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A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem contra o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, apurando supostas fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões e a quebra de sigilo dos investigados. A Igreja Universal divulgou nota afirmando que Macedo não integra a gestão do banco.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem contra o Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A ação investiga supostas fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional. A Justiça Federal de São Paulo autorizou o bloqueio de até R$ 670,3 milhões em bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão.
A cobertura de centro, representada pela BBC News Brasil, relatou que a investigação, subsidiada por relatórios do Banco Central, aponta que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência diante dos órgãos de controle e viabilizar operações irregulares. Os crimes apurados incluem gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e operações de crédito vedadas, previstos na lei que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O Banco Digimais afirmou estar à disposição das autoridades e reafirmou compromisso com a transparência e a conformidade regulatória.
Todos os lados convergem em pontos centrais. O Banco Digimais foi fundado em 1981 no Rio Grande do Sul, originalmente com o nome de Banco Renner, e em 2020 foi reestruturado como banco digital e assumido integralmente por Edir Macedo. O bispo não foi alvo de mandados de busca por residir nos Estados Unidos. A Igreja Universal divulgou nota afirmando que Macedo não integra a administração executiva nem participa da gestão operacional, financeira ou contábil do banco, atribuindo a condução das atividades a executivos legalmente habilitados.
É na interpretação que as coberturas divergem. Veículos de esquerda, como a Revista Fórum, enfatizaram o enquadramento de um 'império sem fronteiras': destacaram que Macedo respondeu às investigações de Miami com versículos bíblicos sobre a 'grande ira', e ironizaram o contraste entre a pregação e a realidade material, citando um apartamento de cerca de R$ 17 milhões na Porsche Design Tower, dotado de um elevador privativo para carros. A esquerda ressaltou ainda os vínculos políticos do banco, lembrando que sua transformação foi chancelada pelo Banco Central sob Roberto Campos Neto e que a instituição foi credenciada no governo de Tarcísio de Freitas para operar consignados a policiais militares, em referência ao Republicanos, partido ligado à igreja. Também criticaram a nota da Igreja Universal por acusar a imprensa de divulgar 'notícias falsas, tendenciosas e maldosas'.
Veículos de direita e a leitura mais institucional enfatizariam a presunção de inocência e o caráter ainda investigativo do processo, destacando a manifestação do banco sobre cooperar com as autoridades e a distinção entre as responsabilidades pessoais dos executivos investigados e a figura do fundador da igreja. Nessa chave, o caso também testa a eficácia da fiscalização do Banco Central sobre o sistema financeiro.
O que ainda não se sabe é o desfecho das quebras de sigilo, que prometem detalhar a rede de operações do banco, e o destino da aquisição do Digimais pelo BTG Pactual, anunciada em abril e que, segundo fonte próxima, teria perdido força porque algumas condições não foram cumpridas. Também permanece em aberto se as investigações alcançarão diretamente o bispo, hoje fora do alcance dos mandados por morar no exterior.
Os veículos convergem que a PF deflagrou a Operação Miragem contra o Banco Digimais, com bloqueio de até R$ 670 milhões, e que Edir Macedo não foi alvo de busca por morar nos EUA; a igreja afirma que o bispo não participa da gestão do banco.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Texto da Revista Fórum com enquadramento crítico ao bispo e à Igreja Universal: ironia sobre o 'Dezervator' e o apartamento de R$ 17 milhões, ênfase no 'império sem fronteiras', vínculo com Tarcísio e o ex-governo Bolsonaro. Vocabulário e seleção de detalhes carregam tom acusatório, característico de cobertura de esquerda sobre poder econômico e religioso conservador.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Reportagem da BBC News Brasil em registro de agência: relata a Operação Miragem, os crimes apurados, os valores bloqueados e cita a nota do Digimais reafirmando compromisso com a transparência. Atribui informações a fontes (PF, Banco Central, Estadão) sem vocabulário valorativo nem framing ideológico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Após Edir Macedo divulgar um vídeo usando versículo da Bíblia que fala sobre "grande ira" em meio às investigações da Polícia Federal (PF) sobre o Banco

A suspeita é de que o banco tenha usado fundos de investimentos para ocultar a sua real situação econômico-financeira.
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