Maioria dos evangélicos do Brasil é de direita, diz Datafolha; católicos registram empate
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O levantamento do Datafolha mostra que a suposta hegemonia da direita entre religiosos é mais matizada do que o senso comum sugere. Entre católicos há empate técnico, e mesmo entre evangélicos a inclinação à direita se concentra no eixo de comportamento e costumes — não na economia, onde as pautas de proteção social e papel do Estado seguem competitivas. No recorte econômico, a esquerda lidera entre católicos e empata entre evangélicos, sinal de que a agenda de direitos sociais e distribuição ainda dialoga com a base religiosa. A leitura reforça o esforço de setores progressistas de disputar o voto de fé sem reduzir crentes a um bloco conservador monolítico.
Pesquisa Datafolha divulgada em julho de 2026 mapeou a orientação ideológica dos brasileiros por religião. Na escala geral, 52% dos evangélicos se classificam à direita ou centro-direita e 30% à esquerda ou centro-esquerda.
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2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Todos os lados aceitam os números do Datafolha: evangélicos pendem à direita na escala geral (52% ante 30%), enquanto entre católicos há empate técnico. A maior diferença está no eixo de comportamento, e no eixo econômico a esquerda é mais competitiva.
Uma pesquisa do Datafolha divulgada no início de julho de 2026 mapeou a orientação ideológica dos brasileiros conforme a religião e mostrou um eleitorado evangélico inclinado à direita, enquanto entre católicos o quadro é de empate técnico. Na escala geral da matriz ideológica do instituto, 52% dos evangélicos são classificados como de direita ou centro-direita, ante 30% de esquerda ou centro-esquerda. Entre os católicos, 43% ficam à direita e 39% à esquerda, uma diferença dentro da margem de erro.
O levantamento ouviu presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais para o total da amostra e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09956 de 2026. A matriz ideológica do Datafolha é calculada a partir de dois eixos: um de comportamento e costumes, com dez perguntas sobre temas como armas, criminalidade, homossexualidade, crença em Deus, sindicatos e punição de adolescentes; e outro de economia, com seis perguntas sobre impostos, papel do governo, benefícios públicos e leis trabalhistas.
A cobertura de centro, de origem Folhapress e republicada por diferentes veículos, apresentou os números de forma descritiva e destacou onde a diferença entre os grupos é maior. É no eixo de comportamento que os evangélicos mais se distinguem: 61% ficam à direita ou centro-direita, ante 18% à esquerda ou centro-esquerda. Entre católicos, nesse mesmo eixo, a direita soma 52% e a esquerda 27%. Já no eixo econômico, o retrato muda. A esquerda lidera entre católicos, com 47% ante 27% da direita, e entre evangélicos há empate técnico, com a esquerda somando 39% e a direita 33%.
É nesse ponto que as ênfases da cobertura divergem. Veículos de direita enfatizaram a leitura de que a pesquisa confirma a hegemonia conservadora entre evangélicos, sobretudo nas pautas de costumes, valores familiares, defesa das armas e segurança, tratando o voto de fé como bastião do campo conservador. Já a cobertura de esquerda, refletida na curadoria de veículos progressistas, enfatizou que o resultado é mais matizado do que o senso comum sugere: o empate entre católicos e o equilíbrio econômico entre evangélicos indicariam que a agenda de proteção social e papel do Estado ainda dialoga com a base religiosa, sustentando o esforço de setores da esquerda de disputar esse eleitorado sem reduzi-lo a um bloco monolítico.
O que ainda não se sabe é como essa distribuição ideológica se converterá em intenção de voto concreta na eleição de 2026, já que a matriz mede posicionamento em eixos temáticos e não preferência por candidatos. Também permanece em aberto como partidos e lideranças religiosas reagirão ao levantamento e de que forma a disputa pelo voto evangélico e católico será travada ao longo do ano eleitoral.
(Folhapress) - Evangélicos aparecem mais à direita que católicos na matriz ideológica do Datafolha. Na escala geral, 52% deles são classificados à direita ou

