
Desenrola Adimplentes: juros de 1,99% para informais em dia
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O Desenrola Adimplentes entrou em operação em 10 de agosto de 2026 e permite que trabalhadores informais troquem dívidas de crédito pessoal sem garantia por uma nova operação com juros de até 1,99% ao mês. O saldo elegível é de até R$ 15 mil por instituição, e a nova parcela não pode superar 90% da prestação original. A União destina até R$ 3 bilhões, com regra de 70% de recursos públicos e 30% de capital das instituições participantes, sob garantia do Fundo Garantidor de Operações. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil abrem o programa como agentes financeiros, e outras instituições podem aderir depois. A etapa inclui ainda desconto de 12% à vista para contratos antigos do Fies e linhas de crédito para graduados adimplentes.
Esquerda
O programa fecha uma lacuna de proteção: o trabalhador informal que paga em dia era o único grupo sem alternativa contra juros de crédito pessoal que chegam a cerca de 7% ao mês, porque não tem acesso ao consignado disponível a quem tem carteira assinada, a servidores e a aposentados.
Centro
O Desenrola Adimplentes entrou em operação em 10 de agosto de 2026 e permite que trabalhadores informais troquem dívidas de crédito pessoal sem garantia por uma nova operação com juros de até 1,99% ao mês.
Direita
O programa é crédito subsidiado com dinheiro público: a União coloca até R$ 3 bilhões e responde por 70% dos recursos de cada operação, enquanto o Fundo Garantidor de Operações cobre metade das primeiras perdas da carteira.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Enquadra o programa como resposta do Executivo aos juros altos e a um público desassistido, com ênfase na proteção de trabalhadores sem vínculo formal e na disposição do governo de ajustar a norma para vencer a resistência dos bancos. Trata a iniciativa como aposta política do presidente e organiza o texto em torno da negociação entre União e sistema financeiro, com espaço editorial de apoio ao Executivo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reporta apenas regras verificáveis: teto de 1,99% ao mês, saldo de até R$ 15 mil por instituição, parcela limitada a 90% da original, divisão 70% União e 30% agentes financeiros, garantia do FGO e bloqueio do CPF em apostas por seis meses. Linguagem neutra, sem adjetivação sobre o mérito da política.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é majoritariamente factual, mas o recorte é de contenção: destaca que a redução de juros é bancada pelo Fundo Garantidor com dinheiro público, cita o aporte de cerca de R$ 3 bilhões da União, sublinha que a adesão é facultativa e que só os bancos controlados pelo governo devem entrar, enquanto os privados seguem sem se manifestar. A associação explícita do programa ao governo em ano de disputa reforça o enquadramento de custo fiscal e de intervenção estatal no crédito.
Perspectivas omitidas
O programa federal de renegociação para trabalhadores informais adimplentes começou a operar em 10 de agosto de 2026, na Caixa e no Banco do Brasil. A linha troca dívidas de crédito pessoal de até R$ 15 mil por uma nova operação com juros de até 1,99% ao mês e parcela menor que a original. A leitura dos lados diverge sobre o custo público e sobre a adesão dos bancos privados.
O governo federal iniciou nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, a fase operacional do Desenrola Adimplentes, linha que permite ao trabalhador informal trocar uma dívida cara de crédito pessoal por uma nova operação com juros de até 1,99% ao mês. O público-alvo é quem não tem vínculo formal de trabalho, não é servidor público, aposentado ou pensionista, já pagou ao menos quatro parcelas do contrato original e está em dia ou com atraso de no máximo 90 dias. O saldo elegível é de até R$ 15 mil por instituição financeira.
As condições são as mesmas em toda a cobertura. A nova prestação não pode superar 90% do valor da parcela anterior, e o cliente ainda pode contratar crédito adicional de até 50% do saldo devedor, desde que a parcela continue dentro desse limite. O prazo acompanha o período que faltava para quitar a dívida original, com extensão de um a seis meses conforme o tempo restante. As operações têm garantia do Fundo Garantidor de Operações, que cobre metade das primeiras perdas da carteira. No arranque, apenas Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil operam a linha, inclusive para dívidas contratadas em outros bancos, mediante nova análise de crédito.
A cobertura de centro concentrou-se no funcionamento da política. Relatou que a regulamentação foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional em reunião extraordinária de 7 de agosto, que 70% dos recursos de cada operação vêm da União e 30% de capital próprio das instituições, e que o governo espera atender cerca de 500 mil trabalhadores informais e 100 mil beneficiários do Fundo de Financiamento Estudantil. Também detalhou a etapa voltada ao Fies, com desconto de 12% para pagamento à vista em contratos firmados até 2017 e crédito para atividade empreendedora com juros de até 11% ao ano, limite de R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para empresas. Um ponto pouco divulgado apareceu nessa cobertura: quem adere tem o CPF bloqueado para apostas de quota fixa por seis meses.
Veículos de esquerda enfatizaram o mérito social da medida e a queda de braço com o sistema financeiro. Nessa leitura, o informal adimplente era o único grupo sem alternativa diante de taxas que chegam a cerca de 7% ao mês no crédito pessoal, já que trabalhadores com carteira assinada, servidores e aposentados têm acesso ao consignado, e os devedores com mais de 90 dias de atraso foram atendidos na fase anterior do programa. Essa cobertura detalhou a resistência de bancos públicos e privados ao desenho original, a edição de nova medida provisória para permitir que qualquer instituição participante combine capital próprio com os recursos da União, e o recuo da federação dos bancos, que passou a reconhecer ganho de previsibilidade operacional no modelo final. Registrou ainda que o programa é tratado como uma das apostas do Executivo para o ciclo eleitoral.
Veículos de direita enfatizaram o custo público e a fragilidade da adesão. Nessa leitura, o teto de 1,99% ao mês só existe porque a União disponibiliza cerca de R$ 3 bilhões e assume, via fundo garantidor, parte relevante do risco de crédito. A cobertura destacou que a participação é facultativa, que a expectativa recai sobre os dois bancos controlados pelo governo e que as instituições privadas ainda não confirmaram entrada, além de sublinhar que a preocupação de governança corporativa em uma sociedade de economia mista com ações em bolsa foi o gatilho para a reescrita da norma.
O que ainda não se sabe é o essencial para medir o resultado. Não há confirmação de adesão dos bancos privados nem prazo para que outras instituições comecem a operar a linha. Um dos bancos públicos não se manifestou sobre a operacionalização. Também não há dados sobre quantos contratos foram efetivamente repactuados desde a abertura, se a demanda se aproxima da estimativa oficial, qual a taxa média final praticada dentro do teto e qual será o desfecho da medida provisória no Congresso.
Todos os lados descrevem as mesmas regras: teto de 1,99% ao mês, saldo de até R$ 15 mil por instituição, quatro parcelas já pagas, atraso máximo de 90 dias e parcela nova limitada a 90% da anterior. Há convergência também sobre a mudança na medida provisória para atrair instituições financeiras e sobre o fato de o programa começar apenas nos bancos públicos.

Medida Provisória altera regras para trabalhadores informais e busca ampliar adesão das instituições financeiras privadas

Programa permite trocar dívidas de até R$ 15.000 por crédito com juros menores; veja regras, prazos e como pedir. Leia no Poder360.

Mudança aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) determina que instituições financeiras usem recursos próprios para complementar os valores disponibilizados pela União.

Novo programa do governo federal começa hoje; entenda o que acontece
Texto de serviço: enumera critérios de elegibilidade, teto de 1,99% ao mês, limite de R$ 15 mil, divisão 70% União e 30% instituições, garantia do FGO e as condições do Fies. Atribui todas as avaliações ao Ministério da Fazenda e ao CMN, sem vocabulário valorativo em nenhuma direção.
Perspectivas omitidas
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