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Horário eleitoral gratuito começa e Lula lidera tempo de TV com 5min31s
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O horário eleitoral gratuito de 2026 estreou em 28 de agosto no rádio e na televisão, com programas de candidatos a governador, senador e deputado estadual; os blocos presidenciais entraram no ar em 29 de agosto. O Tribunal Superior Eleitoral definiu rodízio de dias, 50 minutos diários em rede divididos em dois blocos de 25 minutos e 70 minutos de inserções ao longo da programação. A propaganda segue até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) abriu a estreia com peça gravada no interior do estado e Douglas Ruas (PL) apostou em São Gonçalo e no tema da segurança pública. Anthony Garotinho (Republicanos) ficou de fora por liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
Esquerda
A estreia do horário eleitoral devolve à disputa um espaço público e gratuito de comunicação, fora do alcance de quem tem mais dinheiro para impulsionar conteúdo nas redes. Sob esse prisma, o tempo maior da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva, 5 minutos e 31 segundos por bloco, não é privilégio e sim consequência das 139 cadeiras conquistadas na Câmara em 2022, uma regra que traduz voto anterior em espaço de fala.
Centro
O horário eleitoral gratuito de 2026 estreou em 28 de agosto no rádio e na televisão, com programas de candidatos a governador, senador e deputado estadual; os blocos presidenciais entraram no ar em 29 de agosto.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar do publisher de esquerda, o corpo é explicativo e factual: descreve o rodízio definido pelo Tribunal Superior Eleitoral, os 50 minutos diários em rede, os 70 minutos de inserções, os tempos por candidatura e a regra dos 10% igualitários mais 90% proporcionais à bancada. Não há vocabulário valorativo nem defesa explícita de lado. O único sinal de enquadramento é de ordenação e destaque, com intertítulo dedicado à liderança de tempo de Lula e caixa de links laterais favorável ao governo, o que é peso editorial do site e não do texto. Título com apelo de guia (saiba tudo), mas o corpo entrega o guia prometido.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto descreve as peças dos três candidatos com paridade de tratamento e usa verbos de atribuição para toda alegação de campanha (segundo eles, o candidato afirma). Aponta a omissão de Ruas sobre o cargo de secretário de Cidades no governo Castro e, simetricamente, a ausência de Lula na peça de Paes, o que evita enquadramento de lado único. Vocabulário sem carga valorativa e dado eleitoral atribuído a instituto nomeado (59% de desconhecimento de Ruas, Quaest). Cobertura factual, apesar do veículo de origem.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A propaganda eleitoral gratuita de 2026 estreou no rádio e na televisão em 28 de agosto e segue até 1º de outubro. O Tribunal Superior Eleitoral definiu rodízio de dias, 50 minutos diários em rede e 70 minutos de inserções. No Rio de Janeiro, a disputa pelo governo abriu com Eduardo Paes no interior e Douglas Ruas em São Gonçalo, enquanto Anthony Garotinho ficou de fora por decisão judicial.
O horário eleitoral gratuito de 2026 estreou na sexta-feira, 28 de agosto, no rádio e na televisão, e abriu a fase de maior exposição da campanha. O primeiro dia foi reservado aos candidatos a governador, senador e deputado estadual, e os blocos presidenciais entraram no ar no sábado, 29 de agosto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou um plano de mídia com rodízio de dias: segundas, quartas e sextas para as disputas estaduais e para o Senado; terças, quintas e sábados para presidente e deputado federal. São 50 minutos diários em rede, divididos em dois blocos de 25 minutos, além de 70 minutos de inserções curtas espalhadas pela programação, das 5h à meia-noite. A propaganda vai até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
A cobertura de esquerda concentrou-se nas regras e na aritmética do tempo de tela. A coligação Brasil Pronto para Mais, que reúne PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede em torno da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, tem 5 minutos e 31 segundos por bloco e 433 inserções. O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 4 minutos e 20 segundos e 339 inserções. Ronaldo Caiado (PSD) tem 2 minutos e 2 segundos e Augusto Cury (Avante), 35 segundos. A regra que produz esses números vem da eleição de 2022 para a Câmara: 10% do tempo é dividido igualmente entre os partidos que cumprem a cláusula de desempenho criada pela Emenda Constitucional 97, de 2017, e os outros 90% são distribuídos conforme o número de deputados federais eleitos. A coligação de Lula soma 139 cadeiras; o PL, 98. Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) ficaram sem tempo em rede por não atingirem os critérios.
A cobertura de centro descreveu a estreia no Rio de Janeiro, onde a disputa pelo governo estadual ganhou o primeiro contorno televisivo. Eduardo Paes (PSD), com o maior tempo entre os candidatos estaduais, gravou a peça no interior, montado a cavalo, entre produtores rurais, e depois passou ao diagnóstico de crise política, institucional, fiscal e de segurança, associando os problemas às gestões de Wilson Witzel e Cláudio Castro. O programa também explorou a prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, em investigação sobre suspeitas de ligação entre política e crime organizado. Douglas Ruas (PL), desconhecido de 59% do eleitorado segundo levantamento do instituto Quaest, usou 2 minutos e 29 segundos para se apresentar em São Gonçalo, reduto do pai, o prefeito Capitão Nelson, e correu por vielas enquanto afirmava que o crime tomou conta do estado. William Siri, da federação PSOL e Rede, encerrou o bloco em 32 segundos, definindo-se como economista, evangélico e socialista.
As duas peças usam a mesma tática com passados diferentes. Paes aponta o ciclo de Witzel e Castro; Ruas responsabiliza Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e o presidente Lula, e classifica o adversário como integrante da turma que há 30 anos se reveza no poder. A cobertura de centro registrou duas omissões simétricas: Ruas afirma ter levado obras a mais de 70 municípios como secretário de Cidades, mas não informa que ocupou o cargo no governo de Castro, um dos alvos das críticas de Paes; e Paes não exibe imagens de Lula, apesar de ter cumprido agendas com o presidente. Até o fechamento desta edição, nenhum veículo de direita havia publicado cobertura própria do episódio no conjunto analisado, o que deixa sem contraponto direto o enquadramento das duas peças.
A estreia também teve uma ausência. Anthony Garotinho (Republicanos), que abriria o bloco com 1 minuto e 6 segundos, está temporariamente impedido de participar do horário eleitoral e de debates por liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que suspendeu os repasses do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha à candidatura. A decisão foi tomada em ação movida pela coligação de Paes.
Ainda não se sabe qual será o efeito da propaganda sobre a intenção de voto, nem se a liminar contra Garotinho será mantida ou revertida em instância superior. Também não há resposta pública das campanhas de Paes e Ruas sobre as omissões apontadas nas peças, nem detalhamento das propostas de segurança pública que os dois anunciaram como prioridade.
As duas coberturas tratam a estreia do horário eleitoral como virada de fase da campanha e reproduzem sem contestação os mesmos dados: rodízio de dias definido pelo Tribunal Superior Eleitoral, 50 minutos diários em rede, tempos por candidatura presidencial e calendário até 1º de outubro, com primeiro turno em 4 de outubro.

Na primeira propaganda para governador, ex-prefeitodo Rio associa rival a Witzel e Castro, enquanto candidato do PL liga Paes a Lula, Cabral e Pezão; Ruas omite passagem pelo governo Castro e se apresenta ao lado dos Bolsonaro

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