
Distribuidora dá primeiro passo para lançar ‘Dark Horse’
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Como decidimos →A distribuidora Europa Filmes protocolou, em 22 de junho, pedido de Registro de Obra Estrangeira na Ancine para o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. É o primeiro passo formal para a estreia nos cinemas, mas o registro ainda depende de análise da agência, do Certificado de Registro de Título e da classificação indicativa do Ministério da Justiça. A produção é alvo de investigações sobre seu financiamento e já foi tema de uma ação no TSE, arquivada pelo ministro Kassio Nunes Marques.
Veículos com viés à esquerda
A Revista Fórum detalha a ação do grupo Prerrogativas e do deputado Rogério Correia (PT-MG), enfatiza a Operação Wifi, os R$ 61 milhões de Vorcaro, a investigação do STF sobre emendas e as suspeitas de caixa dois e lavagem de dinheiro; enquadramento crítico ao entorno de Bolsonaro, típico de veículo à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de a Veja ser perfilada à direita, este texto é predominantemente factual: descreve o trâmite na Ancine, o Certificado de Registro de Título, a classificação indicativa e menciona com neutralidade as investigações sobre desvios e a rejeição do pedido no TSE, sem vocabulário valorativo — leitura CENTER.
A distribuidora Europa Filmes deu o primeiro passo formal para lançar nos cinemas brasileiros o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 22 de junho de 2026, a empresa protocolou junto à Agência Nacional de Cinema, a Ancine, o pedido de Registro de Obra Estrangeira, etapa obrigatória para a comercialização da produção no país. A distribuidora assumiu o filme depois que a Paris Filmes, uma das maiores do setor, recusou a tarefa. O registro, porém, ainda está longe de garantir a estreia: depende da análise da agência, da emissão do Certificado de Registro de Título e da classificação indicativa do Ministério da Justiça.
A cobertura de centro, representada pela Veja, relatou o rito regulatório com precisão, explicando que o prazo médio de análise é de cerca de 30 dias, mas pode se estender. A Ancine aguarda esclarecimentos sobre filmagens realizadas em território brasileiro que, segundo a agência, não teriam sido previamente comunicadas, como exigem as normas para produções internacionais. Dependendo das respostas, o impasse pode até inviabilizar o lançamento. Todos os lados convergem em pontos centrais: o pedido foi feito em 22 de junho, a Paris Filmes recusou a distribuição, e as grandes redes exibidoras demonstram resistência em exibir o título por receio de baixa bilheteria e de acirrar a polarização entre apoiadores de Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os veículos de esquerda, como a Revista Fórum, enfatizaram as suspeitas que cercam o financiamento da obra. O grupo Prerrogativas e o deputado Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, ingressaram com ação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo investigação e a suspensão da estreia até o fim das eleições, sob o argumento de que o filme configuraria propaganda eleitoral disfarçada, com indícios de abuso de poder econômico, caixa dois e lavagem de dinheiro. Reportagens do Intercept Brasil revelaram mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro aparece cobrando recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master. Flávio reconheceu ter captado R$ 61 milhões de Vorcaro por meio de um fundo administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro, e há suspeitas de que parte do dinheiro sustentasse a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. O Supremo Tribunal Federal investiga ainda repasses de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ligadas à produtora.
Já os veículos de direita, como O Antagonista, enfatizaram o outro ângulo: a tentativa de parlamentares petistas de barrar a exibição do filme em ano eleitoral, tratada como possível censura a uma obra de forte apelo popular. O trailer apresenta Bolsonaro como uma voz do povo que enfrentou o sistema e recria o atentado a faca de 2018. Tanto a direita quanto o centro destacaram que o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, arquivou a ação, por entender que os autores não tinham legitimidade para propô-la.
O que ainda não se sabe é se a Ancine concluirá o registro diante das pendências sobre as filmagens no Brasil, e se as grandes redes de cinema aceitarão exibir o filme. Também seguem em aberto as investigações sobre a real destinação dos recursos repassados por Vorcaro e sobre o papel da produtora nas emendas parlamentares apuradas pelo STF.
Todos os lados confirmam que a Europa Filmes protocolou o registro na Ancine em 22 de junho, que a Paris Filmes recusou a distribuição, e que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, arquivou a ação que pedia a suspensão da estreia.

Pedido na Ancine foi feito por grande distribuidora cinematográfica

O Prerrogativas e o deputado Rogério Correia entraram com ação pedindo investigação sobre o financiamento do longa e a suspensão de sua estreia até o término das eleições

Após negativa da Paris Filmes, Europa Filmes dá entrada em pedido para distribuir filme baseado na eleição presidencial de Jair Bolsonaro
Perspectivas omitidas
O Antagonista narra o registro na Ancine, mas enquadra o episódio pela ótica das 'confusões' e da suspeita de desvio dos R$ 60 milhões de Vorcaro para o projeto político da família Bolsonaro; cita o link 'Censura seria um prêmio para Dark Horse', sinalizando defesa da exibição contra tentativa petista de barrar o filme.
Perspectivas omitidas



