Câmara dos Deputados tem 410 candidatos à reeleição enquanto chapas encolhem
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Levantamento com base no sistema do Tribunal Superior Eleitoral mostra que 410 dos 513 deputados federais eleitos em 2022 pediram registro para tentar a reeleição em 2026, o equivalente a 79,92% da legislatura. Ao todo, 473 deputados em exercício se inscreveram para alguma disputa: 44 tentam o Senado, seis concorrem a governos estaduais, oito a assembleias legislativas e quatro figuram como suplentes. Ao mesmo tempo, o número total de candidatos a deputado federal caiu de 10.622 para 7.628, uma queda de 28%. Todos os registros ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral, que pode deferir ou indeferir cada pedido.
A disputa pela Câmara dos Deputados em 2026 chega mais fechada do que há quatro anos, e o efeito recai sobre quem tenta entrar. Com a cláusula de desempenho condicionando fundo partidário e tempo de rádio e televisão ao resultado das legendas, os partidos passaram a selecionar candidatos com mais rigor: as candidaturas caíram 28%, de 10.622 para 7.628, enquanto quase 80% dos parlamentares em exercício buscam permanecer.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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As três coberturas partem dos mesmos números do Tribunal Superior Eleitoral: 410 dos 513 deputados eleitos em 2022 tentam a reeleição, as candidaturas a deputado federal caíram de 10.622 para 7.628 e o número de legendas na disputa encolheu de 32 para 28. Todas registram que os pedidos ainda dependem de deferimento pela Justiça Eleitoral.
A disputa pela Câmara dos Deputados em 2026 ficou menor e mais concentrada. São 7.628 candidatos a deputado federal, contra 10.622 há quatro anos, e quase 80% dos parlamentares em exercício tentam permanecer no cargo. Veja como os números se distribuem por partido, estado e gênero, e por que a cláusula de desempenho está no centro da discussão.
Dos 513 deputados federais eleitos em 2022, 410 pediram registro para tentar a reeleição em 2026, o equivalente a 79,92% da legislatura. Os dados vêm do sistema do Tribunal Superior Eleitoral e mostram uma Câmara dos Deputados que aposta na permanência: o Partido Liberal concentra o maior número de candidatos à renovação de mandato, com 73, seguido pelo Partido dos Trabalhadores, com 53, e pelo União Brasil, com 45. São Paulo lidera entre os estados, com 52 parlamentares tentando seguir em Brasília, à frente de Minas Gerais, com 47, e do Rio de Janeiro, com 38. No outro extremo, Tocantins registra apenas três nomes, seguido do Amapá, com quatro, e de Roraima e Rondônia, com cinco cada.
A cobertura de centro relatou também o destino dos deputados que não tentam a recondução. Ao todo, 473 parlamentares em exercício se inscreveram para alguma disputa em 2026. Desses, 44 buscam uma vaga no Senado, oito concorrem a assembleias legislativas e quatro aparecem como suplentes de outros candidatos. Seis tentam governos estaduais: Helder Salomão no Espírito Santo, Patrus Ananias em Minas Gerais, Zucco no Rio Grande do Sul, Vicentinho Júnior no Tocantins e Sandro Alex no Paraná disputam o cargo principal, enquanto Carlos Chiodini concorre a vice-governador em Santa Catarina. O único deputado federal em chapa presidencial é Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio Bolsonaro. No recorte de gênero, os homens são 341 dos candidatos à reeleição, 83,17% do total, e as mulheres, 69, ou 16,83%.
Os três lados da cobertura convergem em um ponto: a disputa de 2026 é menor. O número de candidatos a deputado federal caiu de 10.622, em 2022, para 7.628, recuo de 28%, e o total de candidaturas registradas em todo o país passou de cerca de 29 mil para 20 mil. O número de legendas com candidatos à Câmara também encolheu, de 32 para 28, efeito de fusões e incorporações: o PTB e o Patriota formaram o PRD, o PROS foi incorporado ao Solidariedade e o PSC passou a integrar o Podemos.
A divergência aparece na leitura desse encolhimento. Veículos de esquerda enfatizaram que a cláusula de desempenho, que condiciona o acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e televisão ao resultado das legendas, mudou o cálculo dos partidos e fechou a porta ao estreante. A cientista política Mayra Goulart, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, resume que a candidatura de baixa competitividade deixou de ser inofensiva e passou a ser danosa para a sigla, e que a desvantagem de quem chega agora está construída antes de a campanha começar, porque o parlamentar em exercício acumula visibilidade e direciona emendas para municípios ao longo de quatro anos. Essa cobertura destacou ainda o avanço proporcional das mulheres, que passaram de cerca de 35% para 36,6% dos candidatos à Câmara mesmo com queda absoluta, e o movimento oposto do Novo, que mais que dobrou a chapa, de 221 para 505 nomes, para tentar alcançar os 2,5% de votos válidos nacionais exigidos pela regra.
Entre os veículos de direita, o levantamento não ganhou espaço no período coberto por esta story, e não há leitura própria desse campo sobre os números. A cobertura regional, também de centro, deslocou o foco para quem tenta voltar: mais de trinta ex-deputados estaduais e federais estão com candidaturas nas ruas no Paraná, dez ao cargo de deputado estadual e vinte à Câmara Federal. Entre eles estão o ex-governador Roberto Requião, que disputa pela primeira vez uma vaga na Câmara Federal, e o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins, que perdeu a disputa pelo Senado em 2022. A mesma coluna registrou que a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, e o Partido Liberal estão entre os maiores contingentes de candidatos do país.
O que ainda não se sabe é quantas dessas candidaturas vão de fato ao pleito. Nenhuma das coberturas informa quantos registros já foram deferidos: a Justiça Eleitoral precisa analisar cada pedido, conferir documentação e verificar requisitos legais antes de deferir ou indeferir, e o próprio sistema pode ainda estar processando solicitações apresentadas perto do fim do prazo. Também não há avaliação sobre quantas legendas alcançarão a cláusula de desempenho, nem quantas cadeiras a concentração de candidaturas deve efetivamente mudar na composição da próxima Câmara.
Menor Estado no país, Sergipe possui oito vagas na Câmara dos Deputados.

Piauí possui dez vagas na Câmara dos Deputados.

O Estado de Pernambuco possui 25 vagas na Câmara dos Deputados.

Candidatos a deputado federal do Estado estão distribuídos em 19 partidos.

Maior colégio eleitoral do Sul, Paraná possui 30 vagas na Câmara dos Deputados.

Santa Catarina possui 16 vagas na Câmara dos Deputados.

Bancada do Estado tem 17 vagas na Câmara, maioria dos partidos chegam ao limite de 18 candidatos.

Rio Grande do Sul possui 31 vagas na Câmara dos Deputados, a maioria com planos de permanecer no cargo.

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