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O delegado-chefe da 17ª DP de Taguatinga Norte, Thiago Boeing, comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que não conseguiu intimar pessoalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro porque a equipe de escolta impediu o cumprimento do ato. O inquérito da PCDF apura a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro, encontrada com um agente do GSI durante uma blitz no Distrito Federal.
A Polícia Civil do Distrito Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que não conseguiu intimar pessoalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro para prestar depoimento. Segundo relato encaminhado pelo delegado-chefe da 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, Thiago Boeing, a equipe de escolta responsável pelo ex-mandatário impediu o cumprimento da intimação. O documento chegou ao STF na tarde de 18 de junho de 2026.
O depoimento que a polícia tenta marcar faz parte de um inquérito que apura a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro. O armamento foi encontrado com um agente do Gabinete de Segurança Institucional durante uma blitz no Distrito Federal. Diante da impossibilidade de concluir a intimação pessoal, os investigadores pediram autorização para ouvir o ex-presidente por videoconferência no dia 24 de junho, às 15h. A realização do ato depende de decisão de Moraes.
A cobertura de centro, como a do Metrópoles, descreveu o caso de forma factual: relatou o pedido do delegado, a apreensão da arma e a versão da defesa, atribuindo cada afirmação à sua fonte, sem juízo de valor. Veículos de esquerda, como o Brasil 247, deram destaque ao detalhe de que o ex-presidente é um condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e que hoje cumpre prisão domiciliar humanitária, lendo o bloqueio da intimação como sinal de resistência do entorno de Bolsonaro às instituições. Essa cobertura também enfatizou o depoimento do policial militar da abordagem, segundo o qual o agente do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e declarou que a arma pertencia ao ex-mandatário.
Pelo lado oposto, o enquadramento de direita tende a tratar o episódio como questão administrativa: a defesa sustenta que Bolsonaro entregou a arma ao agente após constatar uma falha mecânica e que integrantes da própria equipe de segurança haviam retirado o percussor sem o seu conhecimento, deixando o equipamento sem condições de uso. Nessa leitura, a intimação não cumprida é um problema logístico da escolta, não uma obstrução deliberada, e o recurso recorrente a Moraes reforçaria a percepção de perseguição judicial.
O que ainda não se sabe: não há, nas reportagens, a versão da equipe de escolta nem do GSI sobre por que o cumprimento da intimação foi impedido, tampouco a decisão de Moraes sobre o pedido de oitiva por videoconferência marcado para 24 de junho. O desfecho do inquérito sobre a circulação da arma também segue em aberto.
A oitiva de Bolsonaro está marcada para 24 de junho, às 15h, por videoconferência, e só ocorre se Moraes autorizar. O inquérito apura a posse e a circulação de uma pistola registrada em nome do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária.
Todos os lados relatam que a PCDF não conseguiu intimar Bolsonaro pessoalmente, que a equipe de escolta impediu o ato e que a oitiva por videoconferência marcada para 24 de junho depende de autorização de Moraes.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo é majoritariamente factual e creditado ao Metrópoles, mas o veículo (247, alinhado à esquerda) reforça o enquadramento de obstrução e condenação por tentativa de golpe, com detalhes adicionais do depoimento policial que pesam contra o ex-presidente. Sinais editoriais leves de esquerda no recorte.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual: relata o ato do delegado a Moraes, a apreensão da arma, a versão da defesa de Bolsonaro e o contexto da condenação. Atribui afirmações às fontes (PCDF, defesa) sem adjetivação valorativa, padrão de cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Segundo a PCDF, a equipe responsável pela escolta do ex-presidente impediu o cumprimento da intimação para uma oitiva
Segundo a PCDF, equipe de escolta impediu a intimação de Bolsonaro para depor no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome
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