Lula e Flávio Bolsonaro empatam a um mês do 1º turno: 46% a 44% no Datafolha
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A um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os principais institutos convergem em dois pontos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera o primeiro turno e a disputa de segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro está dentro da margem de erro. O Datafolha divulgado em 3 de setembro mediu 38% a 33% na primeira rodada e 46% a 44% na segunda. Outros levantamentos inverteram a vantagem numérica sem sair do empate técnico. O escritor Augusto Cury consolidou-se em terceiro, e a rejeição dos dois líderes segue acima de 40%.
Na leitura da esquerda, o quadro central é a liderança preservada de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno em todos os principais institutos, sustentada pelo eleitorado de menor renda, pelas mulheres, pela população preta e parda e pelo Nordeste.
Na leitura da direita, o dado relevante é a erosão da vantagem do presidente: o que era diferença de 15 pontos em dezembro virou empate técnico, e Flávio Bolsonaro passou a aparecer numericamente à frente em mais de um instituto.
40 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Toda a cobertura reconhece que a diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno está dentro da margem de erro, que o presidente segue à frente no primeiro turno e que Augusto Cury cresceu e ocupa isolado a terceira posição. Também há acordo sobre a rejeição alta dos dois líderes, acima de 40%.
A pesquisa Datafolha de 3 de setembro mediu 38% a 33% para Lula sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno e 46% a 44% no segundo, empate técnico dentro da margem de erro. Outros institutos registraram o mesmo aperto na mesma semana. Abaixo, a leitura da cobertura de esquerda, de centro e de direita sobre esses números, lado a lado.
A um mês do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, a disputa presidencial entrou numa faixa estatística estreita. A pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro, do PL. Em um eventual segundo turno, o petista aparece com 46% e o senador com 44%, diferença menor que a margem de erro de dois pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios, entre 1º e 2 de setembro, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026.
Duas semanas antes, o mesmo instituto media 47% a 43%. Em dezembro do ano passado, a vantagem do presidente chegava a 15 pontos. Outros institutos apontaram o mesmo aperto na mesma semana. O PoderData, em parceria com a Aya, colocou Flávio Bolsonaro numericamente à frente pela primeira vez desde maio, com 45% contra 44%. A Futura, com o 100% Cidades, apurou 45,6% a 45,2% para Lula. A Quaest, em 2 de setembro, mediu 42% a 41%. Já a BTG/Nexus, em 8 de setembro, deu 46% ao senador e 45% ao presidente. Em todos esses casos a diferença cabe na margem de erro. O escritor Augusto Cury, do Avante, consolidou-se em terceiro lugar, oscilando entre 8% e 10%, e a rejeição dos dois líderes permanece alta: 47% dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro e 45% dizem o mesmo sobre Lula.
A cobertura de centro tratou o conjunto como o retrato de uma corrida indefinida e detalhou a metodologia de cada levantamento, além dos recortes por região, renda, escolaridade e religião. Nessa leitura, o presidente mantém vantagem no Nordeste, entre mulheres, entre pessoas pretas e entre eleitores de menor renda, enquanto o senador lidera no Sul, entre evangélicos, no ensino superior e na faixa acima de cinco salários mínimos. Essa cobertura também registrou a avaliação do governo federal, com 31% de ótimo ou bom e 42% de ruim ou péssimo, e ouviu as duas campanhas: a do presidente admite disputa indefinida e cita o atraso do material eleitoral e os vazamentos de inquéritos sobre o filho mais velho dele, enquanto auxiliares do senador falam em cenário de virada.
Veículos de esquerda enfatizaram a liderança preservada no primeiro turno e as pesquisas estaduais em que a distância é ampla, como 51,8% a 28,1% na Paraíba, 60,3% a 19,3% no Piauí, 55,7% a 25,7% em votos válidos na Bahia e 52% a 21% no Ceará, onde a aprovação do governo federal chegou a 64%. Nessa leitura, o aperto nacional é conjuntural e ligado ao noticiário sobre a crise no Supremo Tribunal Federal e sobre as investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva.
Veículos de direita destacaram o movimento inverso: a vantagem do petista derreteu, o senador apareceu numericamente à frente em mais de um instituto e lidera ou empata em estados relevantes, como Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Amazonas. Essa cobertura tratou a avaliação negativa do governo como o principal indicador da campanha, lembrou que o patamar é o mesmo do governo anterior em setembro de 2022 e apresentou o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista, com críticas ao ministro Alexandre de Moraes, como aposta de mobilização da direita na reta final.
O que ainda não se sabe é se a crise no Supremo Tribunal Federal e o caso do Banco Master vão se converter em voto, já que parte dos levantamentos estava em campo quando o assunto veio à tona e um dos institutos afirmou expressamente que seus dados não permitem atribuir a oscilação ao episódio. Também não está claro se Augusto Cury sustenta o crescimento até outubro, nem para onde vão os 28% de eleitores que dizem que ainda podem mudar de candidato.
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