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O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), autor de um dos requerimentos da CPI do Banco Master, voltou a cobrar a instalação da comissão após a operação de busca e apreensão da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Apesar de mais de 200 assinaturas, a CPI e a CPMI protocoladas não foram abertas pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), autor de um dos requerimentos que pedem a abertura da CPI do Banco Master, voltou a cobrar a instalação da comissão no Congresso. A pressão ganhou força depois da operação de busca e apreensão da Polícia Federal contra o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Em evento no Distrito Federal, no dia 20, Rollemberg afirmou que a investigação precisa ser feita 'doa a quem doer' e acusou parlamentares de não quererem a CPI porque teriam 'o rabo preso'.
O requerimento foi protocolado em fevereiro, com mais de 200 assinaturas de deputados. Um dia depois, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), da oposição, apresentou um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPMI, que permitiria a participação de deputados e senadores. Apesar disso, nem a CPI nem a CPMI foram abertas pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A cobertura de centro detalhou os fatos da operação. A PF suspeita que Jaques Wagner recebeu um imóvel avaliado em 2,5 milhões de reais e pagamentos de propina que somam 3,5 milhões de reais, por meio de uma empresa ligada a um familiar. Segundo os investigadores, a estrutura teria sido usada para ocultar vantagens indevidas no contexto das fraudes apuradas na operação Compliance Zero. A investigação também avalia se o senador usou o mandato para defender pautas de interesse do banco, controlado por Daniel Vorcaro, em tratativas com o ex-sócio Augusto Ferreira Lima. Nos endereços ligados a Wagner, os policiais apreenderam 55 mil dólares e 33,5 mil euros, o equivalente a cerca de 485 mil reais.
Veículos de direita enfatizaram que o escândalo atinge o coração da base governista e que a resistência dos presidentes das Casas serve para proteger aliados, sufocando a fiscalização sobre o uso do poder público. Para essa leitura, a frase 'doa a quem doer' resume a urgência de accountability independente de partido, e a apreensão de moeda estrangeira na casa do líder do governo escancara a gravidade do caso.
Veículos de esquerda destacaram que o próprio autor do requerimento integra a base de Lula, sinal de que a esquerda não estaria blindando aliados, e que o escândalo do Banco Master atravessa o Centrão, a direita e os governistas, sendo, portanto, um problema estrutural e não partidário. Nessa chave, a apuração precisa respeitar o devido processo e o direito de defesa do senador, e a pressão às vésperas das eleições tende a ser instrumentalizada contra o governo.
A cobertura de centro relatou ainda que uma ala do governo defende que Wagner deixe a liderança no Senado para conter desgastes no ano eleitoral, tendo o senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE) como possível substituto. Esse grupo acumula atritos com Wagner desde a derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
O que ainda não se sabe é se a CPI ou a CPMI serão de fato instaladas, qual a resposta da defesa de Jaques Wagner às suspeitas e se ele deixará a liderança do governo no Senado. Também segue em aberto o alcance final da investigação sobre as fraudes no Banco Master e quantos parlamentares podem ser alcançados.
Os lados concordam que o escândalo do Banco Master atinge o Centrão, a direita e a base governista, e que a CPI segue travada apesar de mais de 200 assinaturas. Há consenso sobre os fatos da operação da PF contra Jaques Wagner.
1 fonte política
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Texto factual centrado na fala do deputado Rollemberg cobrando a CPI, com ênfase em accountability e combate à corrupção ('doa a quem doer', 'rabo preso'). O enquadramento prioriza a pressão por investigação e a resistência do Congresso, alinhado a um viés de accountability institucional típico de cobertura à direita, mas sem editorializar abertamente.
Perspectivas omitidas

O pedido da CPI do Master foi protocolado por Rollemberg, que integra a base do governo Lula, no início de fevereiro.
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