Flávio Dino aciona Polícia Federal contra ataques a igrejas e terreiros
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Jornal GGNDino determina que PF investigue ataques a imagens religiosas no paísMinistro também pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a necessidade de abrir um procedimento para apurar os casos(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Agência BrasilDino manda PF investigar suposta onda de ataques a imagens católicasEle disse ter recebido pelo menos 11 denúncias sobre ataques, alguns dentro de igrejas, nos últimos meses.(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- A Polícia Federal assume a apuração inicial de casos que estavam espalhados por polícias estaduais.
- Os crimes apontados incluem vilipêndio a culto, preconceito religioso, furto, dano e incêndio.
- As investigações podem ser concentradas num só inquérito ou desmembradas por caso.
Onde os lados concordam
- Flávio Dino requisitou inquérito à Polícia Federal e acionou a Procuradoria-Geral da República.
- O despacho cita ataques a imagens católicas e terreiros em sete estados.
- A decisão saiu no mesmo processo sobre os posts ligados a Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.
O que ainda está incerto
- Não se sabe se os ataques estão conectados nem se há suspeitos identificados.
- O número exato de casos varia entre as reportagens.
- Falta a posição da Procuradoria-Geral da República sobre abrir procedimento próprio.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal investigue uma aparente onda de ataques a imagens católicas e terreiros em sete estados. A decisão saiu no mesmo processo sobre posts que ligam Flávio Bolsonaro a Nossa Senhora Aparecida, e a cobertura dos três lados converge nos fatos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira, 30 de setembro, que a Polícia Federal abra inquérito para investigar o que chamou de "aparente onda de ataques" contra imagens religiosas nos últimos meses. Ele também enviou o caso à Procuradoria-Geral da República, para as investigações cabíveis.
Segundo o despacho, os relatos chegaram ao gabinete por vários meios depois de uma decisão tomada por Dino no domingo, 27. Naquele dia, ele derrubou uma liminar do ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que mandava retirar publicações associando o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a um suposto projeto de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Um dos relatos foi encaminhado pelo decano do Supremo, Gilmar Mendes.
A cobertura converge nos pontos centrais. O despacho cita casos em sete estados: Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará. Há registros de vandalismo em igrejas, destruição de imagens sacras e ataques a terreiros. Dino afirma haver um quadro bastante grave, com indícios de vilipêndio a culto, preconceito religioso, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio. A atuação federal, segundo ele, se justifica pela repercussão interestadual, pela necessidade de repressão uniforme e pela natureza aparente de crimes contra os direitos humanos. As investigações poderão ser concentradas ou desmembradas.
A cobertura de centro relatou a decisão de forma descritiva, com citações literais do despacho e o histórico do processo. Esse histórico inclui a reação de Flávio Bolsonaro, que recorreu ao ministro Luiz Fux. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a ordem de Mendonça. O candidato nega qualquer intenção de mexer no título da padroeira.
As ênfases variaram. Veículos de esquerda destacaram os ataques a terreiros de umbanda e a um assentamento de Exu, e lembraram que a liberdade religiosa é direito fundamental garantido por tratados internacionais. Também registraram que Flávio Bolsonaro acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de envolvimento em desinformação. O veículo de direita que cobriu o caso ficou no relato do despacho, com a lista de estados e de crimes, e sublinhou que a medida saiu na mesma reclamação ligada à disputa sobre Nossa Senhora Aparecida, sem adjetivar a decisão. Até o momento, nenhum veículo de direita publicou crítica ao ministro sobre esse despacho.
Ainda não se sabe se os episódios têm ligação entre si nem se há autores identificados. A quantidade exata de casos também varia: uma das reportagens fala em onze ocorrências citadas por Dino. Também falta saber como a Procuradoria-Geral da República vai se posicionar e se a polêmica eleitoral sobre os posts terá novos desdobramentos no Tribunal Superior Eleitoral e no Supremo.
Fontes

Ministro também pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a necessidade de abrir um procedimento para apurar os casos
Ele disse ter recebido pelo menos 11 denúncias sobre ataques, alguns dentro de igrejas, nos últimos meses.

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) cita casos em sete estados e aponta possíveis crimes de intolerância religiosa, dano e vilipêndio a objetos de culto

Ministro afirma em decisão que há