
Paraná Pesquisas mostra Moro com 45% e Deltan Dallagnol na frente ao Senado
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O instituto Paraná Pesquisas divulgou em 3 de setembro de 2026 um levantamento sobre as disputas ao governo do Paraná e ao Senado. No cenário estimulado para o governo, Sergio Moro, do Partido Liberal, tem 45%, contra 24% de Requião Filho, do PDT, e 17,5% de Sandro Alex, do PSD. Na corrida pelas duas vagas ao Senado, em que cada entrevistado podia citar dois nomes, Deltan Dallagnol, do Novo, aparece com 30,8%, Alexandre Curi, do Republicanos, com 28,4%, Gleisi Hoffmann, do PT, com 25,7%, e Filipe Barros, do PL, com 22,9%. Foram 1.280 entrevistas presenciais em 56 municípios, entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-03399/2026.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O instituto Paraná Pesquisas divulgou em 3 de setembro de 2026 um levantamento sobre as disputas ao governo do Paraná e ao Senado. No cenário estimulado para o governo, Sergio Moro, do Partido Liberal, tem 45%, contra 24% de Requião Filho, do PDT, e 17,5% de Sandro Alex, do PSD.
Direita
Para a leitura de direita, o levantamento do Paraná Pesquisas confirma um estado que continua conservador e premia gestão e trajetória de combate à corrupção. Sergio Moro chega a 45% no cenário estimulado para o governo, mais de 20 pontos à frente de Requião Filho, e é o nome mais citado até na pergunta espontânea.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto é uma listagem de percentuais sem adjetivação: nomeia os nove candidatos ao Senado com o número de cada um, explica que o eleitor podia citar até dois nomes porque duas vagas estão em disputa e fecha com metodologia, custo declarado de R$ 40.000 e número de registro no TSE. Não há vocabulário valorativo nem hierarquia editorial entre os campos políticos, o que caracteriza cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Os dados são completos e a metodologia é declarada, inclusive a informação de que o estudo foi contratado pelo Partido Liberal. O enquadramento, porém, pende para a direita: descreve a situação de Sergio Moro como de relativa tranquilidade, abre com a vantagem de mais de 20 pontos e anexa uma nota editorial que evoca as divergências entre pesquisas e urnas em 2022 para relativizar o instrumento, argumento recorrente no campo conservador.
Perspectivas omitidas
A 31 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, o instituto Paraná Pesquisas divulgou o retrato da disputa estadual no Paraná: Sergio Moro aparece com 45% no cenário estimulado para o governo e Deltan Dallagnol lidera a corrida pelas duas vagas ao Senado. O levantamento ouviu 1.280 eleitores em 56 municípios e tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais.
O instituto Paraná Pesquisas divulgou em 3 de setembro de 2026 um levantamento de intenção de voto no Paraná que mostra o senador e ex-juiz Sergio Moro, do Partido Liberal, com 45% no cenário estimulado para o governo do estado, e o ex-procurador Deltan Dallagnol, do Novo, na frente da corrida por uma das duas vagas ao Senado, com 30,8%. A pesquisa ouviu 1.280 eleitores em 56 municípios, em entrevistas presenciais e domiciliares realizadas entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, o grau de confiança é de 95% e o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-03399/2026.
Na disputa pelo governo, Moro abre mais de 20 pontos sobre Requião Filho, do PDT, que aparece com 24%, seguido por Sandro Alex, do PSD, com 17,5%. Nenhum outro nome testado passa de 1%. Na corrida ao Senado, em que cada entrevistado podia citar até dois candidatos porque duas cadeiras estão em jogo, Deltan Dallagnol tem 30,8%, Alexandre Curi, do Republicanos, tem 28,4%, Gleisi Hoffmann, do PT, tem 25,7%, e Filipe Barros, do PL, tem 22,9%. Cristina Graeml, do PSD, aparece com 14,4% e Dr. Rosinha, do PT, com 13%. Como a distância entre o segundo e o quarto colocado é menor do que o dobro da margem de erro, a briga pela segunda vaga permanece indefinida pelos próprios critérios do levantamento.
A cobertura de centro tratou o resultado como boletim de números: publicou a lista completa dos nove candidatos ao Senado com o percentual de cada um, explicou a regra do voto duplo e fechou com a ficha técnica, incluindo o custo declarado de R$ 40.000. Veículos de direita foram além da tabela e leram o cenário. Descreveram a posição de Moro como confortável no primeiro turno, destacaram que ele também lidera a pergunta espontânea, com 24,2%, e deram peso aos índices de rejeição, em que Requião Filho é o mais rejeitado para o governo, com 36,6%, e Gleisi Hoffmann é a mais rejeitada para o Senado, com 42,3%. Essa mesma cobertura anexou uma nota editorial lembrando as divergências entre pesquisas e urnas na eleição de 2022 como razão para tratar qualquer levantamento com cautela. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do estudo, de modo que o contraponto que costuma vir desse campo, sobre quem financia pesquisa em ano eleitoral e sobre o efeito de destacar a rejeição de uma candidata específica, não aparece no material reunido.
Há ainda uma divergência factual entre as coberturas a respeito de quem bancou o trabalho. Um dos registros informa que a pesquisa foi contratada pelo Partido Liberal, legenda de Sergio Moro e de Filipe Barros, dois dos candidatos testados. Outro informa que o estudo custou R$ 40.000 e foi pago pela Sedek. Os dois textos citam o mesmo número de registro no Tribunal Superior Eleitoral, o que indica tratar-se do mesmo levantamento, mas a identificação do contratante não coincide.
O cenário espontâneo, aquele em que os nomes não são apresentados ao entrevistado, qualifica a leitura de todos os percentuais acima. Nele, 51,2% dos eleitores dizem não saber em quem votar para governador e 71,6% dizem não saber em quem votar para senador. Ou seja, a maior fatia do eleitorado paranaense ainda não fixou uma escolha, e o desempenho no cenário estimulado mede reconhecimento de nome tanto quanto preferência consolidada.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das coberturas apresenta cenário de segundo turno para o governo do estado, embora Moro apareça abaixo do patamar que garantiria vitória em turno único considerando brancos, nulos e indecisos. Não há, no material disponível, pesquisa de outro instituto no mesmo período que permita comparação, nem série histórica que mostre se Moro subiu ou caiu desde o levantamento anterior. A contradição sobre o contratante segue sem esclarecimento, e nenhuma campanha citada foi ouvida. Faltam 31 dias para a votação de primeiro turno, marcada para 4 de outubro de 2026.
As coberturas de centro e de direita reproduzem os mesmos números e a mesma ficha técnica: Sergio Moro com 45% no cenário estimulado ao governo, Deltan Dallagnol com 30,8% na frente da disputa ao Senado, 1.280 entrevistas entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026, margem de erro de 2,8 pontos percentuais e registro no TSE sob o número PR-03399/2026. Nenhuma das duas contesta a validade do levantamento.

Estudo da Paraná Pesquisas mostra candidatos com 30,8%, 28,4%, 25,7% e 22,9%, respectivamente; margem de erro é de 2,8 p.p. Leia no Poder360

Pesquisa divulgada pelo Paraná Pesquisas mostra como está o cenário eleitoral no Paraná para 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Sondagem eleitoral divulgada pelo Paraná Pesquisas mostra como está o cenário para o Senado no Paraná. Veja o resultado na Gazeta do Povo.
Falácias identificadas
A tabela é completa e a metodologia está declarada, mas a hierarquia da informação inclina o texto à direita: já no terceiro parágrafo do lead o destaque é que Gleisi Hoffmann é a mais citada na rejeição, informação depois repetida no bloco com 42,3%, enquanto a rejeição dos demais aparece só na lista. Soma-se a nota editorial que evoca 2022 para questionar pesquisas, argumento típico do campo conservador.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
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