PL vai disputar presidências da Câmara e do Senado após eleger 121 deputados
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O cientista político Murillo de Aragão, diretor-executivo da consultoria Arko Advice, avaliou que o Partido Liberal (PL) deve buscar a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal após as eleições de 2026, apoiado no desempenho nas urnas. Segundo ele, a conquista dependerá de alianças com partidos de centro e das posições dos candidatos sobre três temas: impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e investigações sobre emendas parlamentares.
Pela leitura da direita, o Partido Liberal (PL) sai das eleições de 2026 como a maior força do Congresso, com 121 deputados e a perspectiva de 28 senadores, a maior bancada do Senado no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988.
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As duas coberturas relatam que o Partido Liberal vai buscar o comando da Câmara e do Senado, que precisará de aliados de centro e que a maior bancada não garante, sozinha, as presidências.
O Partido Liberal sai das eleições de 2026 com a maior bancada da Câmara e do Senado e deve disputar as duas presidências em fevereiro de 2027. Para o cientista político Murillo de Aragão, a vitória depende de alianças com o centro e de posições sobre o STF, a anistia do 8 de janeiro e as emendas parlamentares.
O Partido Liberal, o PL, deve disputar a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal a partir de 2027. A avaliação é do cientista político Murillo de Aragão, diretor-executivo da consultoria Arko Advice, feita em entrevista após o resultado das eleições de 2026. Para ele, o desempenho do partido nas urnas justifica a ambição, mas não basta para garantir os dois comandos.
O PL terá a maior bancada nas duas Casas. Na Câmara, elegeu 121 deputados. No Senado, elegeu 19 senadores e deve chegar a 28 integrantes na próxima legislatura. Segundo Aragão, a tendência é que o partido busque alianças com siglas de centro para construir maioria e viabilizar candidaturas às presidências.
O analista apontou três temas que devem pesar nas negociações. O primeiro são os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, o STF. O segundo é a discussão sobre anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O terceiro são as investigações sobre emendas parlamentares ao Orçamento da União, conduzidas pelo ministro Flávio Dino. Segundo Aragão, quase 70 parlamentares, entre reeleitos e não reeleitos, estão envolvidos nessas apurações, o que adiciona tensão à relação entre Congresso e Supremo. Ele afirmou que esse atrito não estará resolvido e só tende a crescer.
As eleições para as presidências da Câmara e do Senado ocorrem no início da nova legislatura, em fevereiro de 2027. Até lá, os partidos devem negociar apoio, a composição das Mesas Diretoras e posições sobre temas de interesse do Legislativo.
A cobertura de centro concentrou-se nas falas do analista, com citações diretas sobre a necessidade de articulações em torno dos três temas e sobre o atrito entre Congresso e Supremo. Veículos de direita reproduziram a mesma análise, mas deram destaque aos números da bancada do PL e registraram que o partido terá a maior bancada do Senado no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988, caso a composição prevista se confirme na posse. Nenhum veículo de esquerda havia coberto o assunto até o momento, de modo que não há leitura desse campo sobre a ofensiva do partido pelo comando do Congresso.
As duas coberturas convergem no ponto central: a maior bancada não garante, por si só, a presidência das Casas. A disputa dependerá de articulações que envolvem a relação com o STF, a anistia e as emendas.
O que ainda não se sabe é quem serão os candidatos do PL às presidências, quais partidos de centro aceitarão compor com a legenda e que posição os postulantes vão assumir sobre impeachment de ministros e anistia. Também não foram detalhados os desdobramentos das investigações sobre emendas nem quais parlamentares delas fazem parte.
Ao WW, o CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, afirma que articulações sobre impeachment no STF, anistia do 8/1 e emendas serão decisivas

O Partido Liberal (PL) deverá buscar a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal a partir de 2027,
