
Datafolha: Para 59%, Moraes agiu mal ao vetar visita de Flávio a Bolsonaro
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Pesquisa Datafolha divulgada em 28 de julho de 2026 mostra que 59% dos entrevistados consideram que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, agiu mal ao proibir por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Para 36%, o ministro agiu bem. O mesmo levantamento indica que 59% defendem a permanência do ex-presidente em regime domiciliar e 62% apoiam a proibição do uso de redes sociais por ele.
Esquerda
A pesquisa mostra desaprovação popular a uma decisão que, na leitura à esquerda, apenas faz cumprir medidas cautelares legítimas contra um condenado por tentar um golpe de Estado. As restrições decorrem de o ex-presidente ter usado o filho como intermediário para burlar a proibição de manifestação nas redes, e o episódio soma-se à ausência de Flávio a depoimentos da Polícia Federal, sinalizando resistência da família em cooperar com a Justiça.
Centro
Pesquisa Datafolha divulgada em 28 de julho de 2026 mostra que 59% dos entrevistados consideram que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, agiu mal ao proibir por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Direita
Para a leitura à direita, a maioria da população endossa a percepção de que Moraes exagerou ao impedir um filho de visitar o pai idoso e doente em prisão domiciliar. A desaprovação de 59% atravessa até o eleitorado de Lula, o que reforça a tese de que a decisão é desproporcional e de motivação política, sobretudo às vésperas das eleições, com a defesa classificando a medida como ilegal e cruel e acusando o ministro de interferir no pleito.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo é factual sobre a remessa à PGR, mas o enquadramento e o material relacionado ressaltam a não cooperação de Flávio com a Justiça e associam a direita a dependência estrangeira, sinalizando viés de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto relata os percentuais da pesquisa (59% agiu mal, 36% agiu bem) com metodologia, registro no TSE e contexto da decisão de Moraes, sem vocabulário valorativo. Enquadramento factual típico de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é majoritariamente factual, mas o título fala em 'Moraes errou' e o texto enfatiza a desaprovação popular e as restrições familiares, com ênfase típica de direita na crítica ao Judiciário.
Perspectivas omitidas
A maioria dos brasileiros reprova a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. É o que aponta pesquisa Datafolha divulgada em 28 de julho de 2026: para 59% dos entrevistados, o ministro agiu mal; para 36%, agiu bem. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios, entre os dias 22 e 23 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral.
A cobertura de centro relatou os números com foco na metodologia e no contexto: além da desaprovação à decisão, 59% defendem que o ex-presidente permaneça em regime domiciliar, enquanto 35% querem que ele volte à prisão; e 62% apoiam a proibição de que Bolsonaro use redes sociais durante o cumprimento da pena. A restrição às visitas foi imposta em julho, depois de Flávio ler publicamente uma carta na qual o pai o nomeava porta-voz na disputa eleitoral, o que, para Moraes, configurou uso indireto das redes sociais, vedado pelas medidas cautelares.
Há convergência entre todos os lados sobre os dados da pesquisa e sobre o histórico do caso: Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por planejar um golpe de Estado após as eleições de 2022 e está em prisão domiciliar humanitária desde março, em razão do estado de saúde. Também há consenso de que a desaprovação atravessa espectros políticos: mesmo entre quem votou em Lula em 2022, 35% consideram que o ministro errou.
As ênfases, porém, divergem. Veículos de esquerda destacaram que as restrições apenas fazem cumprir decisões contra um réu condenado por atentar contra a democracia, e associaram o caso à ausência de Flávio a depoimentos da Polícia Federal, episódio que Moraes enviou à Procuradoria-Geral da República para avaliar as providências cabíveis. Nessa leitura, a leitura da carta foi uma forma deliberada de burlar a proibição de manifestação nas redes. Já veículos de direita enfatizaram a desaprovação popular e o peso humano da medida, que impede um filho de visitar o pai idoso e doente, e deram espaço à defesa, que classificou a decisão como 'ilegal, desproporcional, covarde e cruel' e acusou o ministro de interferir no processo eleitoral às vésperas das eleições. A cobertura de centro procurou equilibrar os dois enquadramentos, apresentando tanto a fundamentação da decisão quanto a contestação da defesa.
O que ainda não se sabe é como a Procuradoria-Geral da República vai se posicionar sobre a ausência de Flávio ao depoimento, dentro do prazo de 15 dias, e se o recurso da defesa contra as restrições terá êxito. Também permanece em aberto o efeito prático dessas medidas sobre a campanha, já que a pesquisa foi realizada antes de o PL oficializar, em convenção, a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Todos os lados reproduzem os mesmos números da pesquisa: 59% desaprovam a decisão de Moraes, 59% defendem a manutenção da prisão domiciliar e 62% apoiam a proibição do uso de redes sociais. Há acordo também de que a desaprovação atravessa espectros políticos, alcançando parte do eleitorado de Lula.

Uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maioria dos brasileiros considera que o ministro Alexandre de Moraes,

Datafolha aponta que a maioria dos brasileiros discorda de Moraes ao proibir visitas de Flávio a Jair Bolsonaro. Veja os números da pesquisa de julho de 2026.

Levantamento mostra que 59% dos entrevistados consideram equivocada a restrição imposta ao senador; pesquisa também aponta apoio da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Pesquisa Datafolha aponta que 59% dos brasileiros discordam de decisão de Moraes contra Flávio Bolsonaro. Leia na Gazeta do Povo.

Pesquisa ouviu 2.004 pessoas em todo o território nacional, entre os dias 22 e 23 de julho; margem de erro é de 2 pontos percentuais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), registrou em decisão desta terça-feira (28) que o senador e pré-candidato à Presidência

Maioria também defende que ex-presidente permaneça em prisão domiciliar, aponta levantamento.
Relato objetivo dos percentuais e do histórico da prisão domiciliar humanitária, sem adjetivação. Enquadramento factual de centro.
Perspectivas omitidas
Formato explicativo que enfatiza a desaprovação popular e as 'restrições familiares' impostas a Bolsonaro, com escolha lexical que sugere excesso do Judiciário, sinalizando viés de direita.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o veículo tender à direita, o corpo é equilibrado: apresenta os números, a fundamentação de Moraes, o recorte por eleitorado e a contestação da defesa com paridade. Enquadramento factual de centro.
Texto rico em contexto, mas com ênfase na desaprovação popular, na crítica da defesa ('ilegal, desproporcional, covarde e cruel') e no episódio da candidatura, com enquadramento que valoriza a leitura crítica ao Judiciário, típica de direita.
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