Dorival Renato Pavan assume governo de Mato Grosso do Sul até sexta-feira
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O veículo de esquerda do conjunto publicou o relato original, em tom factual: a posse interina do desembargador Dorival Renato Pavan, a licença de Eduardo Riedel e de Barbosinha atribuída pela Secom ao descanso pós-eleição e o afastamento do presidente da Assembleia, Gerson Claro. O texto não traz avaliação própria sobre a licença simultânea nem voz de oposição.
Com base em Agência Brasil
O veículo de direita do conjunto publicou o texto assinado pela mesma agência que produziu o relato original, sem acréscimo próprio além da linha fina, que atribui à Secom a licença de Eduardo Riedel e de Barbosinha para descanso após as eleições. O conteúdo factual coincide com o do veículo de esquerda.
Com base em Jovem Pan
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Os textos dos dois lados relatam o mesmo conteúdo, porque o do veículo de direita é creditado à mesma agência que publicou o original: Dorival Renato Pavan assumiu o governo em 1º de novembro após a licença de Eduardo Riedel, de Barbosinha e de Gerson Claro.
O desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, assumiu o governo do estado em 1º de novembro e fica até sexta-feira, 6. O governador Eduardo Riedel, o vice Barbosinha e o presidente da Assembleia, Gerson Claro, se afastaram na mesma semana.
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o TJ-MS, desembargador Dorival Renato Pavan, assumiu interinamente o governo do estado no domingo, 1º de novembro. Ele deve ficar no cargo até sexta-feira, 6, quando termina a licença temporária pedida pelo governador Eduardo Riedel, do PP, reeleito no primeiro turno em 4 de outubro.
Pavan é o terceiro na linha de sucessão. Segundo a Secretaria Executiva de Comunicação do estado, a Secom, Riedel e o vice-governador Barbosinha, do Republicanos, pediram licença para descansar por alguns dias depois das eleições. Os dois comunicaram o afastamento em ofício à Assembleia Legislativa. No documento, Riedel informou que pretendia deixar o estado e, possivelmente, o Brasil. O próximo da fila seria o presidente da Assembleia, deputado Gerson Claro, também do PP, que comunicou que se ausentaria nesta semana para cumprir compromissos de agenda. Por isso, o comando do Executivo coube ao presidente do tribunal.
Ao assumir, Pavan disse que vai seguir as diretrizes da gestão atual e priorizar a governabilidade. Ele afirmou que não haverá inovações administrativas, mudanças nas políticas públicas nem intervenções no plano de governo ou na execução do orçamento, cuja condução, nas palavras dele, compete ao governador titular. De acordo com o TJ-MS, é a quarta vez desde abril de 2002 que um presidente da Corte ocupa temporariamente o governo estadual. Em vídeo nas redes sociais, Riedel agradeceu o apoio de Pavan e disse que o estado estaria em ótimas mãos durante a semana.
A cobertura é pequena e não tem divergência de conteúdo. Veículos de esquerda publicaram o relato original, em tom informativo e apoiado em fontes oficiais. Veículos de direita publicaram o mesmo texto, assinado pela mesma agência que produziu o original, sem entrevista ou dado próprio. A convergência entre os dois lados, portanto, decorre da reprodução creditada de uma única apuração, e não de apurações independentes. Nenhum veículo de centro cobriu o caso no conjunto analisado. Nenhum dos textos ouviu a oposição ou especialistas sobre o afastamento simultâneo dos três primeiros nomes da linha sucessória.
Até a noite de 2 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, os textos não informavam o destino da viagem do governador, os planos do vice durante a licença nem quais eram os compromissos de agenda do presidente da Assembleia. Também não detalhavam a norma da Constituição estadual que define a ordem de sucessão.
Presidente da Assembleia Legislativa também pediu licença para se ausentar nesta semana.
Segundo a Secom, Eduardo Riedel (PP) e o vice-governador Barbosinha (Republicanos) pediram licença para descansar por alguns dias após o fim das eleições
