Davi Alcolumbre prevê votar em 15 de outubro a PEC do fim da escala 6x1 no Senado
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A cobertura de esquerda destaca que o Senado caminha para votar um avanço concreto para milhões de trabalhadores: o fim da escala 6x1, que submete quase 40 milhões de brasileiros a seis dias de trabalho por um de descanso. Enfatiza a fala de Alcolumbre sobre o direito ao descanso e à convivência com a família.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que pretende levar a PEC do fim da escala 6x1 ao plenário em primeiro turno em 15 de outubro, depois das cinco sessões de discussão exigidas pelo rito. Ele disse que não haverá atropelo, e a conclusão da votação em dois turnos pode ficar para depois do segundo turno das eleições.
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Davi Alcolumbre, presidente do Senado, afirmou que a PEC que acaba com a escala 6x1 deve ser votada em primeiro turno em 15 de outubro, depois de cinco sessões de discussão. O segundo turno pode ficar para depois da eleição de 25 de outubro.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, afirmou nesta terça-feira, 6 de outubro, que pretende pautar a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 na semana que vem. A data indicada é 15 de outubro. Segundo ele, a proposta vai cumprir integralmente o rito de tramitação, sem atropelos e sem acelerar nada.
A cobertura de centro relatou que o calendário já começa nesta semana, com sessões de discussão na terça, quarta e quinta-feira. Na semana seguinte, haverá debates na terça e na quarta, completando as cinco sessões exigidas antes do primeiro turno. Depois dele, a PEC precisa passar por mais três sessões antes do segundo turno. Para ser aprovada, precisa de três quintos dos votos, ou 49 dos 81 senadores, em cada um dos dois turnos.
A PEC prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, com jornada de 40 horas semanais. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em maio, mas ficou parado no Senado depois de um atrito entre o Executivo e o Legislativo. Alcolumbre havia dito que esperava um contato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avançar com a proposta, o que não aconteceu. A tensão diminuiu após um almoço, em 27 de agosto, entre os dois e o presidente da Câmara, Hugo Motta, quando acertaram a intenção de avançar com a PEC antes do primeiro turno das eleições. A proposta só passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado naquele período.
A cobertura de centro registrou ainda que Alcolumbre não garantiu votar os dois turnos de imediato. Há chance de a deliberação terminar só depois do segundo turno das eleições, em 25 de outubro, para que a PEC não contamine o debate eleitoral.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão social da medida. Reproduziram a fala de Alcolumbre de que cada senador terá liberdade para votar com seu coração, sua consciência e sua convicção sobre diminuir a escala de quase 40 milhões de brasileiros que vivem no regime 6x1 há décadas. Também enfatizaram a pergunta do presidente do Senado sobre se é razoável o trabalhador ter mais um dia de descanso para ficar com a família. Nessa cobertura, o assunto aparece como ampliação de direitos de quem trabalha.
Até o momento, nenhum veículo de direita publicou cobertura sobre o anúncio, e por isso não há enquadramento desse campo para relatar. A cobertura de centro, por sua vez, focou no rito, no calendário e na relação com o cenário eleitoral, sem trazer vozes de senadores contrários ou favoráveis.
O que ainda não se sabe é se os dois turnos serão votados antes do segundo turno das eleições ou se o segundo turno ficará para depois. Também não há informação sobre a posição de cada bancada, sobre o número de votos já assegurado nem sobre eventuais mudanças no texto aprovado pela Câmara.
Segundo presidente do Senado, ideia é que plenário conclua discussão da proposta na semana que vem, abrindo caminho para a votação da emenda constitucional

Presidente do Senado afirma que proposta será discutida nesta semana e que parlamentares terão liberdade para decidir sobre redução da jornada
