Flávio Dino aciona Polícia Federal contra ataques a igrejas e terreiros
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Pela ótica da proteção de direitos, a decisão de Flávio Dino trata a série de ataques a igrejas e terreiros como possível violação da liberdade religiosa, direito fundamental garantido pela Constituição e por tratados internacionais. O destaque vai para a vulnerabilidade de comunidades de matriz africana, alvo de vandalismo em terreiros, e para a necessidade de uma resposta federal coordenada, num ambiente em que a disputa eleitoral em torno de Nossa Senhora Aparecida acirrou os ânimos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em 30 de setembro que a Polícia Federal abra inquérito e que a Procuradoria-Geral da República atue sobre o que chamou de "aparente onda de ataques" a imagens religiosas nos últimos meses.
Sob o prisma da ordem e do controle institucional, a determinação de Flávio Dino é lida como uma resposta a crimes concretos, como furto, dano e incêndio, que exigem responsabilização dos autores. Ao mesmo tempo, o fato de o despacho ter saído no mesmo processo em que o ministro derrubou decisão de André Mendonça sobre posts contra Flávio Bolsonaro mantém aceso o debate sobre os limites da atuação de um ministro do Supremo numa disputa eleitoral.
4 fontes políticas
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Nesta matéria: viés de centro.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal investigue uma aparente onda de ataques a imagens católicas e terreiros em sete estados. A decisão saiu no mesmo processo sobre posts que ligam Flávio Bolsonaro a Nossa Senhora Aparecida, e a cobertura dos três lados converge nos fatos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira, 30 de setembro, que a Polícia Federal abra inquérito para investigar o que chamou de "aparente onda de ataques" contra imagens religiosas nos últimos meses. Ele também enviou o caso à Procuradoria-Geral da República, para as investigações cabíveis.
Segundo o despacho, os relatos chegaram ao gabinete por vários meios depois de uma decisão tomada por Dino no domingo, 27. Naquele dia, ele derrubou uma liminar do ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que mandava retirar publicações associando o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a um suposto projeto de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Um dos relatos foi encaminhado pelo decano do Supremo, Gilmar Mendes.
A cobertura converge nos pontos centrais. O despacho cita casos em sete estados: Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará. Há registros de vandalismo em igrejas, destruição de imagens sacras e ataques a terreiros. Dino afirma haver um quadro bastante grave, com indícios de vilipêndio a culto, preconceito religioso, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio. A atuação federal, segundo ele, se justifica pela repercussão interestadual, pela necessidade de repressão uniforme e pela natureza aparente de crimes contra os direitos humanos. As investigações poderão ser concentradas ou desmembradas.
A cobertura de centro relatou a decisão de forma descritiva, com citações literais do despacho e o histórico do processo. Esse histórico inclui a reação de Flávio Bolsonaro, que recorreu ao ministro Luiz Fux. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a ordem de Mendonça. O candidato nega qualquer intenção de mexer no título da padroeira.
As ênfases variaram. Veículos de esquerda destacaram os ataques a terreiros de umbanda e a um assentamento de Exu, e lembraram que a liberdade religiosa é direito fundamental garantido por tratados internacionais. Também registraram que Flávio Bolsonaro acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de envolvimento em desinformação. O veículo de direita que cobriu o caso ficou no relato do despacho, com a lista de estados e de crimes, e sublinhou que a medida saiu na mesma reclamação ligada à disputa sobre Nossa Senhora Aparecida, sem adjetivar a decisão. Até o momento, nenhum veículo de direita publicou crítica ao ministro sobre esse despacho.
Ainda não se sabe se os episódios têm ligação entre si nem se há autores identificados. A quantidade exata de casos também varia: uma das reportagens fala em onze ocorrências citadas por Dino. Também falta saber como a Procuradoria-Geral da República vai se posicionar e se a polêmica eleitoral sobre os posts terá novos desdobramentos no Tribunal Superior Eleitoral e no Supremo.
Ministro também pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a necessidade de abrir um procedimento para apurar os casos

Ele disse ter recebido pelo menos 11 denúncias sobre ataques, alguns dentro de igrejas, nos últimos meses.
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) cita casos em sete estados e aponta possíveis crimes de intolerância religiosa, dano e vilipêndio a objetos de culto

Ministro afirma em decisão que há
