
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

As vitórias de Keiko Fujimori no Peru e de Abelardo de la Espriella na Colômbia ampliaram para sete o número de países sul-americanos governados pela direita. Ainda assim, os governos de esquerda comandam os países que respondem por 54,6% do PIB do continente (US$ 2,4 trilhões) e por 246,4 milhões de habitantes, sustentados pelo peso do Brasil. A próxima eleição decisiva da região é a presidencial brasileira, em outubro de 2026.
As eleições presidenciais no Peru e na Colômbia redesenharam o mapa político da América do Sul e ampliaram para sete o número de países governados pela direita. A vitória de Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, no Peru, e a eleição de Abelardo de la Espriella, da Defensores de la Patria, na Colômbia, foram os movimentos que faltavam para consolidar uma guinada continental que já vinha sendo desenhada nos últimos meses.
O novo arranjo soma-se às vitórias anteriores de Javier Milei na Argentina, Daniel Noboa no Equador, Rodrigo Paz na Bolívia e José Antonio Kast no Chile, além do Paraguai, que segue sob gestões de direita há uma década. Do outro lado, a esquerda e a centro-esquerda permanecem no poder no Brasil, no Uruguai, no Suriname, na Guiana e na Venezuela. Há 11 anos, no fim de 2015, o quadro era praticamente o inverso: oito países eram comandados por partidos de esquerda ou centro-esquerda, e apenas quatro pela direita.
A cobertura de centro relatou que, apesar do avanço eleitoral da direita, os governos de esquerda ainda comandam os países responsáveis por 54,6% do Produto Interno Bruto do continente, o equivalente a cerca de US$ 2,4 trilhões, e pela maior parte da população, com 246,4 milhões de habitantes. O peso decisivo nessa conta é o do Brasil, que registrou em 2025 um PIB de US$ 2,28 trilhões, mais de 230% maior que o da Argentina, o segundo maior da região. Os países hoje governados pela direita somam US$ 2,2 trilhões, ou 45,4% do PIB continental, e 191,7 milhões de habitantes.
É na leitura desse mesmo dado que as coberturas divergem. Veículos de esquerda enfatizaram que a virada representa um avanço da extrema-direita que estreita o cerco aos governos progressistas e isola politicamente o presidente Lula na região, lembrando que Keiko Fujimori é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, descrito como ditador, e que vários dos líderes eleitos têm apoio explícito do governo dos Estados Unidos. Nessa chave, a eleição brasileira de outubro de 2026 aparece como uma trincheira decisiva para a defesa do projeto democrático e social diante da ascensão conservadora.
Veículos de direita, por sua vez, tendem a enfatizar que o resultado expressa a rejeição do eleitorado a modelos estatizantes e a governos marcados por crises de governabilidade, como ilustra o Peru, que teve oito presidentes desde 2016, com destituições e renúncias sucessivas. Nessa leitura, o predomínio econômico da esquerda já é residual e dependente quase exclusivamente do Brasil, de modo que uma vitória conservadora no pleito brasileiro de 2026 levaria a direita a dominar mais de 95% do PIB da América do Sul.
O que ainda não se sabe é como ficará efetivamente o tabuleiro depois das duas próximas eleições já marcadas na região: a do Brasil, em outubro de 2026, e a da Argentina, em outubro de 2027. Também permanece em aberto o desenrolar das disputas institucionais no Peru, onde a contagem das urnas se estendeu por 17 dias, e o real grau de alinhamento dos novos governos com os Estados Unidos.
Esquerda e direita concordam que as vitórias no Peru e na Colômbia ampliaram para sete os países sul-americanos governados pela direita e que o Brasil, pelo peso do seu PIB, é o fator decisivo do equilíbrio regional.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O núcleo factual (mapa de governos por país) é correto e equilibrado, mas o enquadramento é abertamente progressista: usa 'extrema-direita' e 'ultradireita' de forma recorrente, qualifica Alberto Fujimori como 'ditador', e o bloco de chamada editorial fala em 'futuro democrático em jogo' e 'ameaça bolsonarista'. Vocabulário valorativo carregado caracteriza viés LEFT no artigo, não só no veículo.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Texto predominantemente factual: apresenta números de PIB (US$ 2,4 bi vs US$ 2,2 bi), população e o mapa de governos por espectro, citando candidatos e países com paridade. Vocabulário neutro ('guinada', 'inversão do panorama'), sem juízo de valor. O ângulo de que a esquerda ainda domina 55% do PIB equilibra a manchete sobre o avanço da direita.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Os resultados na Colômbia e no Peru alteram a correlação de forças na região

Os governos de direita, por sua vez, dominam os países que somam US$ 2,2 bi, o que equivale a 45,4% do PIB continental. Leia no Poder360.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.



