A pesquisa Paraná Pesquisas divulgada em 24 de junho de 2026 colocou a disputa pelo governo do Tocantins em situação de empate técnico entre a senadora Professora Dorinha, do União Brasil, e o deputado federal Vicentinho Júnior, do PSDB. O cenário se repete no primeiro e no segundo turno, a pouco mais de três meses da eleição.
No cenário de primeiro turno, Dorinha aparece com 35,9% das intenções de voto e Vicentinho Júnior com 33,3%. Em seguida vêm o vice-governador Laurez Moreira, do PSD, com 8,8%, e o ex-senador Ataídes de Oliveira, do Novo, com 6,9%. No único cenário de segundo turno testado, a ordem se inverte numericamente: Vicentinho Júnior marca 44,1% e Dorinha 42,5%. Em todos os casos, a diferença fica dentro da margem de erro de 2,7 pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico.
A cobertura de centro relatou a ficha técnica com detalhe: foram ouvidos 1.340 eleitores em 58 municípios do Tocantins, entre os dias 20 e 22 de junho, com grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código TO-07317/2026. O Poder360 acrescentou que o levantamento custou 45 mil reais e foi pago pela empresa Nova Aliança Publicidade, além de registrar que Dorinha tem a maior taxa de rejeição entre os pré-candidatos, com 31%.
Veículos de direita enfatizaram a vantagem numérica de Vicentinho Júnior no segundo turno, o cenário que de fato decide a eleição, e destacaram a rejeição elevada da senadora. Esses veículos também ressaltaram que, na disputa ao Senado, o senador Eduardo Gomes, do PL, é o favorito à reeleição, liderando os dois cenários simulados com algo entre 30,7% e 31,6% das intenções de voto, seguido pelo deputado Alexandre Guimarães, do MDB.
Veículos de esquerda, por sua vez, chamaram atenção para o fato de que esta pesquisa diverge de outro levantamento publicado poucos dias antes. Na sexta-feira anterior, o Real Time Big Data havia indicado liderança de Dorinha nos dois turnos. A divergência entre os dois institutos foi apresentada como motivo de cautela na leitura de pesquisas isoladas, num quadro ainda aberto. Essa cobertura também registrou a presença de candidatos de partidos do campo progressista entre os nomes testados para o Senado, como Paulo Mourão, do PT.
No conjunto, as três coberturas convergem nos números centrais da pesquisa e na leitura de que a corrida ao governo está equilibrada. A diferença está na ênfase: enquanto a apuração de direita projeta a dianteira de Vicentinho no segundo turno e a rejeição de Dorinha, a cobertura de esquerda relativiza o resultado ao confrontá-lo com a pesquisa anterior, e a de centro se concentra na ficha técnica e nos percentuais.
O que ainda não se sabe é como a campanha oficial, as alianças partidárias e a definição final das candidaturas vão alterar esse quadro. Como as diferenças estão todas dentro da margem de erro, nenhum dos dois principais nomes pode ser apontado como favorito neste momento, e novas pesquisas serão necessárias para confirmar a tendência.