Datafolha aponta 46% mais apreensivos e 57% mais decididos na disputa de 2026
3 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 3 veículos de direita

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Levantamento do Datafolha divulgado em 5 de setembro de 2026 mostra um eleitorado mais tenso e mais disposto a comparecer às urnas do que na eleição anterior: 46% dizem estar mais preocupados com o resultado do que em 2022, 28% relatam o mesmo grau de preocupação e 24% se dizem menos apreensivos. No quesito comparecimento, 57% afirmam estar mais decididos a votar, 32% mantêm o mesmo grau de decisão e 11% estão menos decididos. O instituto ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais em 125 cidades, nos dias 1º e 2 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob registro BR-03669/2026 no Tribunal Superior Eleitoral. Nos recortes por candidato, a margem é de quatro pontos.
A leitura predominante em veículos de esquerda é a de um eleitorado que se mobiliza para defender o voto num ambiente de tensão política, e que a apreensão está concentrada no campo adversário. Os 46% mais preocupados e os 57% mais decididos são apresentados como sinal de que a participação popular cresce quando o resultado é percebido como decisivo, e o dado de que apenas 30% dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva se dizem mais preocupados, contra 63% dos eleitores de Flávio Bolsonaro, é lido como serenidade de uma base que se enxerga à frente.
Do lado direito do espectro, o mesmo levantamento é lido como retrato de um eleitorado conservador altamente mobilizado e consciente do que está em jogo. Os 68% de eleitores de Flávio Bolsonaro que se dizem mais decididos a votar, o índice mais alto entre os presidenciáveis medidos, e os 63% que estão mais preocupados com o resultado aparecem como energia de base, sinal de comparecimento firme em outubro.
11 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados aceitam os números do levantamento sem contestar a metodologia: 46% mais preocupados, 57% mais decididos a votar, amostra de 2.002 eleitores, margem de dois pontos e registro no Tribunal Superior Eleitoral. Há convergência também no diagnóstico de que a disputa de 2026 mobiliza mais o comparecimento e menos a militância de rua, já que 32% se dizem menos dispostos a fazer campanha.
A pesquisa Datafolha divulgada em 5 de setembro de 2026 mediu o humor do eleitorado às vésperas da disputa presidencial: 46% se dizem mais preocupados com o resultado do que em 2022 e 57%, mais decididos a votar. O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 125 cidades e registrou apreensão maior entre quem declara voto em Flávio Bolsonaro do que entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 5 de setembro de 2026, colocou números no clima da disputa presidencial brasileira. Quase metade do eleitorado, 46%, afirma estar mais preocupada com o resultado da eleição do que estava em 2022. Outros 28% relatam o mesmo grau de preocupação, 24% se dizem menos apreensivos e 2% não souberam responder. No quesito comparecimento, 57% declaram estar mais decididos a votar neste ano, contra 32% que mantêm o mesmo grau de decisão e 11% que estão menos decididos. Um por cento não soube responder.
O instituto ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, em 125 cidades, nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03669/2026. Nos recortes por candidato, a margem sobe para quatro pontos, o que transforma várias diferenças aparentes em empate técnico. O estudo foi contratado por uma emissora de televisão e por um jornal de circulação nacional, ao custo de R$ 307.641,60.
A cobertura de centro relatou os dados de forma tabulada, quesito a quesito, e foi a que mais insistiu na metodologia e nos limites estatísticos. Esses textos destacaram que os eleitores que declaram voto no senador Flávio Bolsonaro são os mais apreensivos, com 63% dizendo-se mais preocupados do que em 2022, patamar tecnicamente empatado com os eleitores de Renan Santos, com 59%, de Ronaldo Caiado, com 56%, de Augusto Cury, com 55%, e de Romeu Zema, com 52%. No outro extremo, apenas 30% dos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatam preocupação maior do que na eleição anterior, enquanto 35% mantêm o mesmo nível e 33% estão menos preocupados. Na decisão de comparecer, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem empatados dentro da margem de recorte, com 68% e 61%.
Veículos de esquerda destacaram sobretudo a mobilização e a serenidade da base governista. Nessa leitura, o eleitorado que se diz mais decidido a votar mostra que a participação cresce quando o resultado é percebido como decisivo, e o índice baixo de apreensão entre eleitores de Lula aparece associado à dianteira do presidente nas intenções de voto do mesmo instituto, 38% contra 33% do senador no primeiro turno. Essa cobertura também deu relevo ao eleitorado que não se alinha nem ao petismo nem ao bolsonarismo, em que 40% estão mais decididos, 41% mantêm o mesmo grau de decisão e 18% estão menos decididos.
Veículos de direita enfatizaram o outro lado do mesmo par de números: a base do senador é a mais decidida a comparecer, com o maior índice entre os presidenciáveis medidos, e a apreensão elevada é apresentada como consciência do que está em jogo, não como desânimo. Nessa chave, ganha peso a lembrança de que, em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro no segundo turno pela menor diferença desde a redemocratização, 50,9% a 49,1% dos votos válidos, o que faz da disciplina de comparecimento um ativo de campanha. Também foram sublinhados os grupos com menor decisão relativa, sobretudo eleitores de Romeu Zema, com 22% menos decididos, e de Ronaldo Caiado, com 17%.
Os três blocos de cobertura convergem em um ponto contraintuitivo: mais gente disposta a votar não significa mais gente disposta a militar. Cerca de um terço dos entrevistados, 32%, afirma estar menos engajado em fazer campanha para algum candidato do que em 2022, contra 45% igualmente engajados e 18% mais engajados. Entre eleitores dos dois primeiros colocados, o quadro é semelhante e tecnicamente empatado. O levantamento ainda mediu o consumo de informação: 41% se dizem mais informados sobre as propostas, 42% acompanham mais notícias sobre os presidenciáveis e 57% viram conteúdo eleitoral em redes sociais, com destaque para perfis de veículos jornalísticos, citados por 75% desse grupo, perfis de jornalistas, com 71%, e perfis dos próprios candidatos, com 69%.
O que ainda não se sabe é se a intenção declarada de comparecer se converte em voto: a pesquisa mede disposição autodeclarada, não abstenção efetiva, e nenhuma das reportagens apresenta série histórica desses mesmos indicadores para comparar com o comportamento real de 2022. Também não há detalhamento por região, faixa de renda ou escolaridade, nem explicação sobre por que eleitores de dois candidatos do campo de oposição aparecem menos decididos do que os demais.
Datafolha aponta que 57% dos eleitores estão mais decididos a votar em 2026, enquanto 46% dizem maior preocupação com o resultado.

A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95

Preocupação e interesse por informação de candidaturas também aumentaram entre os eleitores. Leia no Pod3er360.

Maioria, no entanto, diz estar mais decidida a votar

Levantamento mostra também que 57% dos eleitores estão mais decididos a votar do que nas últimas eleições gerais

A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%

Eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro têm mais preocupação dos que os que dizem que votarão em Lula

Instituto avaliou relação do eleitor na eleição de 2026 em comparação com a disputa anterior. Eleitores de Flávio Bolsonaro e Lula se dizem mais decididos; Zema e Caiado, menos.

Levantamento mostra ainda que 57% se dizem mais decididos a votar; apreensão é maior entre eleitores de Flávio Bolsonaro

Preocupação chega a 63% entre eleitores de Flávio Bolsonaro; pesquisa também aponta que 32% estão menos engajados em fazer campanha

Levantamento mostra disposição maior para participar da eleição presidencial deste ano em comparação com 2022

Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.