Defesa de Flávio nega crime eleitoral e compara vídeo de Bolsonaro a máscaras de Lula
7 veículos de centro · 3 veículos de direita
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A defesa do senador Flávio Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que rejeite a representação movida pela federação de PT, PCdoB e PV contra o vídeo gerado por inteligência artificial que reproduziu imagem e voz de Jair Bolsonaro na convenção que oficializou a candidatura presidencial do senador, em 25 de julho. Os advogados afirmam que o material não é deepfake, porque informava o uso da tecnologia, e que não houve pedido explícito de voto. Em frente paralela, no Supremo Tribunal Federal, a defesa do ex-presidente disse ao ministro Alexandre de Moraes que ele não autorizou nem sabia do vídeo, o que afasta o risco de regressão da prisão domiciliar, mas desloca a responsabilidade para a campanha e o partido.
Pelo prisma à direita, a controvérsia é mais um capítulo do cerco judicial ao campo conservador. A convenção é ato interno do partido, ambiente em que a própria legislação admite pedido de apoio e de voto, e o vídeo trazia aviso explícito de que era uma recriação, sem enganar ninguém.
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Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
A defesa do senador Flávio Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que rejeite a representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, contra o vídeo gerado por inteligência artificial que reproduziu a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro. O material foi exibido no dia 25 de julho, em São Paulo, na convenção nacional do Partido Liberal que oficializou a candidatura do senador à Presidência da República. Na gravação de menos de um minuto, o avatar do ex-presidente afirma estar preso por uma decisão arbitrária e pede que os presentes recebam de braços abertos a pessoa escolhida para substituí-lo.
Os advogados sustentam três teses. A primeira é que o vídeo não é deepfake, porque informava expressamente o uso de inteligência artificial e não tinha a intenção de enganar. A segunda é que não houve pedido explícito de voto, apenas manifestação de preferência dentro de um ato interno do partido, com público restrito a filiados, delegados e convidados. A terceira é que o recurso equivale, funcionalmente, a máscaras, bonecos de papel e cartazes já usados em campanhas, inclusive por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua prisão em Curitiba. A federação partidária pede multa e a remoção do conteúdo das redes sociais. O relator é o ministro Kassio Nunes Marques, presidente da corte eleitoral.
Em frente paralela, no Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes deu 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro dizer se ele autorizou o uso da própria imagem. Os advogados responderam que não houve autorização nem conhecimento prévio e lembraram que o ex-presidente está com visitas restritas desde 17 de julho e proibido de receber o filho pelo prazo de 90 dias. A negativa afasta o risco de regressão da prisão domiciliar para o regime fechado, mas transfere o foco para a campanha e o partido: pelas regras eleitorais, o uso de imagem e voz de uma pessoa depende de autorização dela.
A cobertura de centro relatou o episódio como um problema jurídico de duas pontas e ouviu integrantes das duas cortes, que avaliam que uma eventual punição caberia primeiro à Justiça Eleitoral e dificilmente chegaria à cassação do registro, com expectativa de multa e ordem de remoção. Essa cobertura também registrou a avaliação de um professor de direito eleitoral para quem a criação de vídeo sintético de pessoa real é proibida desde 2024 mesmo com rótulo, e trouxe a fala do próprio senador, que disse ter estudado a legislação antes da convenção e ter se emocionado ao ouvir a voz do pai depois de mais de um ano.
Veículos de direita enfatizaram o enquadramento da defesa: a ação tentaria transformar apoio político em ilícito eleitoral e criminalizar a transferência de capital político entre lideranças, prática antiga na disputa brasileira. Nessa cobertura ganharam relevo o argumento de que a convenção é ato interno do partido, no qual pedir voto é permitido, e a leitura de um especialista segundo a qual nem o vídeo nem os pedidos de voto feitos em convenções pelos dois principais pré-candidatos configuram propaganda antecipada. Um advogado do ex-presidente também acusou o ministro do Supremo de promover silenciamento político.
Veículos de esquerda não cobriram o episódio no conjunto de reportagens reunidas aqui, e o argumento do campo governista aparece apenas em segunda mão: a federação afirma que a lei proíbe qualquer espécie de deepfake em conteúdo político-eleitoral e que o partido transmitiu vídeo sintético do rosto e da voz de um condenado com direitos políticos suspensos para mobilizar sua base. Em entrevista, o presidente Lula negou que seu partido tenha comemorado a escolha do senador como adversário e disse não menosprezar concorrentes.
Ainda não se sabe quem produziu e encomendou o vídeo, se o relator concederá liminar para retirá-lo do ar, em que prazo o TSE julgará o caso e se o Supremo voltará ao tema caso a Justiça Eleitoral não responda. Também não há definição sobre a dosimetria de uma eventual punição ao senador e ao partido, nem sobre o efeito da controvérsia numa campanha cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
Embora a propaganda eleitoral só seja permitida a partir de 16 de agosto, pedido explícito de voto durante convenções partidárias é considerado válido por integrar um ato interno dos partidos, avalia especialista ouvido pela reportagem

Presidente disse não menosprezar adversários nem poder deixar a direita voltar à Presidência “do jeito que ela é". Leia no Poder360.

Senador afirma ter estudado a legislação antes da convenção do PL

Argumento enviado ao STF tenta afastar o risco de prisão para o ex-presidente, mas coloca o senador e presidenciável na mira do TSE por uso ilegal de

Manifestação é enviada ao STF após Moraes cobrar explicações e advertir sobre risco de revogação da prisão domiciliar

Segundo os advogados, Bolsonaro não autorizou o uso de sua imagem e voz para a produção do conteúdo sintético. Leia no Poder360.

Estratégia dos advogados do pai pode ensejar condenação do filho candidato em processo que corre no TSE

Imagem foi exibida em convenção do PL que oficializou candidatura do senador

Advogados do senador argumentaram que vídeo não violou a lei eleitoral, já que uso do recurso tecnológico foi informado. Defesa sustentou ainda que evento foi fechado e direcionado a público determinado.

Advogados afirmam que gravação exibida na convenção do PL não configura deep fake nem propaganda antecipada

Nesta matéria: falácia identificada.