Flávio Dino e Alexandre de Moraes reabrem no STF debate sobre diploma de jornalismo
2 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em 18 de agosto de 2026, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes sugeriram que a Corte volte a discutir a exigência do diploma de curso superior para o exercício do jornalismo, dispensada pelo próprio tribunal em 2009. As falas ocorreram no julgamento de um pedido de direito de resposta apresentado por uma clínica médica citada em reportagem televisiva sobre denúncias de abuso sexual. Dino disse que a dispensa virou um complicador para aplicar as garantias da imprensa diante das redes sociais; Moraes defendeu a regulamentação da atividade com regra de transição para quem já exerce a profissão. O julgamento foi suspenso por pedido de vista da ministra Cármen Lúcia. Dois dias depois, Dino afirmou que sustenta essa posição desde 2009, quando assinou como deputado federal a PEC 386/2009.
A discussão levantada por Flávio Dino e Alexandre de Moraes é lida à esquerda como resposta necessária a um ecossistema de informação capturado por estruturas organizadas de desinformação. Nesse enquadramento, a decisão de 2009 nasceu num mundo sem redes sociais e hoje permite que qualquer pessoa reivindique prerrogativas construídas para proteger o trabalho jornalístico profissional, inclusive quem produz ataques pessoais e conteúdo falso.
À direita, a proposta é lida como tentativa de reintroduzir controle estatal sobre quem pode informar, feita justamente pelos dois ministros que estão no centro da polêmica sobre a quebra do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luís Pablo.
8 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos: o Supremo Tribunal Federal afastou a exigência do diploma em 2009, por 8 votos a 1, ao julgar o Decreto-Lei 972/1969; Flávio Dino e Alexandre de Moraes pediram a reabertura do debate em 18 de agosto de 2026; e o julgamento em que isso ocorreu foi suspenso por pedido de vista. Há convergência também sobre o fato de as declarações virem logo após a decisão que atingiu a fonte de um jornalista.
Em sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes sugeriram rediscutir a exigência do diploma de curso superior para exercer o jornalismo, afastada pela própria Corte em 2009. O julgamento foi suspenso por pedido de vista de Cármen Lúcia, e o debate reacende a disputa sobre quem pode reivindicar as garantias da imprensa.
Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, defenderam na terça-feira, 18 de agosto de 2026, que a Corte volte a discutir a exigência do diploma de curso superior para o exercício do jornalismo, dispensada pelo próprio tribunal em 2009. As falas ocorreram durante sessão da Primeira Turma que julgava um pedido de direito de resposta apresentado por uma clínica médica citada em reportagem televisiva sobre denúncias de abuso sexual. O julgamento terminou suspenso por pedido de vista da ministra Cármen Lúcia.
Ao devolver um pedido de vista, Dino afirmou que a decisão de 2009 tornou mais difícil aplicar as garantias constitucionais da imprensa num ambiente dominado pelas redes sociais. Disse que a extensão automática desse regime a qualquer blogueiro constitui um complicador e advertiu que, no limite, o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho poderiam realizar um concurso para selecionar blogueiros. Moraes concordou e foi além, defendendo a regulamentação da atividade nos moldes de outras profissões, com uma regra de transição para quem já exerce o jornalismo sem formação específica. Segundo ele, hoje qualquer pessoa pode acordar, declarar-se jornalista e se escudar na liberdade de imprensa para ofender terceiros ou disseminar desinformação.
Os fatos jurídicos não são contestados por nenhum lado da cobertura. No julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, em 2009, o plenário do Supremo afastou por 8 votos a 1 a exigência prevista no Decreto-Lei 972, de 1969, por entender que a norma não havia sido recepcionada pela Constituição de 1988. Nem Dino nem Moraes integravam a Corte naquele momento. Dois dias depois da sessão, Dino publicou nas redes sociais que sustenta a mesma posição desde 2009, quando assinou como deputado federal a PEC 386/2009 e votou por ela na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O texto está apensado à PEC 206/2012 e aguarda votação no Plenário, onde precisa de 308 votos em dois turnos.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram a mudança no ecossistema de informação desde 2009 e apresentaram a regulamentação como defesa do direito coletivo à informação, dando espaço à posição da Federação Nacional dos Jornalistas, para quem a formação específica garante apuração, checagem e proteção de fontes. Nessa cobertura, o episódio envolvendo o blogueiro maranhense Luís Pablo é narrado a partir das suspeitas apuradas pela Polícia Federal contra ele, incluindo monitoramento da rotina do ministro e de sua família. A cobertura de centro relatou a sessão de forma descritiva, recuperou o placar e o relator do julgamento de 2009, registrou a suspensão por pedido de vista e trouxe as duas pontas da controvérsia, inclusive a manifestação do presidente do Supremo, Edson Fachin, em defesa da liberdade de imprensa, e um levantamento da Câmara dos Deputados mostrando que a maioria dos parceiros comerciais do Brasil não exige diploma. Veículos de direita enfatizaram a contradição institucional de a Corte reabrir uma decisão que ela própria tomou e o fato de a origem da exigência estar num decreto da ditadura militar, omitindo, porém, o contexto da quebra de sigilo que antecedeu as declarações.
Esse contexto pesa sobre o debate. Dias antes, Moraes autorizou busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, apontado pela Polícia Federal como fonte de Luís Pablo, autor de reportagens críticas a Dino. A Federação Nacional dos Jornalistas e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo manifestaram preocupação com a proteção do sigilo da fonte, assegurada pelo artigo 5º da Constituição. Moraes respondeu que a garantia existe, mas não pode acobertar crimes.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não há ação em tramitação no Supremo que permita rever a decisão de 2009, nem data para a Primeira Turma retomar o julgamento suspenso por Cármen Lúcia. Também não há calendário para a proposta de emenda no Plenário da Câmara, cuja última movimentação registrada foi um requerimento de audiência pública em 2023. E a investigação sobre o jornalista maranhense segue em curso, sem conclusão sobre a existência de crime.
Debate no STF sobre diploma em jornalismo é tentativa de desviar o foco de arbitrariedades

Ministro afirma que sua posição é a mesma desde 2009, quando era deputado federal e apoiou retomada da obrigatoriedade do diploma. Segundo ele, regulamentação profissional não restringe liberdade de ...

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sugeriram nesta terça-feira (18) que a Corte volte a discutir a dispensa do diploma de jornalismo para o exercício

Em 2009, o STF declarou inconstitucional a obrigatoriedade do diploma de jornalismo; discussão retorna após casos envolvendo a Globo

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF, defendem a volta do diploma de jornalismo e reabrem o debate no tribunal sobre o tema jornalismo.

Ministros fizeram declarações dias após decisão de Moraes que autorizou busca contra fonte de jornalista do Maranhão

Ministros afirmaram que STF defende a liberdade de imprensa, mas que não pode “ser usada para cometer crimes”. Leia no Poder360.


Nesta matéria: perspectiva omitida.