como principais gargalos do estado e que a avaliação positiva é sensivelmente menor entre as mulheres, apontando percepção desigual da gestão. Somados, os que veem o governo como apenas regular, ruim ou péssimo chegam a 52%.
O que ainda não se sabe é como o campo adversário, incluindo o pré-candidato Fernando Haddad e o PT, reagirá aos números, e se a estabilidade da aprovação se sustentará ao longo da campanha de 2026, à medida que a disputa ao governo de São Paulo se intensifica.