Lula e Flávio Bolsonaro vão às urnas com renovação do Senado em jogo
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Briefing
O que importa para você
- Primeiro turno no domingo, com Lula 39% e Flávio 34% na Quaest de 28 de setembro
- Empate de 42% a 42% no segundo turno
- O Senado renova 54 cadeiras e vai aprovar até quatro indicações ao Supremo até 2030
Onde os lados concordam
As análises concordam que a eleição presidencial deve ir ao segundo turno e que o voto dos eleitores de Cury, Caiado, Renan Santos e Zema pode decidir a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O que ainda está incerto
- Se haverá segundo turno e para onde irão os votos dos candidatos menores
- Qual será a composição do novo Senado e seu efeito sobre o Supremo
Na véspera do primeiro turno, Lula lidera com 39% contra 34% de Flávio Bolsonaro na Quaest de 28 de setembro, mas os dois empatam em 42% no segundo turno. A eleição também renova 54 cadeiras do Senado, que vai aprovar as próximas indicações ao Supremo Tribunal Federal.
O Brasil vai às urnas no domingo para o primeiro turno de uma eleição que renova a Câmara dos Deputados, dois terços do Senado e governos estaduais, além de definir a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. As análises publicadas na véspera convergem num ponto: a votação decide o futuro do país apenas em parte, e a tendência é que a Presidência seja definida num segundo turno.
Os números mais citados vêm da pesquisa Quaest de 28 de setembro. Ela registra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno, e empate de 42% a 42% numa eventual segunda rodada. O fiel da balança estaria nos cerca de 12% que declaram voto em Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. Um levantamento do Datafolha citado na cobertura encontrou, entre apoiadores desses candidatos, 43% para Flávio e 30% para Lula.
A cobertura de centro relatou que o resultado também redesenha a relação entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. O Senado renova 54 cadeiras, e o próximo presidente poderá indicar quatro ministros do Supremo até 2030, todos dependentes de aprovação dos senadores. Em abril, a Casa rejeitou Jorge Messias, algo que não acontecia desde 1894. O Supremo, por sua vez, julga parlamentares e supervisiona investigações sobre desvios de emendas. O ministro Flávio Dino indicou que o julgamento sobre a fiscalização dessas emendas ficará para depois da eleição. Nessa leitura, o eleitorado dos candidatos de oposição dificilmente migraria em massa para Lula.
Veículos de esquerda destacaram o contraste entre as trajetórias dos dois candidatos. Lembraram que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 8,6 milhões de pessoas saíram da pobreza entre 2023 e 2024, e que o país deixou o Mapa da Fome em 2025. Sobre Flávio Bolsonaro, enfatizaram a produção legislativa limitada, o caso das rachadinhas, encerrado sem condenação após anulação de provas, e a homenagem a Adriano da Nóbrega. Esses veículos também apontaram o tarifaço de 50% anunciado pelo governo de Donald Trump em julho de 2025, vinculado ao processo contra Jair Bolsonaro, e a atuação de Eduardo Bolsonaro em Washington por sanções contra ministros do Supremo, como riscos à soberania.
Entre veículos de direita, o único texto ligado à story chegou sem corpo legível, apenas com uma manchete sobre o cansaço do eleitor na véspera da votação. Por isso, não é possível atribuir a esse lado um enquadramento próprio sobre os fatos desta cobertura.
Ainda não se sabe se haverá segundo turno nem como o eleitorado dos candidatos menores vai se distribuir. Também segue em aberto a composição do novo Senado, que vai pesar nas futuras indicações ao Supremo e no julgamento sobre as emendas parlamentares.
Fontes
Artigo do especialista em marketing político Nilson Hashizumi sobre o Brasil que acordará depois das urnas

