Flávio Bolsonaro pede ao STF que Mendonça substitua Moraes em inquérito
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A cobertura de centro detalhou as três petições da defesa de Flávio Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal: o pedido de impedimento ou suspeição de Alexandre de Moraes, a redistribuição do inquérito a André Mendonça e a revogação das cautelares. Os textos expuseram o argumento sobre o jato da Fraction 024 e a ressalva da própria peça de que não acusa o ministro de agir por interesse. Um texto observou que a petição ignora a saída do senador do país; outro lembrou que o pedido não significa reconhecimento de conflito de interesses.
Com base em IstoÉ, O Globo, Valor Econômico, G1 e mais 1
O único veículo de esquerda do conjunto publicou, com crédito a uma agência de notícias, versão mais curta do texto da mesma autora de uma das matérias de centro. O texto relata os pedidos de impedimento de Alexandre de Moraes e de redistribuição a André Mendonça, afirma que o senador saiu pela fronteira com a Argentina e fugiu para os Estados Unidos e registra, segundo interlocutores, que Flávio se sentia perseguido pelo ministro.
Com base em ICL Notícias
Veículos de direita enfatizaram os argumentos da defesa de Flávio Bolsonaro. Um texto destacou que os advogados dizem que o senador está disposto a colaborar e fechou com a negativa de irregularidades, sem tratar da saída do país.
Com base em Revista Oeste e Terra Brasil Notícias
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Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Apelo emocional nesta matéria: 25/100.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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A defesa do senador Flávio Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal pedidos para afastar Alexandre de Moraes do inquérito sobre lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz, redistribuir o caso a André Mendonça e revogar o cancelamento dos passaportes. A defesa cita um jato ligado a Daniel Vorcaro usado também pelo ministro.
A defesa do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, apresentou ao Supremo Tribunal Federal três petições contra a condução do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. Os advogados pedem que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado impedido, ou ao menos suspeito, que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça e que sejam revogadas as medidas cautelares impostas ao senador.
As medidas foram determinadas por Moraes em 25 de outubro, dia do segundo turno em que Flávio perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Elas incluem a entrega e o cancelamento dos passaportes e a proibição de contato com Willer Tomaz. O senador não entregou os documentos e desembarcou nos Estados Unidos em 28 de outubro, com a mulher e as filhas.
A cobertura de centro relatou que duas petições foram dirigidas ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e a terceira ao próprio Moraes. Para pedir a troca de relator, a defesa argumenta que Mendonça já conduz a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, e que as duas apurações tratam da mesma estrutura atribuída a Willer. No pedido de impedimento, os advogados citam o jato Legacy 650 da empresa Fraction 024, usado por Flávio e Willer em janeiro de 2025 e também por Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Segundo a petição, cotas dessa empresa teriam sido destinadas ao escritório de Viviane em negociação ligada ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A própria peça ressalta que não afirma que o ministro tenha agido movido por interesse particular.
Veículos de centro também registraram pontos que nem todos repetiram. Um texto observou que a petição sobre os passaportes não menciona a saída do senador do país. Outro escreveu que, dos Estados Unidos, Flávio intensificou, sem apresentar provas, alegações de fraude eleitoral. Um terceiro lembrou que o pedido não significa que o Supremo tenha reconhecido conflito de interesses e que, sem mandado de prisão, o descumprimento da ordem não torna o senador automaticamente foragido.
O único veículo de esquerda do conjunto publicou, com crédito a uma agência de notícias, uma versão mais curta do texto assinado pela mesma autora de uma das matérias de centro. Por isso, a coincidência entre esses dois relatos vem da mesma origem. O texto afirma que o senador saiu pela fronteira com a Argentina e fugiu para os Estados Unidos, e registra que, segundo interlocutores, Flávio se sentia vítima de perseguição de Moraes.
Veículos de direita enfatizaram os argumentos da defesa. Um deles destacou que os advogados dizem que Flávio está disposto a colaborar e encerrou com a negativa de irregularidades, sem tratar da saída do país. Outro descreveu que o senador viajou para os Estados Unidos e registrou que a Polícia Federal apura uma possível operação para retirá-lo do Brasil, com a informação da corporação de que ele não está foragido.
Há diferenças factuais entre as matérias. Quase todos os textos que datam o pedido situam as petições na sexta-feira, 30 de outubro; um veículo de direita escreveu que o recurso foi protocolado na segunda-feira, 2 de novembro, e endereçado a Fachin. Um texto de centro situa a saída do país na terça-feira, 27, enquanto outros registram a chegada aos Estados Unidos no dia seguinte. Sobre o uso do jato por Moraes, uma matéria cita julho e agosto de 2025, e outra apenas agosto.
Até a noite de 2 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, não havia registro de decisão de Fachin sobre a relatoria nem de Moraes sobre as cautelares, que seguiam válidas. Nenhuma das matérias informava prazo para essas análises nem trazia manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre os novos pedidos.
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Caso envolve ainda o advogado Willer Tomaz

Flávio Bolsonaro descumpriu a ordem dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e fugiu do país. O senador, sua esposa e as filhas do casal chegaram aos Estados Unidos na última quarta-feira (28).

Flávio Bolsonaro pede para STF trocar Moraes por Mendonça como relator de inquérito BandNews
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