Distribuidora dá primeiro passo para lançar ‘Dark Horse’
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Como decidimos →Depois de a Paris Filmes recusar a distribuição, a Europa Filmes deu o primeiro passo para levar Dark Horse aos cinemas, registrando a obra na Ancine. A cinebiografia recria o atentado a faca sofrido por Bolsonaro em 2018 e o apresenta como quem enfrentou o sistema. Parlamentares petistas tentaram barrar a estreia no TSE, mas o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, rejeitou o pedido — episódio que veículos de direita leem como tentativa de censura a uma obra de forte apelo popular. Ainda assim, o filme enfrenta entraves regulatórios na Ancine e resistência das redes exibidoras.
O filme Dark Horse, que retrata Jair Bolsonaro como uma 'voz do povo', avança para os cinemas em plena disputa presidencial, apesar das graves suspeitas que cercam seu financiamento. O grupo Prerrogativas e o deputado Rogério Correia (PT-MG) pediram investigação e a suspensão da estreia, apontando indícios de abuso de poder econômico, caixa dois e lavagem de dinheiro.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados confirmam que a Europa Filmes protocolou o registro na Ancine em 22 de junho, que a Paris Filmes recusou a distribuição, e que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, arquivou a ação que pedia a suspensão da estreia.
A distribuidora Europa Filmes deu o primeiro passo formal para lançar nos cinemas brasileiros o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 22 de junho de 2026, a empresa protocolou junto à Agência Nacional de Cinema, a Ancine, o pedido de Registro de Obra Estrangeira, etapa obrigatória para a comercialização da produção no país. A distribuidora assumiu o filme depois que a Paris Filmes, uma das maiores do setor, recusou a tarefa. O registro, porém, ainda está longe de garantir a estreia: depende da análise da agência, da emissão do Certificado de Registro de Título e da classificação indicativa do Ministério da Justiça.
A cobertura de centro, representada pela Veja, relatou o rito regulatório com precisão, explicando que o prazo médio de análise é de cerca de 30 dias, mas pode se estender. A Ancine aguarda esclarecimentos sobre filmagens realizadas em território brasileiro que, segundo a agência, não teriam sido previamente comunicadas, como exigem as normas para produções internacionais. Dependendo das respostas, o impasse pode até inviabilizar o lançamento. Todos os lados convergem em pontos centrais: o pedido foi feito em 22 de junho, a Paris Filmes recusou a distribuição, e as grandes redes exibidoras demonstram resistência em exibir o título por receio de baixa bilheteria e de acirrar a polarização entre apoiadores de Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os veículos de esquerda, como a Revista Fórum, enfatizaram as suspeitas que cercam o financiamento da obra. O grupo Prerrogativas e o deputado Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, ingressaram com ação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo investigação e a suspensão da estreia até o fim das eleições, sob o argumento de que o filme configuraria propaganda eleitoral disfarçada, com indícios de abuso de poder econômico, caixa dois e lavagem de dinheiro. Reportagens do Intercept Brasil revelaram mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro aparece cobrando recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master. Flávio reconheceu ter captado R$ 61 milhões de Vorcaro por meio de um fundo administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro, e há suspeitas de que parte do dinheiro sustentasse a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. O Supremo Tribunal Federal investiga ainda repasses de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ligadas à produtora.
Já os veículos de direita, como O Antagonista, enfatizaram o outro ângulo: a tentativa de parlamentares petistas de barrar a exibição do filme em ano eleitoral, tratada como possível censura a uma obra de forte apelo popular. O trailer apresenta Bolsonaro como uma voz do povo que enfrentou o sistema e recria o atentado a faca de 2018. Tanto a direita quanto o centro destacaram que o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, arquivou a ação, por entender que os autores não tinham legitimidade para propô-la.
O que ainda não se sabe é se a Ancine concluirá o registro diante das pendências sobre as filmagens no Brasil, e se as grandes redes de cinema aceitarão exibir o filme. Também seguem em aberto as investigações sobre a real destinação dos recursos repassados por Vorcaro e sobre o papel da produtora nas emendas parlamentares apuradas pelo STF.
Pedido na Ancine foi feito por grande distribuidora cinematográfica

O Prerrogativas e o deputado Rogério Correia entraram com ação pedindo investigação sobre o financiamento do longa e a suspensão de sua estreia até o término das eleições

Após negativa da Paris Filmes, Europa Filmes dá entrada em pedido para distribuir filme baseado na eleição presidencial de Jair Bolsonaro
