Flávio Dino encerra ação de Antonio Tabet no STF após TSE liberar post da padroeira
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou em 1º de outubro a perda de objeto da decisão em que havia suspendido a ordem do ministro André Mendonça para retirar das redes um post do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. Na véspera, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a remoção de publicações que associam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) à intenção de retirar o título de padroeira do Brasil, mas liberou o post de Tabet por haver dúvida razoável. Dino desistiu de levar o caso ao plenário do STF e criticou Mendonça e, indiretamente, Luiz Fux.
A leitura de esquerda destaca que o humorista Antonio Tabet recorreu ao STF para garantir sua liberdade de expressão depois de ter um post removido por pedido do candidato Flávio Bolsonaro. A publicação dizia que "a família miliciana" atacou Nossa Senhora Aparecida e se inseria em mensagens que lembravam projetos passados de aliados de Flávio sobre o título de padroeira.
A leitura de direita enfatiza que o TSE, por decisão colegiada, confirmou como desinformação a associação de Flávio Bolsonaro a uma tentativa de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira, e manteve a remoção desses conteúdos.
4 fontes políticas
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Veículos com viés à direita
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, encerrou o caso do post do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. O Tribunal Superior Eleitoral liberou a publicação, mas manteve a remoção de conteúdos que associam Flávio Bolsonaro à retirada do título de padroeira.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quinta-feira, 1º de outubro, a perda de objeto da decisão em que havia suspendido a ordem do ministro André Mendonça para retirar das redes sociais uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. A decisão veio depois que o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou o caso na quarta-feira e liberou o post específico de Tabet.
O episódio começou com publicações que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A alegação viralizou em 23 de setembro. Dois dias depois, Mendonça, que atua no TSE, atendeu a pedido do candidato e mandou remover mais de mil publicações, entre elas a de Tabet. Tabet recorreu ao STF, e Dino suspendeu a ordem em 27 de setembro. Na segunda-feira seguinte, o ministro Luiz Fux derrubou a decisão de Dino e restabeleceu a de Mendonça.
No julgamento do TSE, Mendonça defendeu inicialmente suas liminares. Disse que elas não configuravam censura prévia nem restringiam a liberdade religiosa, e que miravam apenas uma afirmação factual falsa sobre um candidato. Diante de divergências de colegas, reajustou o voto. Ficou definido que devem ser removidas as publicações que associem diretamente Flávio Bolsonaro à retirada do título de padroeira, enquanto posts com dúvida razoável sobre essa associação, como o de Tabet, permanecem no ar.
No despacho desta quinta, Dino também retirou o pedido para que o plenário do STF analisasse sua decisão, mas ressalvou que o caso não está encerrado. Ele rebateu a tese de que teria invadido a competência da Justiça Eleitoral, afirmando que o TSE não tem nível hierárquico equivalente ao do STF. Criticou ainda a formulação "vaga e genérica" da ordem original e mencionou atos monocráticos "evidentemente teratológicos e nulos", sem citar Fux pelo nome.
A cobertura de centro relatou o caso como mais uma frente da disputa interna do STF às vésperas do primeiro turno, com ministros derrubando decisões de colegas, e expôs com equilíbrio os argumentos de Dino e de Mendonça. Veículos de esquerda destacaram o pedido de Tabet pela liberdade de expressão, reproduziram a legenda do post, que falava em "família miliciana", e lembraram que as mensagens nas redes apontavam projetos passados de aliados de Flávio Bolsonaro sobre o título de padroeira. Veículos de direita enfatizaram que o TSE confirmou como desinformação a associação do candidato ao tema e que seguem sujeitas à remoção as postagens que a apresentem como fato.
Ainda não se sabe se a disputa entre os ministros terá novos capítulos no plenário do STF, nem quantas das mais de mil publicações serão efetivamente mantidas ou retiradas pelas plataformas a partir do critério da dúvida razoável definido pelo TSE.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quinta-feira (1º) a perda de objeto da decisão que

Antonio Tabet publica de novo crítica sobre Aparecida após decisão do TSE UOL Notícias
Ministro entendeu que pedido de garantia de liberdade de expressão foi atendido após o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter decidido, na quarta (30), liberar a publicação.
Ministro usou reversão de decisão sobre postagem do humorista Antônio Tabet para criticar André Mendonça e mandar recado para Luiz Fux
